Rotavírus – diarréia viral

Rotavírus –  diarréia viral   O Rotavírus, muito conhecido por nós, é um vírus da família Reoviridae. São classificados, sorologicamente, em grupos, subgrupos e sorotipos. Conhecemos sete grupos, chamados: A, B, C, D, E, F e G. Desses, os grupos A, B e C são os que causam a doença ao homem. O mais infectante, responsável por mais de 90℅ dos casos no homem, é o grupo A. O grupo A é, também, predominante na natureza e pode infectar outros mamíferos e muitas aves.   Os Rotavírus são causadores do que chamamos enteroviroses – infecções virais do trato digestivo -, que vão de quadros assintomáticos a fatais. Podem infectar qualquer pessoa, de qualquer idade. Mas crianças entre 3 e 35 meses de idade e idosos são mais vulneráveis à forma sintomática, assim como às complicações.   O reservatório do vírus costuma ser o trato gastrointestinal, inclusive nos animais infectados. Embora incomum, pode haver a transmissão do animal para o homem. Na maioria dos casos somos os responsáveis pelo ciclo todo. Nos indivíduos infectados há um grande número de vírus nas fezes, responsáveis por sua disseminação. Então, por ser uma doença de transmissão fecal-oral, pode ocorrer no consumo de água contaminada, alimentos, contato pessoal ou através de objetos contaminados. É possível, também, ocorrer a transmissão por gotículas de secreção – quando tossimos, espirramos ou falamos – oriundas do trato respiratório.   Acredita-se que até os 5 anos de idade todas as crianças já terão tido, pelo menos, um episódio de infecção pelo Rotavírus e que uma em cada 300 crianças morrerá de complicações.   Após a contaminação, os sintomas têm início entre 1 a 4 dias. A partir do segundo dia, a pessoa já começa a eliminar o vírus pelas fezes e continua eliminando-os até 10 dias após o fim dos sintomas.   A infecção pode ser: subclínica – não apresenta sintomas -; leve – diarréia aguda aquosa, náuseas, dor no corpo, febre baixa, eventualmente apresenta corisa e tosse, durando entre 5 a 7 dias -; moderada – igual ao quadro anterior, mas com febre alta e maior intensidade da diarréia e vômito, durando mais de 7 dias -; e grave – pode levar à morte. Com sintomas muito acentuados, grande desidratação e prostração.   Como temos mais de uma espécie viral, podemos nos infectar mais de uma vez.   Não há tratamento específico, apenas sintomático, devendo a pessoa infectada manter a hidratação adequada. Em casos de muito vômito e diarréia, a hidratação deverá ser feita em hospital, por via endovenosa.   A prevenção pode ser feita de seguinte maneira: Vacina, usualmente a monovalente (adotada pelo ministério da saúde), dividida em duas doses – a primeira dose para crianças de 2 meses até 3 meses e 15 dias e a segunda dose para crianças de 4 meses até 7 meses e 29 dias. Há, também a vacina pentavalente – encontrada apenas na rede privada de saúde, deve ser aplicada em três doses – a primeira para crianças de 2 meses, a segunda dose para crianças de 4 meses e a terceira dose para crianças de 6 meses, sempre respeitando o intervalo mínimo de 2 meses entre cada dose. Ter saneamento básico; Lavar as mãos com frequência, especialmente quando evacuar ou cuidar das fezes das crianças, quando usar banheiros públicos, quando for se alimentar e quando for preparar alimentos; Manter higiene dos utensílios domésticos; Utilizar apenas água potável; Evitar trânsito de insetos e de animais de estimação pela cozinha. Muito importante: procurar imediatamente um médico caso suspeite estar infectado.

Escorpiões

Escorpiões        Os escorpiões são animais peçonhentos (possuem glândulas produtoras de veneno), pertencentes ao Filo Arthropoda e à Ordem Scorpiones.        Há mais de 1500 espécies no mundo todo – com exceção dos polos ártico e antártico -, sendo que entre elas apenas 20 são venenosas. Dependendo da espécie a que pertencem, podem ter de 2 cm até 25 cm de comprimento. Ao contrário das histórias que se contam de escorpiões suicidas, são imunes ao próprio veneno.        Acredita-se que no Brasil existam cerca de 160 espécies, mas apenas 4 delas são perigosas: Tityus serrulatus (considerado o escorpião mais perigoso da América do Sul, é conhecido como escorpião amarelo), Tityus bahiensis (conhecido como escorpião marrom), Tityus stigmurus (é o escorpião amarelo do Nordeste) e o Tityus paraensis (conhecido como o escorpião preto da Amazônia).        Os escorpiões podem viver até 4 anos. Possuem hábito noturno, ou seja, saem à noite para se alimentar e ficam, durante o dia, escondidos em locais escuros e úmidos como: buracos e fendas entre tijolos ou pedras de paredes com falhas no reboco, frestas em barrancos, sob cascas de árvores, pilhas de madeira, caixas de gordura, forros, ralos, atrás de tanques, etc. São carnívoros. Gostam de comer cupins, moscas, grilos, baratas e outros insetos. Na falta de alimentos podem praticar o canibalismo, isto é, alimentam-se uns dos outros. As fêmeas não põem ovos. Após serem fecundadas geram, em cerca de 75 dias, filhotes (cerca de cinquenta por vez) que, conforme se desenvolvem, sobem para seu dorso. A maioria delas devora o macho após a fecundação. Os escorpiões são, também, alimentos de alguns predadores como: lacraias, sapos, gaviões, corujas, macacos, lagartos, aranhas, galinhas e camundongos.        Os escorpiões não atacam as pessoas, apenas se defendem quando se sentem acuados. Seu veneno provoca os seguintes sintomas: dor intensa e imediata no local da picada, seguida de náusea (ânsia de vômito), vômitos, sudorese, febres, sensação de frio, contraturas, alterações no sistema cardiorrespiratório, entre outros. Muitos casos evoluem para a morte. Dados epidemiológicos estimam que anualmente ocorrem entre 1000 a 2000 mortes, por picadas de escorpião em todo o mundo.  Os sintomas são mais graves em crianças e pessoas idosas.        Toda pessoa picada por escorpião deve, imediatamente, se dirigir a um hospital para atendimento médico. Há casos que necessitam da administração imediata do soro antiescorpiônico.        No Brasil, os estados com maior número de acidentes são: Minas Gerais – campeão em ocorrências -, Bahia, Pará, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro.        Algumas recomendações para pessoas que vivem em áreas de risco: Manter jardins e quintais limpos, livres de entulhos, material de construção e lixo; Evitar colocar roupas para secar no chão, cercas e muros próximos ao local suspeito; Manter grama aparada; Providenciar a limpeza periódica de terrenos baldios vizinhos às residências; Evitar cultivar plantas e folhagens em vasos colocados nas paredes ou muito próximos a elas; Sempre chacoalhar suas roupas e sapatos antes de usá-los; Fechar rachaduras e buracos em muros e paredes, vedar ralos e vãos em assoalhos; Se encontrar algum escorpião, ligar para o setor de Zoonose da prefeitura de seu município;

O luto e suas implicações em nossas vidas

O luto e suas implicações em nossas vidas        O luto, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, não acontece apenas quando perdemos pessoas importantes para nós. Uma definição mais adequada seria: o luto é a ruptura de um elo muito importante entre a pessoa e seu objeto, sendo que a palavra objeto, neste contexto, abrange tudo aquilo que para nós é muito importante, como: uma pessoa querida, nosso trabalho, nossa situação financeira, a saúde, o status, a beleza, a juventude, o poder, etc.        Não é possível viver sem passar por esse processo emocional inúmeras vezes durante a vida.        Quando construímos nosso mundo interior, enquanto formamos nossa realidade com todas as suas características e nuances extremamente pessoais, nos identificamos com uma série de objetos aos quais damos variados níveis de importância. Isso dá forma ao nosso ego, nos fazendo ser quem somos. Assim, durante a vida, vamos acrescentando e tirando coisas desse universo de prioridades que, com o tempo, vão assumindo “novas posições” e, conforme reorganizamos nossos valores, mudamos, também, nossa forma de pensar e de entender o mundo.        Quando algo muito importante sai de nossa vida aparece uma lacuna emocional dentro de nós. Durante muito tempo esse algo, agora ausente, recebeu de nós atenção, mantendo nossa psique em equilíbrio. Sua ausência nos obriga a redirecionar nossas emoções a outro objeto, e isso nos é doloroso, pois precisamos nos adaptar à nova realidade na qual nos encontramos. Essa readaptação leva um tempo que depende de nossa capacidade de lidarmos com a perda. Varia de pessoa para pessoa. A isso chamamos luto.        O luto é um processo muito doloroso, e durante sua fase mais intensa causa muito sofrimento e tristeza, mantendo a pessoa enlutada presa ao pensamento do objeto que agora não está mais em sua vida. Apesar disso, pelo fato de passarmos muitas vezes por esse processo, que pode variar de intensidade dependendo da importância do que se perdeu, é um estado natural do Ser Humano. Durante o luto acontece a elaboração da perda e a reestruturação da vida da pessoa. Freud dizia que por se tratar de um processo natural e necessário, exceto em casos extraordinários de sofrimento, não é adequado interferirmos nesse momento da pessoa.        Espero que com esse texto possa ajudar pessoas que se encontram nesse momento, dando a elas o entendimento de que seu estado é natural, assim como àqueles que estão lidando com alguém em luto, pois poderão entender um pouco da natureza psicológica das perdas e da forma com que nos recuperamos.

Esteatose Hepática – Gordura no Fígado

A esteatose hepática Esteatose Hepática é o nome que se dá ao acúmulo de gordura no fígado. É uma condição muito comum. Normalmente até 10% do peso do fígado é gordura. Mais que isso já pode ser considerado esteatose. Para efeito de estudos, a esteatose hepática foi dividida em três graus: grau I, grau II e grau III. No grau I a concentração gordurosa é leve, no grau II é moderada e no grau III apresenta grande acúmulo de gordura no fígado. Mas a gravidade ocorre se essa gordura causar hepatite. Nesse caso, se não tratada corretamente, evoluirá para cirrose hepática. Antigamente se achava que apenas aqueles que consomem álcool eram sujeitos à esteatose hepática. Hoje sabemos muito mais. Obesidade, diabetes, dislipidemias (aumento de colesterol e triglicerídeos), certas medicações, gravidez, entre outras situações menos comuns, podem causar a esteatose. A menos que evolua para hepatite, não apresenta sintomas específicos, algumas vezes uma sensação de peso no abdômen. Na grande maioria dos casos o diagnóstico é incidental, através de exames de imagem, como o Ultrassom. Quando existe comprometimento inflamatório celular, podem aparecer algumas alterações nos exames de sangue. Há medicações que podem ajudar, mas o grande”remédio” é a prevenção. Deve-se diminuir doces e gorduras na dieta, tratar o colesterol, tratar o diabetes, praticar exercícios físicos, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, conversar com o médico sobre o uso crônico de certos medicamentos, entre outras medidas oportunamente indicadas.

Conjuntivite

Conjuntivite         A conjuntivite é uma doença inflamatória dos olhos. Ocorre na conjuntiva – membrana transparente que recobre o globo ocular e a parte interna das pálpebras – e pode ser causada por: substâncias tóxicas, bactérias, alergias e vírus. Não tem grupos de prevalência, pode atingir tanto crianças quanto idosos, assim como pessoas do sexo masculino ou feminino.        As conjuntivites por substâncias tóxicas ocorrem pelo contato dos olhos com tais substâncias. Podem ser acidentais, quando o agente tóxico espirra ou cai nos olhos ou por vapores que irritam a conjuntiva. Ocorrem em um ou nos dois olhos. Necessitam de tratamento médico.        A conjuntivite bacteriana produz muita secreção amarelada, é bastante contagiosa. O contágio se dá pelo contato com essas secreções. Deve-se evitar compartilhar toalhas e roupas de cama com pessoas contaminadas. Ao tocar os olhos, deve-se lavar bem as mãos e evitar tocar outras pessoas. Para esse tipo de conjuntivite há tratamento, mas deve ser prescrito por médico oftalmologista.        A Conjuntivite viral é muito contagiosa, ocorrendo mais frequentemente no verão. Deixa os olhos bastante vermelhos. Seu mecanismo de contaminação é semelhante ao da conjuntivite bacteriana, portanto, o modo de prevenção, também. A diferença entre elas é que na conjuntivite viral há pouca produção de muco e a secreção é esbranquiçada. Com tratamento sintomático e higiene adequados, orientados pelo médico oftalmologista, pode durar até 20 dias. Por ser de causa viral não tem tratamento específico.        Tanto a conjuntivite viral quanto a bacteriana pode ocorrer em um ou ambos os olhos, mas não, necessariamente, ao mesmo tempo.        A conjuntivite alérgica não é contagiosa. Acontece em ambos os olhos ao mesmo tempo. Pode ser causada por inúmeros agentes como: pólen, produtos de maquiagem, mofo, pelos de animais, certos alimentos, etc. Causa olhos vermelhos, coceira, ardência, coriza nasal e espirros. Quando se conhece a causa, preventivamente, pode-se evitar o agente desencadeante. Quando em crise, há tratamento, mas deve ser prescrito pelo médico oftalmologista.    

Picada de Insetos

Picada de abelha, vespa e marimbondo        As abelhas, marimbondos, vespas e mamangavas fazem parte da enorme ordem Hymenoptera. Segundo os entomologistas, existem mais de 10 mil espécies de abelhas e de 25 mil espécies de vespas. Mas não se assuste:  a imensa maioria delas não é agressiva. Poucos desses insetos são, realmente, perigosos, como a abelha africana, que entende a presença de qualquer ser perto de suas colmeias como perigo e, por isso, atacam em grupo. Esses insetos não oferecem perigo quando próximos das pessoas; atacam se forem atacados primeiro ou se forem acidentalmente espremidos. Os machos não têm ferrão. As picadas são dadas por vespas e abelhas fêmeas. Quando esses insetos se sentem atacados, inserem seu ferrão na pele da vítima e inoculam o veneno. Há duas maneiras de isso acontecer. As abelhas comuns, ao picarem, deixam na vítima o seu ferrão e algumas vezes até parte de seu abdome, morrendo em seguida. Mas há, também, aquelas que não perdem o ferrão, podendo picar a mesma vítima mais de uma vez. É claro que haverá mais veneno naquelas que deixam o ferrão.        Quando a picada é isolada, provoca dor forte, inchaço e vermelhidão na região acometida. Isso pode durar de horas até três dias. Em uns 10% das pessoas, o inchaço e a dor podem ser mais intensos – ainda não caracterizando alergia – e demorar até 10 dias para desaparecerem. Picadas isoladas quase nunca complicam. Se o número de picadas for maior, o veneno pode causar sintomas como: dores de cabeça, vômitos, diarreia, febre, fadiga e até confusão mental.        Para oferecer risco à vida da vítima, há necessidade de centenas de picadas, situação em que o veneno atinge concentração mortal.        O grande risco das picadas é a alergia. Acredita-se que cerca de 3% das pessoas sejam alérgicas ao veneno de abelhas ou vespas. Nesse caso podem, após serem picadas por um único inseto, apresentar um quadro anafilático, que se inicia rapidamente, minutos após o incidente. Os sintomas da anafilaxia são: coceira e queimação na pele, vermelhidão no rosto, inchaço nos olhos e nos lábios, vômito, queda abrupta da pressão arterial, falta progressiva de ar, confusão mental e perda da consciência. Esses casos caracterizam emergência médica. Se não tratados imediatamente, evoluem para óbito.        Como proceder em casos de picadas? A primeira coisa é fugir, se no local tiver grande número de insetos. Quando em local seguro, se a picada foi por insetos que deixam o ferrão, devemos retirá-los com cuidado para não espremê-los. Em seguida lavar o local com água e sabão e colocar compressa fria ou gelo – isso diminui muito a dor.  Este segundo ato vale, também, para os casos onde o inseto não deixou o ferrão.

Nós somos o que pensamos

Nós somos o que pensamos        Essa é uma afirmação extremamente verdadeira. Há um significado profundo nessas palavras, que pode, se compreendido, nos libertar da prisão que nos impomos.        O que pensamos de nós mesmos é exatamente o que nos torna quem somos. Nossas crenças, opiniões, critérios morais, padrões, delimitam o campo do universo no qual existimos. Também determinam a extensão de nosso poder. A isso chamamos paradigma.        Vamos ver como isso funciona: imagine que você se inscreveu para ser representante de vendas de um produto de estética e é selecionado para uma entrevista. Quando chega ao local marcado, encontra muitos outros candidatos. Pessoas bem vestidas, falantes, que o impressionam bastante. Então você se vê inferior, perde a coragem e desiste. Atitudes assim delimitam quase tudo na vida, desde a possibilidade de estudar algo “difícil”, até conquistas amorosas. Isso é a ação do “paradigma” que você tem como seu modelo universal. Quem garante que você não é a pessoa certa para o que pretende? Por que você acredita que seu entrevistador não gostará de você? Simples! Porque está limitado às possibilidades estabelecidas por você mesmo.        Ninguém é melhor que ninguém. Todos somos iguais e podemos, se nos empenharmos, conseguir tudo o que queremos. Essa é uma informação muito importante, pois também estabelece a igualdade de direitos e a igualdade humana que, se reconhecida, nos torna pessoas melhores e mais compassivas, já que nos vemos iguais aos outros e nos identificamos com suas alegrias e tristezas.        É libertador quando percebemos que, apesar de efêmera, a vida nos permite grandes emoções!        Procure pensar o melhor de si mesmo e dos outros. Tente cuidar de sua vida, buscando realizações e alegrias, sem incomodar o próximo. Use suas palavras para semear alegria, concórdia e esperança. Entenda que todos querem ser felizes e que erramos com frequência porque ignoramos o modo certo de agir. A maioria de nós não é má, mas causa o mal por ganância ou medo.        Tente ver a vida como um laboratório de aprendizagem, onde todos estão iludidos com sonhos inconsistentes, que se tornam sem sentido quando nos defrontamos com a doença ou com a morte.        Acerte seu pensamento, quebrando paradigmas que o tornam inferior. Entenda que você pode tudo, inclusive amar e ser amado por seu próximo. Busque melhorar sua cultura, seus talentos, suas palavras. Assim poderá aproveitar com mais intensidade essa vida curta que temos. Como disse Sêneca: “Importa mais o que você pensa sobre si mesmo do que o que os outros pensam de você”.

Tosse Comprida ou Coqueluche

Tosse comprida (Coqueluche)        A coqueluche, ou tosse comprida, é uma doença infecciosa aguda do trato respiratório inferior. É causada por uma bactéria, a Bordetella pertussis, que é cosmopolita, isto é, existe no mundo todo. É altamente contagiosa e pode acontecer em qualquer época do ano.        A coqueluche ocorre de forma endêmica (acontece em uma região ou espaço limitado) e epidêmica (acontece em uma comunidade ou região maior, podendo, rapidamente, se espalhar para outros locais gerando surtos). Acomete pessoas de qualquer idade, embora a maioria dos casos ocorram na infância, em crianças menores de dois anos. Quando acomete crianças lactentes – crianças que ainda mamam –  e idosos, a coqueluche pode evoluir para quadros graves como pneumonias, complicações neurológicas e hemorrágicas.  A desidratação é frequente nesses pacientes. Alguns casos podem evoluir com a morte.       O único reservatório dessa bactéria é o próprio homem.    Contágio       O contágio se dá por contato direto, ou através de gotículas de secreção eliminadas pela pessoa contaminada durante a tosse, o espirro e a fala. Após o contágio, haverá um período de incubação que dura, em média, 5 a 10 dias, podendo variar de 1 a 3 semanas e, raramente, até 42 dias.    Sintomas        Os sintomas são específicos de cada um dos três estágios em que a doença se desenvolve: Estágio catarral – fase inicial que pode durar entre 1 a 2 semanas. Iniciam-se as manifestações respiratórias, acompanhadas de: febre não muito alta, mal-estar físico, coriza, espirros, falta de apetite, lacrimejamento e tosse, principalmente à noite. Os sintomas lembram os de uma gripe comum. Esta é a fase mais infectante de todo o ciclo. A cada dia a tosse vai aumentando sua intensidade e frequência, até atingir o estágio seguinte. Estágio paroxístico – fase que pode durar de 2 a 6 semanas. Aqui ocorrem surtos paroxísticos de tosse, que são episódios curtos e de início repentino, mas acontecem vários, um atrás do outro, não dando tempo para a pessoa respirar. Esse processo obriga a pessoa a puxar a respiração de modo muito profundo produzindo som semelhante ao guincho – som característico da tosse comprida. Esse esforço pode deixar a pessoa roxa e causar vômito. Estágio de convalescença – na maioria das vezes se inicia a partir da quarta semana, e os sintomas vão regredindo lentamente até a cura. Mas a tosse pode persistir por meses em algumas pessoas.     Prevenção         A prevenção é feita com a vacina – para crianças até 7 anos de idade -, no mínimo em 3 doses, com a Pentavalente (DTP+Hib+Hepatite B) e mais 2 reforços com a Tríplice Bacteriana (DTP). Essa imunidade não é permanente. Em média de 5 a 10 anos após a última dose da vacina a proteção pode ser pouca ou inexistente. Obs.: mesmo que a pessoa pegue a doença, após a cura, ela não ganha imunidade permanente.    Tratamento       Após o diagnóstico o tratamento é feito com antibióticos que hoje, felizmente, são muito eficazes.

A febre Amarela!

A febre amarela!        O que é a febre amarela? É uma doença infecciosa aguda, causada por um vírus. Trata-se de um vírus tropical comum na América central, na América do Sul e na África.        Para que a pessoa adquira a doença, tem que ser picada por um “vetor artrópode”, isto é, um mosquito que tenha a capacidade de, também, se infectar com o vírus. São sempre as fêmeas que picam as pessoas, pois retiram do sangue de suas vítimas substâncias necessárias ao desenvolvimento de seus ovos.        Assim como na dengue, zika e chicungunya, não há transmissão direta de pessoa para pessoa. Há necessidade de um vetor que faça a transmissão da doença. Isso significa que, no ciclo do vírus da febre amarela, deve haver um reservatório para o vírus. Vamos, agora, explicar como isso acontece.        A febre amarela possui dois ciclos epidemiológicos distintos para sua transmissão. Um chamado silvestre e outro chamado urbano, como descritos abaixo: O ciclo silvestre é aquele que ocorre nas matas ou na borda entre elas e a zona rural. O mosquito transmissor é o Haemagogus – na maioria das vezes -, ou o Sabethe. São mosquitos silvestres que não conseguem viver na zona urbana. Nesse ciclo o reservatório para o vírus costuma ser o macaco. O ciclo urbano ocorre, como o próprio nome diz, na zona urbana, ou seja, nas cidades. Seu vetor é o Aedes aegypti – o mesmo mosquito que transmite a dengue, zika e chicungunya. Aqui o reservatório para o vírus é o próprio homem. É do ciclo silvestre que se origina o ciclo urbano. No ciclo silvestre o mosquito pica o animal infectado, se infecta e, após isso, se picar uma pessoa, transmite a ela a febre amarela. Se essa pessoa sair da região silvestre e for até região urbana, onde exista o Aedes aegypti, pode ser picada por ele, infectá-lo e dar início ao ciclo urbano. Nesse caso o reservatório para o vírus passará a ser o próprio homem.        A forma da doença no homem é a mesma, independente do ciclo que a causou.        Na maioria dos casos, cerca de 85% deles, a doença é leve e evolui bem. Muitas pessoas nem têm sintomas. Os sintomas mais comuns, que podem durar entre três e quatro dias, são: febre; dores musculares – principalmente nas costas -; dor de cabeça; língua, rosto ou face muito vermelhos; cansaço; falta de apetite; vômitos; náusea; e sintomas semelhantes aos de uma gripe comum.        Cerca de 15% das pessoas apresentarão a forma mais grave, que se inicia aproximadamente um dia após a melhora dos sintomas comuns. Nessa nova fase, também chamada de fase tóxica, o vírus afeta outros sistemas e órgãos, principalmente os rins e o fígado. Há retorno da febre alta, dores abdominais, os olhos e pele ficam amarelos – o vírus inflama o fígado e causa icterícia -, sangramentos nos olhos, boca, nariz, gengiva ou estômago; se acometer os rins pode causar escurecimento da urina. Em casos ainda mais graves a pessoa tem alucinações (delírios) e coma. Esses casos mais graves podem evoluir para a morte após uma semana.        Como prevenir? No ciclo silvestre não há como combater o mosquito. Nesse caso, a única forma de prevenção é a vacina, que deverá ser repetida após 10 anos. Repelentes podem ajudar, mas sua eficácia é muito baixa.        No ciclo urbano, a vacina também é indicada. Aqui, podemos combater a reprodução do Aedes aegypti, eliminando seus criadouros, adotando medidas orientadas pelo ministério da saúde. O uso de repelente, também, não é eficaz.        Tratamento – Não há tratamento específico para a febre amarela. Por ser uma doença viral, a cura dependerá do sistema imunológico da pessoa infectada. As pessoas devem procurar ajuda médica assim que suspeitarem da doença. Medidas gerais, como hidratação e manutenção adequada do estado geral, deverão ser tomadas, assim como suporte à forma mais grave da doença, situação em que o paciente deverá ficar internado.        Aqueles que forem viajar para áreas de risco de transmissão da doença deverão ser vacinados 10 dias antes da viagem.        A vacina é contraindicada para gestantes, pessoas com problemas de imunidade – Aids, em tratamento com imunossupressores, leucemias, neoplasias, transplante de órgão -, pessoas com idade acima de 60 anos, crianças com idade inferior a 9 meses e pessoas alérgicas à gema de ovo. Temos no nosso canal do Youtube, dois vídeos completos sobre esse assunto, acessem:    

A música e a saúde!

A música e a saúde!        A música, arte suprema segundo Schopenhauer, tem a capacidade de melhorar muito a qualidade de vida das pessoas e, até, dos animais. Há alguns anos, pesquisadores europeus perceberam que a música clássica melhorava a produção de leite e acalmava as vacas leiteiras durante a ordenha.              A música apresenta a capacidade de estimular o centro de prazer do cérebro, pois causa a liberação da dopamina.  Com isso melhora o humor, previne a depressão e, consequentemente, reforça a imunidade da pessoa.        Estudos mostram que a música também diminui a sensação de dor, ativa a memória, estimula o convívio social e a vontade de praticar exercícios físicos. O ritmo, associado ao prazer causado pela melodia, camufla a dor física e intensifica a satisfação nos exercícios realizados.        Estudar música, como tocar piano, também desenvolve a coordenação motora e a utilização dos dois lados do cérebro.        Pessoas que dedicam parte de seu tempo à música sentem-se menos entediadas e mais leves emocionalmente. Não é tolo o dito popular que diz: “quem canta seus males espanta”.        Muitos profissionais da saúde estão fazendo da música um instrumento terapêutico. Há trabalhos em pediatria, geriatria, psicoterapia, etc.        Ilustrando essas aplicações, citamos: a música pode ser usada como tratamento para a insônia; recém-nascidos que estão na UTI podem ter, aí, sua permanência diminuída quando submetidos à musicoterapia; entre muitas outras aplicações.       Muito importante: lembrar que apesar da música ser muito boa para a saúde, ouvi-la muito alto – em grande volume – pode prejudicar a audição.