Câncer de mama masculino

Câncer é o nome que se dá para uma desordem celular que pode acontecer, praticamente, em qualquer parte do corpo. As células cancerígenas se comportam como se não fizessem parte do corpo do doente. É chamado maligno pelo fato de poder invadir tecidos vizinhos ou se disseminar para outras partes do corpo (metástases), espalhando a doença. Não se sabe ao certo o porquê, mas é evidente que o câncer tem uma base genética, pode acontecer por constantes estímulos não saudáveis (como o fumo) e, também, estar intimamente ligado ao estado emocional da pessoa. Muitas pessoas não sabem que o câncer de mama, tão comum entre as mulheres, pode também acometer os homens. O câncer de mama acontece nas células do tecido mamário e, embora bem menor que o da mulher, o homem também tem esse tecido. Entretanto, a incidência do câncer de mama em homens é bem menor que nas mulheres. Um autoexame, no qual o homem durante o banho palpa seus mamilos e axilas, pode mostrar eventuais sinais de que algo deve ser investigado. Os sinais que podem fazer o homem desconfiar de câncer de mama são: É importante ressaltar que alguns desses sinais não significam, necessariamente, câncer. Muito homens possuem glândula mamária pequena, uni ou bilateral, perceptíveis ao exame físico. Há, também, medicações que podem causar irritação e edema (inchaço) no tecido mamário masculino. De qualquer forma, em caso de dúvidas, o homem deve procurar, imediatamente, um médico para diagnóstico. Após exame clínico, caso haja suspeita, o médico poderá pedir mamografia, ultrassom e biópsia. Esses exames são os mais comuns para o diagnóstico de certeza. O tratamento será determinado pelo estágio de desenvolvimento do tumor no momento de seu diagnóstico. Tratamentos feitos no início têm uma boa chance de cura. Por isso é necessário procurar o médico imediatamente após a suspeita. Foto: http://oncomastologia.com.br
O Universo

O Universo é tudo que existe. Se compõe do espaço, do tempo e da matéria. Defini-lo é muito difícil, pois o conceito que temos dele se embasa, apenas, naquilo que a ciência compreende até agora. Considerando-se os limites desse conhecimento, entendemos que a ciência tem, ainda, muito a aprender. Há explicações religiosas e cientificas para a origem do Universo, entretanto, o presente texto, se deterá à visão científica. Há séculos o homem vem tentando entender o Universo. Muitas teorias e ideias apareceram na tentativa de explicar seu surgimento. O nome da ciência que estuda o Universo, no âmbito de seu surgimento, estrutura, composição e evolução é cosmologia. Após a invenção dos instrumentos ópticos – como o telescópio – com os quais o homem se aproximou visualmente dos corpos celestes, muitas observações, até então imperceptíveis aos sentidos humanos, foram feitas e comprovadas a partir de cálculos matemáticos. Tudo no universo está em movimento, não há nada estático. Mas o movimento das estrelas e galáxias, em relação a nós, parece não ocorrer devido à enorme distância que separa essas estruturas da Terra. A olho nu, pequenas mudanças só poderiam ser observadas em séculos. Com a utilização de instrumentos de observação espacial, pode-se perceber que as galáxias e estrelas estão se afastando de um centro imaginário. Essa observação fez surgir a teoria de que num passado, muito longínquo, todo o universo esteve num mesmo ponto e, após algum fenômeno extraordinário, explodiu dando origem ao universo que hoje observamos e tentamos conhecer. Essa teoria da grande explosão recebeu o nome de Big Bang, termos oriundos da língua inglesa. Estudos recentes, baseados em cálculos da física, apontaram para a existência de uma massa invisível permeando o espaço – à qual chamaram “matéria escura” -, interferindo no movimento de expansão do universo. Como tudo é, ainda, muito teórico, os cosmologistas aventam três possibilidades para a evolução do universo, a partir das quais este poderia ser “aberto”, “plano” ou “fechado”. O universo aberto se expandiria para sempre, até desaparecer no infinito. O universo plano se expandiria até um determinado ponto e, a partir daí, pararia de se movimentar se tornando estático, árido e sem energia. O universo fechado se expandiria até um determinado ponto e, após a parada desse movimento de expansão, passaria a se contrair, culminando num ponto igual àquele que deu origem ao seu surgimento, podendo, talvez, criar um ciclo infindável de eternos Big Bangs. Embora não tenhamos certeza de nada, é maravilhoso pensar a respeito, pois isso nos torna conscientes da magia de existir como parte dessa estrutura tão linda e fantástica, à qual chamamos “Universo”.
Varizes dos membros inferiores

As varizes dos membros inferiores são distúrbios da circulação sanguínea desses membros. Essa circulação se dá por duas vias ou sistemas: o sistema venoso superficial – veias safena interna e safena externa -; e sistema venoso profundo. As varizes são acometimentos do sistema venoso superficial, mas podem, indiretamente, prejudicar a circulação como um todo, já que estão interligadas e trabalham em conjunto. A circulação normal das pernas têm, para ocorrerem de modo conveniente, que vencer a força da gravidade. Por esse motivo a natureza dotou as veias dos membros inferiores com válvulas. Essas válvulas servem para evitar o refluxo do sangue conforme este corre nos vasos retornando ao coração. Elas se fecham em intervalos mais ou menos sincronizados com a frequência cardíaca. Nos casos de varizes, essas válvulas são ineficientes e vão piorando com o tempo, causando edema – inchaços- e alterações nos vasos dos membros inferiores, originando as varizes. As varizes são relatadas desde a antiguidade e, ainda, continuam sendo um problema de saúde na atualidade. As varizes podem ser: Quando não tratadas, as varizes dos membros inferiores podem evoluir, piorando cada vez mais a circulação e causando complicações. As complicações mais comuns são: Os sintomas mais comuns são: queixas estéticas – a aparência das pernas incomoda muito a pessoa -, dor, cansaço e peso nas pernas, cãimbras, inchaços, dor pélvica crônica (entre as mulheres), etc. Muitas pessoas, principalmente a mulheres, apresentam vasos muito finos, existentes na superfície da pele, aos quais chamamos Telangiectasias. Essas telangiectasias são, geralmente, causadas por uma veia doente, de maior calibre, na região. Há tratamento para esses vasos que, na maioria das vezes, causam apenas queixas estéticas. Para melhorar os sintomas e evolução das varizes dos membros inferiores e até prevenir o aparecimento delas, as pessoas devem caminhar. Na caminhada há uma grande diminuição da pressão venosa, fenômeno que melhora significativamente os sintomas e inchaços. Ao contrário do que as pessoas pensam, as varizes não são empecilhos para a caminhada. É claro que casos mais graves devem, durante a caminhada, usar meias elásticas. Ficar de pé, parado, por muito tempo, como ocorre em algumas profissões, pode antecipar ou agravar o aparecimento das varizes É muito importante uma consulta médica e acompanhamento dessas varizes para prevenir complicações. O médico determinará o tratamento mais adequado, que poderá ser com medicamentos ou cirúrgico. Foto: https://saude.umcomo.com.br
Pneumonia no idoso

A pneumonia é uma infecção dos pulmões. Os agentes causadores podem ser: vírus, bactérias e fungos. Embora acometa pessoas de qualquer idade, costuma ser mais grave no idoso. Entre os idosos, a pneumonia é a quarta causa de internação hospitalar e tem grande incidência de complicações. Muitas mortes por pneumonia acontecem anualmente no mundo, sendo os idosos os mais vulneráveis. Geralmente, a partir dos 65 anos de idade as pessoas se tornam mais vulneráveis à pneumonia, por que? Porque muitas vezes apresentam doenças metabólicas associadas, como: diabetes, asma brônquica, doenças cardíacas, pressão alta, diminuição da imunidade, desnutrição, desidratação, etc. Também há maior possibilidade de aspiração de alimentos, líquidos e secreção, pelo fato de os idosos engasgarem mais. O uso de soníferos – remédios para dormir – pode aumentar a possibilidade de aspiração. O sedentarismo, a depressão e a vida solitária causam, frequentemente, a diminuição da imunidade nos idosos. O diagnóstico é mais difícil nas pneumonias dos idosos porque os sintomas não são claros como acontece com os dos jovens. Nos idosos o processo infeccioso pode ser lento, pode cursar com fraqueza, febre baixa – ou até sem febre -, falta de apetite, cansaço e total falta de interesse pelas coisas. Há casos que cursam com confusão mental. Pela maior gravidade dessas infecções e pela falta de clareza dos sintomas nos idosos, o diagnóstico deve ser sempre suspeitado, pois o início rápido do tratamento pode fazer a diferença entre a vida e a morte. Para tentar prevenir a pneumonia nos idosos podemos nos utilizar da vacina conta gripe – a gripe pode complicar com pneumonia -, da vacina contra o pneumococo – agente mais comum na causa dessas infecções – e de cuidados como: boa higienização da boca, observar a posição em que o idoso está deitado (melhor com a cabeça mais elevada), boa alimentação e hidratação, tratamento adequado das doenças de base que essas pessoas podem apresentar, sempre que possível estimular a movimentação desses idosos e, quando necessário, providenciar fisioterapias. Fiquem atentos, o diagnóstico rápido pode salvar uma vida.
Diarreia

O que é diarreia? Diarreia é o nome que se dá a uma doença intestinal que se caracteriza por vários episódios de fezes líquidas para os quais o doente não tem controle. As diarreias podem ser agudas ou crônicas. A única diferença entre elas é o tempo em que os sintomas acontecem. Diarreias agudas duram poucos dias e diarreias crônicas, geralmente, duram mais de três semanas, podendo facilmente ultrapassar esse tempo. Há muitas causas para as diarreias. As mais comuns, quase sempre associadas à diarreia aguda, são: vírus, bactérias, alguns parasitas e eventuais intoxicações. A diarréia crônica pode ter causas mais complicadas e mais difíceis de se diagnosticar, como: as mesmas causas da diarreia aguda – quando a pessoa apresenta doenças que comprometem o sistema imunológico: HIV, leucemias, câncer, uso de certas medicações -, uso crônico de alguns medicamentos, Doença Celíaca (intolerância ao glúten), intolerância à lactose (substância presente no leite), Doença de Crohn, Síndrome do intestino irritável, Retocolite ulcerativa, outras colites e, até, câncer do aparelho intestinal. Há, também, a possibilidade de diarreia causada por stress, uso excessivo de álcool, fumo e café. Os sintomas podem variar dependendo do agente causador. Há episódios de diarréia liquida em diferentes frequências; pode haver febre, dor abdominal, náusea e vômito. Algumas vezes pode se observar sangue nas fezes. Em crianças e idosos a diarreia pede maior atenção, pois pode causar desidratação e outras complicações. Felizmente a grande maioria dos casos se resolve rapidamente, mas se os sintomas forem muito intensos ou de maior duração, é necessário consultar um médico. Não raro, a diarreia pode estar anunciando alguma doença que precisa de rápido tratamento. Alguns cuidados podem diminuir os casos de diarreia na comunidade, como: higiene das mãos quando for ao banheiro e sempre que for se alimentar ou preparar alimentos, tentar orientar as crianças a não colocar objetos na boca, evitar comer vegetais e verduras cruas fora de casa – e quando em casa lavar bem esses alimentos -, usar apenas água filtrada, cozer bem os alimentos, observar as condições de saneamento básico quando viajar para outras cidades e países, etc. Imagem: http://saudedica.com
Morte Cerebral

O que é morte cerebral? É a incapacidade do cérebro de executar funções vitais, sem as quais a vida não pode ser mantida. Um exemplo é a respiração. Na morte cerebral a pessoa não consegue mais respirar por conta própria e, para que o corpo se mantenha vivo, há necessidade de aparelhos que façam esse trabalho. O diagnóstico de morte cerebral é feito quando o paciente tem ausência total de reflexos e só pode se manter vivo através de aparelhos médicos. O teste dos reflexos deve ser feito por dois médicos – separadamente -, em dias diferentes, através de uma série de manobras capazes de evidenciar a falta desses reflexos que sempre estariam presentes num cérebro funcional. Além disso, são obrigatórios exames complementares. A temperatura do corpo, assim como a pressão arterial, devem estar estáveis, pois não variam em indivíduos com morte cerebral. Tudo isso evita erro diagnóstico. Considerando-se que ninguém pode morrer duas vezes, o diagnóstico de morte cerebral tem o mesmo valor que o diagnóstico de morte cardíaca, pois ambos são definitivos. A medula espinhal é a última estrutura neurológica a perder sua atividade. Por isso, indivíduos com morte cerebral confirmada podem apresentar movimentos musculares involuntários, como reflexos da medula espinhal. Chamamos esses movimentos de “lazaroides”. Na Revolução Francesa, ocasião em que muitas pessoas foram decapitadas, se observou, com frequência, corpos sem cabeça ainda se movimentando. Embora com morte cerebral, o corpo pode permanecer vivo por muito tempo, enquanto ligado a aparelhos. Geralmente a família decide esse tempo. Para pessoas que optaram por doação de órgãos, essa é a fase adequada, pois muitos órgãos permanecem viáveis. Já houve muita discussão a respeito do momento para se desligar os aparelhos que mantém a vida, inclusive um consenso para afastar a hipótese de eutanásia. O desligamento dos aparelhos, nesses casos, não é considerado eutanásia porque o paciente não tem qualquer chance de sobreviver. A morte cerebral pode ter várias causas. As principais são: traumas cranianos, parada cardiorrespiratória e derrames – causam a anoxia cerebral, isto é, falta de oxigênio para o cérebro -, tumores cerebrais, intoxicações, overdoses por drogas, hipoglicemia grave – baixa importante do açúcar no sangue -, entre outras. É uma situação muito triste para a família, pois seu ente querido está morto, mas seu corpo ainda apresenta a vida vegetativa mantida pelos aparelhos. Imagem retirada de http://tuasaude.com
Estaria a fonte da juventude nas mãos da ciência?
Estaria a fonte da juventude nas mãos da ciência? Toda a vida do planeta tem a mesma origem primária, isto é, vem de uma mesma fonte primordial que, aparentemente, surgiu há bilhões de anos. Acredita-se que, após esse início, essa forma de vida tenha se difundido por todos os cantos da Terra e, devido à imensa diversidade de ambientes, evoluiu para dois grandes reinos: o Reino vegetal e o Reino animal. Os elementos de cada um desses reinos evoluíram para um incontável número de espécies. Certamente há ainda, em nosso planeta, uma imensidão de formas de vida não descobertas pelos biólogos. No Reino animal, o homem está no topo, pois é o único capaz de se reconhecer como indivíduo e a ter consciência de sua mortalidade, além, é claro, de possuir inteligência e atributos físicos capazes de modificar o seu meio conforme sua conveniência. Após seu aparecimento, o homem vem evoluindo, mental e intelectualmente, de modo ininterrupto. Sua mente é capaz de relacionar todas as informações que recebe, através dos órgãos dos sentidos, e criar uma visão global de seu ambiente, o estimulando a tentar entender, incessantemente, os mistérios de tudo o que surge em sua consciência. Isso tornou a vida do homem muito interessante e prazerosa, criando nele grandes apegos que, eventualmente, o fazem tentar prolongar seus momentos de alegria indefinidamente. A natureza de qualquer fenômeno no Universo tem como base a mudança, inclusive o próprio Universo. Todas as coisas, do Sol à nossa vida, são impermanentes. Vivê-las intensamente, quando acontecem, é muito bom, mas se apegar a elas é fonte de sofrimento. O homem vem tentando prolongar sua vida e juventude há milênios. Por achar que tudo é vivido mais intensamente na fase de maior vitalidade, criou a lenda da fonte da juventude. A busca por essa fonte levou alguns homens à morte. Tanto a magia dos povos antigos quanto a tecnologia do homem moderno têm sido empregadas nessa tentativa. Algumas pessoas são capazes de fazer qualquer coisa para evitar o envelhecimento e a morte. Toda a vida do planeta busca sobreviver, independentemente do grau de complexidade a que pertença. Os mais simples animais tentam preservar suas vidas. Assim também acontece com o homem. Mas no homem há a razão, o que o torna mais apto a se proteger e inventar mecanismos para se preservar. O ciclo de nascimento, envelhecimento e morte pode ser muito amedrontador para algumas pessoas, as obrigando a ir além do tratamento das doenças humanas, na tentativa de parar o envelhecimento. Nessa busca, o homem espera viver indefinidamente. Supondo que isso seja possível, será que seria suportável? Essa é uma questão filosófica para contemplarmos num outro texto. Atualmente temos algumas experiências em andamento: Há vários anos alguns milionários excêntricos, de países desenvolvidos, têm patrocinado aquilo a que chamamos criogenia. Criogenia é uma técnica de congelamento muito rápido, do corpo humano, ou mesmo da cabeça humana, na esperança de que, quando a tecnologia médica chegar ao conhecimento necessário, esses corpos possam ser ressuscitados, rejuvenescidos ou curados de doenças para a quais ainda não temos tratamento, podendo voltar à vida e continuar existindo indefinidamente. Há quem chame essa tentativa de “forma moderna de mumificação para a vida eterna”! A clonagem de órgãos também está sendo estudada para substituir órgãos similares que vão se tornando ineficientes pelo envelhecimento ou doença. Se essa clonagem for feita a partir de células-tronco da própria pessoa, os órgãos serão transplantados sem qualquer risco de rejeição ou inadaptação. Há, também, pesquisas na nanotecnologia. Nanotecnologia é a teoria de que se pode criar micro-robôs, do tamanho de células, programados para destruir cânceres, bactérias e anomalias teciduais no corpo humano, quando colocados em seu interior através da circulação sanguínea. O domínio da genética poderá possibilitar a correção de erros no genoma, assim como melhorar a resistência e eficiência celular, dando às células condições de sobreviver por mais tempo ou, até, indefinidamente. Para ilustrar essa colocação podemos citar experiências recentes com uma enzima chamada telomerase que poderia aumentar o número de vezes que as células de nosso corpo podem se dividir no processo natural de sua reciclagem. Durante a vida as células de nosso corpo vão perdendo sua vitalidade e função, sendo repostas conforme vão morrendo. Infelizmente esse processo tem um limite, pois com o tempo as novas células, que são cópias das anteriores, vão perdendo a vitalidade, causando o envelhecimento. Para entender melhor, podemos fazer uma comparação interessante: imagine que você faça um lindo desenho. Um amigo gosta e faz uma xerox. Um amigo de seu amigo vê a xerox, também gosta do desenho e fax uma xerox da xerox para ele e, assim, isso vai se repetindo. Imagine como será a definição da centésima xerox. Assim ocorre com as células. Suas cópias vão esvanecendo, se tornando cada vez mais frágeis e ineficientes. A maioria de nossas células são substituídas várias vezes durante a vida. Estudos mostraram que a telomerase tem a capacidade de devolver grande parte da vitalidade celular, estimulando as células a fazer reproduções muito fieis de si mesmas, além de aumentar o número de vezes que isso pode acontecer. Se uma técnica adequada de controle dessa enzima for dominada, será possível aumentar consideravelmente nosso tempo de vida, talvez em alguns séculos. Tudo isso está, ainda, no campo de especulação e pesquisa. Mas o homem é perseverante e inteligente, e em algum momento poderá ter sucesso. Pense em como seria viver uns 250 anos. Seria suportável? Se sim, o que poderia nos manter interessados pela vida durante tanto tempo? Assim como depois de um dia, nosso corpo precisa dormir, será que num ciclo maior, nossa mente também não precisa descansar após uns 90 anos de atividade? Esses mistérios são desafiadores e polêmicos, mas não deixam de nos intrigar em algum momento de nossas vidas.
Caspa – Dermatite Seborreica
Caspa – dermatite seborreica. A caspa, cujo nome técnico é dermatite seborreica, é uma doença da pele. É, também, chamada de seborreia. Quando a dermatite seborreica acomete o couro cabeludo, recebe o nome de caspa. Mas a dermatite seborreica pode, também, acometer outras partes do corpo, em locais onde exista abundância de glândulas sebáceas, como: entre as sobrancelhas, atrás das orelhas, na asa do nariz, na barba, nos cílios, etc. Hoje vamos falar da dermatite seborreica do couro cabeludo – Caspa. Os pesquisadores ainda não conseguiram estabelecer uma causa definitiva para esse problema, pois podemos encontrar um número variável de fatores possíveis de desencadear a doença. No Brasil é possível que a metade da população tenha, durante o ano, pelo menos um episódio de caspa que, na maioria das vezes, ocorre no inverno. Acomete ambos os sexos, sendo mais comum a partir da adolescência. Nos casos mais leves a descamação é mais seca, menos abundante e discreta. Nos casos mais intensos a descamação passa a ser oleosa e mais profunda, caracterizando, de modo consistente, a dermatite seborreica do couro cabeludo. Essa descamação pode aparecer durante a escovação dos cabelos e, quando mais abundantes, livres entre os fios e passiveis de cair nos ombros da pessoa. Nos casos moderados e intensos há prurido (coceira) e hiperemia (vermelhidão) na área acometida. Casos crônicos não tratados podem levar à calvice, inclusive em mulheres. A caspa não é contagiosa. As causas mais comuns relacionadas à caspa são: Alimentação inadequada, com carência de proteínas ou consumo exagerado de gorduras e açúcares; Alteração funcional das glândulas, por fatores hormonais ou por fatores externos, como banhos muito quentes; Manter constantemente o couro cabeludo úmido, isso é comum em pessoas que usam chapéu, boné, boina, lenço de cabeça, dread, apliques capilares, etc.; Alterações emocionais como ansiedade, depressão, stress, tristeza podem estar intimamente relacionados a muitos casos de caspa; Causas genéticas em que há excesso de oleosidade na pele; Fungos e bactérias; Tratamentos de cabelo como, tingimento, alisamento, e outros, com produtos químicos; Má higiene dos cabelos; Prevenção – Evitar lavar os cabelos com água quente; Usar shampoo adequado ao seu tipo de cabelo; Evitar que o condicionador atinja as raízes dos cabelos; Evitar o uso de qualquer adereço ou vestimenta que abafe os cabelos, como bonés, chapéus, gorros, etc.; Evitar produtos químicos, especialmente se você tiver alergia; Lavar frequentemente os cabelos; Tomar bastante água, e equilibrar seus alimentos, evitando excesso de açúcares e gorduras. Nos casos mais difíceis há necessidade da orientação de um médico dermatologista. Obs.: Cuidado com o uso indiscriminado de shampoos anticaspa; alguns podem causar ressecamento no couro cabeludo, estimulando, como defesa, o aumento da oleosidade e, com isso, agravando o problema da caspa.
Cárie Dentária
Cárie dentária A cárie é uma doença extremamente comum. Ocorre em cerca de 90% da população. Sua causa, na maioria dos casos, é múltipla, pois se dá pela combinação de dois fatores: bactéria + restos de comida. Todos temos bactérias na boca. Essas bactérias ficam em alguns dentes, formando aquilo a que chamamos placa bacteriana, em uma espécie de película pegajosa que fica, principalmente, na base de dentes com má higienização. Quando nos alimentamos ou bebemos, o carboidrato dos alimentos estimula essas bactérias a produzirem substâncias ácidas que, por sua ação erosiva, destroem o esmalte dos dentes, tornando-os vulneráveis à contaminação e, com isso, ao aparecimento das cáries. Quando a pessoa se alimenta, não escova os dentes e vai dormir, cria o ambiente perfeito para a proliferação bacteriana e o consequente desenvolvimento das cáries. As cáries podem, algumas vezes, ser causa de complicações graves ao seu portador, estendendo a infecção para outras estruturas da boca, como gengivas, mucosas, alvéolos dentários e aos ossos que dão sustentação aos dentes. Nem toda cárie causa dor, mas quando atinge a parte inervada dos dentes, pode doer muito. Também pode ser a causa de inflamação, sensibilidade aumentada à temperatura dos alimentos, mau hálito e perda de dentes. Pode atingir qualquer pessoa, de qualquer idade, mas em crianças com dentes ainda em formação, são mais comuns, pois os dentes em erupção ainda não apresentam uma camada de esmalte tão forte, sendo facilmente erodidos pelas bactérias causadoras da cárie. Prevenção: higiene bucal frequente – através de escovação adequada e uso de pasta dental -, principalmente à noite, uso de fio dental, limpeza da língua (há escovas adequadas para isso), bochechos periódicos com flúor (nesse caso sob orientação de um dentista), e, é claro, visitas periódicas ao dentista. Muitas cáries iniciais podem estar numa área não visível e serem assintomáticas, difíceis de serem descobertas sem a inspeção de um profissional. Também é aconselhável uma dieta com menos doces e bebidas açucaradas, principalmente nos intervalos entre as refeições.
Roséola
O susto dos pais com suas crianças, quando estas apresentam o exantema súbito – ou roséola – se preferir. Esse texto tem a intenção de dar alguns esclarecimentos sobre uma infecção muito comum em crianças, principalmente entre as de 6 meses a 2 anos – mas pode acontecer até os 4 anos – que, pelo modo abrupto e agudo como acontece, causa grande preocupação aos pais. A doença pode afetar qualquer criança, independente do estado nutricional ou de saúde em que se encontre. Estamos falando do exantema súbito ou roséola. Esse nome é dado pelo fato de que, em seu curso, a doença vai apresentar o aparecimento de pequenas manchas vermelhas na pele, às quais chamamos de exantema ou roséola. A roséola é uma doença infecciosa viral. Na grande maioria dos casos benigna, ou seja, evolui bem e não deixa sequelas na criança. É causada, na maioria das vezes, por um vírus do herpes humano, o tipo 6 ou, algumas vezes, o tipo 7. Há, também, outros vírus que podem causar a roséola, embora numa frequência bem menor. São eles: o enterovirus, os coxsackie vírus A e B, adenovírus e parainfluenza tipo 1. Sua transmissão é, ainda, objeto de estudo, pois não conhecemos completamente todos os seus mecanismos. Mas sabemos que pode ocorrer por gotículas de saliva, secreção nasal e outros fluidos, quando se entra em contato com pessoa infectada. Em escolinhas infantis é bastante comum. Imaginem quantos brinquedos são mordidos, lambidos e até mastigados pelas crianças que permanecem nesses locais! Há, também, a possibilidade de a transmissão ocorrer a partir de uma pessoa adulta que não apresenta sintomas e nem sabe que está infectada. Após a criança ter se infectado, os sintomas terão início entre 5 e 15 dias. São sintomas súbitos, com quadros contínuos de febre entre 38,5 a 42,2 graus Célsius. Esse período febril pode durar de três a cinco dias. Isso é assustador para os pais pois, além da febre e da irritação causada por esta, na maioria dos casos não há outros sinais. Se aparecerem costumam ser: nariz escorrendo, tosse, diarréia bem fraquinha, falta de apetite e de vontade de brincar. A febre desaparece tão subitamente quanto começou. Normalmente, as manchinhas vermelhas aparecem após a diminuição da febre ou quando esta vai embora e podem durar horas ou dias. As manchinhas não costumam coçar e ocorrem principalmente no tronco; depois podem, mas não necessariamente, se espalhar para pescoço, rosto, pernas, mãos e pés. Esses casos devem ser avaliados pelo médico pediatra. O tratamento mais comum será sintomático e deverá prevenir a desidratação. Complicações são raras. As mais comuns são convulsões febris. Meningites e encefalites já foram relatadas, mas são muito incomuns. Geralmente pessoas a partir dos 4 anos já são completamente imunes à roséola, quer tenham ou não tido a doença. Adultos só a contrairão se forem imunodeprimidos e, mesmo assim, não desenvolverão o quadro característico das crianças.