A natureza da mente na psicanálise

Há muitos tempo, o homem vem tentando entender o funcionamento de sua própria mente. Não podemos negar que seu mecanismo nos parece misterioso, senão mágico. Achamos que nos conhecemos muito bem, até que uma situação inusitada aconteça e, de repente, nos surpreendemos com a forma como reagimos a ela e com a aparente inconsistência dessa reação, quando comparada àquilo que acreditávamos ser e pensar. Por que somos assim? Muitos pensadores e filósofos vêm tentando explicar o comportamento humano há milênios. O início de um estudo mais pragmático, consistente e científico aconteceu com as pesquisas do Dr. Sigmund Freud, no final do século XIX. Freud postulou que a mente apresentava três instâncias funcionais: O consciente, o pré-consciente e o inconsciente. Se compararmos o todo da mente a um iceberg, o consciente seria a pontinha que está para fora da água, o pré-consciente a parte que hora se esconde e hora aparece, conforme a superfície da água se movimenta ao redor da ponta emersa do iceberg, e o inconsciente seria a parte sempre imersa. Esse exemplo é bastante útil pois, também, ilustra, em relação à mente como um todo, a proporção daquilo de que temos consciência enquanto estamos acordados. A parte consciente é muito pequena e a inconsciente é muito grande. Com essa percepção, o segundo passo de Freud foi tentar achar um método para acessar o inconsciente. Daí surgiu a psicanálise, matéria bastante específica dentro da psicologia. Freud percebeu que o inconsciente se manifesta, com frequência, através de atos que chamou de: – chistes – manifestações de humor, gracejos, piadas, atrás das quais a pessoa tenta dizer, de modo “disfarçado”, aquilo que realmente pensa; – – – atos falhos – são aqueles que, embora pareçam ter sido um acidente, podem indicar a verdadeira forma de pensar da pessoa, caracterizando-se por falhas da linguagem, falhas da escrita, esquecimento de boas maneiras e etiqueta diante de certas pessoas, situações, etc.; – os sonhos – muitas vezes, manifestação de desejos reprimidos e recalcados em nosso inconsciente que, aqui, ganham a liberdade para se manifestar, buscando a realização. Mas como proteção, os sonhos se apresentam deformados, sendo essa deformação um mecanismo de proteção, evitando ferir o ego do sonhador que, consequentemente, acordaria. Situações de conflito podem levar àquilo que chamamos de sonhos recorrentes. Para Freud, os sonhos eram a chave para a psicanálise. Acreditava nisso a ponto de fazer a seguinte afirmação: “Quando me perguntam como pode uma pessoa fazer-se psicanalista, respondo que é pelo estudo dos próprios sonhos”. A interpretação dos sonhos recebe o nome de oniromancia. Vem sendo praticada pela humanidade desde tempos imemoráveis. Há registros de interpretação dos sonhos na Caldéia, no Egito antigo e, até, no Velho Testamento, onde se relatam as interpretações de José. Como vemos, a mente humana é misteriosa e fascinante. Busquem aprender mais, pesquisem, pois se trata de um conhecimento que pode se transformar num instrumento muito útil para a compreensão da natureza humana.
Possessão – Poesia
Possessão Poesia de Noé de Toledo Quando paro na calçada e observo a multidão Que corre sempre agitada num frenesi sem fim Fico estático, perplexo, entro em introspecção Vejo não ser diferente, isso tudo está em mim Quanto tempo é perdido à procura de um valor Algo que acreditamos nos fará enfim felizes Mas a loucura da vida com seu rosto enganador Joga-nos por toda parte só criando cicatrizes O que se deve buscar para sairmos da tortura? No que se deve repousar para se curar da vida? O que se deve pensar para sairmos da loucura? No que se deve banhar para o curar da ferida? Não há nenhuma resposta do meu lado de fora Tudo é muito vazio sem sentido ou contento Vive-se vidas inteiras até a esperança ir embora Até que se finda na morte, ainda de vida sedento Todo homem tem uma dor, um segredo escondido Que age criando obstáculos o treinando como ator Por fora o que dele se espera e por dentro possuido Pelo que realmente ele é mas reprime por temor Caminho sem ter minha resposta, apenas consciente O que sou conflita com o mundo já moldado na ilusão Possuido pela sede de ter um momento inteligente Preciso construir o que tenho dentro do meu coração Quero encontrar em mim a fonte do espírito eterno Que embora oculto sempre nos mantém na luz Revelando o amor, e fechando a porta do inferno Criado a partir das tolices do mundo que nos seduz
Estaria a fonte da juventude nas mãos da ciência?
Estaria a fonte da juventude nas mãos da ciência? Toda a vida do planeta tem a mesma origem primária, isto é, vem de uma mesma fonte primordial que, aparentemente, surgiu há bilhões de anos. Acredita-se que, após esse início, essa forma de vida tenha se difundido por todos os cantos da Terra e, devido à imensa diversidade de ambientes, evoluiu para dois grandes reinos: o Reino vegetal e o Reino animal. Os elementos de cada um desses reinos evoluíram para um incontável número de espécies. Certamente há ainda, em nosso planeta, uma imensidão de formas de vida não descobertas pelos biólogos. No Reino animal, o homem está no topo, pois é o único capaz de se reconhecer como indivíduo e a ter consciência de sua mortalidade, além, é claro, de possuir inteligência e atributos físicos capazes de modificar o seu meio conforme sua conveniência. Após seu aparecimento, o homem vem evoluindo, mental e intelectualmente, de modo ininterrupto. Sua mente é capaz de relacionar todas as informações que recebe, através dos órgãos dos sentidos, e criar uma visão global de seu ambiente, o estimulando a tentar entender, incessantemente, os mistérios de tudo o que surge em sua consciência. Isso tornou a vida do homem muito interessante e prazerosa, criando nele grandes apegos que, eventualmente, o fazem tentar prolongar seus momentos de alegria indefinidamente. A natureza de qualquer fenômeno no Universo tem como base a mudança, inclusive o próprio Universo. Todas as coisas, do Sol à nossa vida, são impermanentes. Vivê-las intensamente, quando acontecem, é muito bom, mas se apegar a elas é fonte de sofrimento. O homem vem tentando prolongar sua vida e juventude há milênios. Por achar que tudo é vivido mais intensamente na fase de maior vitalidade, criou a lenda da fonte da juventude. A busca por essa fonte levou alguns homens à morte. Tanto a magia dos povos antigos quanto a tecnologia do homem moderno têm sido empregadas nessa tentativa. Algumas pessoas são capazes de fazer qualquer coisa para evitar o envelhecimento e a morte. Toda a vida do planeta busca sobreviver, independentemente do grau de complexidade a que pertença. Os mais simples animais tentam preservar suas vidas. Assim também acontece com o homem. Mas no homem há a razão, o que o torna mais apto a se proteger e inventar mecanismos para se preservar. O ciclo de nascimento, envelhecimento e morte pode ser muito amedrontador para algumas pessoas, as obrigando a ir além do tratamento das doenças humanas, na tentativa de parar o envelhecimento. Nessa busca, o homem espera viver indefinidamente. Supondo que isso seja possível, será que seria suportável? Essa é uma questão filosófica para contemplarmos num outro texto. Atualmente temos algumas experiências em andamento: Há vários anos alguns milionários excêntricos, de países desenvolvidos, têm patrocinado aquilo a que chamamos criogenia. Criogenia é uma técnica de congelamento muito rápido, do corpo humano, ou mesmo da cabeça humana, na esperança de que, quando a tecnologia médica chegar ao conhecimento necessário, esses corpos possam ser ressuscitados, rejuvenescidos ou curados de doenças para a quais ainda não temos tratamento, podendo voltar à vida e continuar existindo indefinidamente. Há quem chame essa tentativa de “forma moderna de mumificação para a vida eterna”! A clonagem de órgãos também está sendo estudada para substituir órgãos similares que vão se tornando ineficientes pelo envelhecimento ou doença. Se essa clonagem for feita a partir de células-tronco da própria pessoa, os órgãos serão transplantados sem qualquer risco de rejeição ou inadaptação. Há, também, pesquisas na nanotecnologia. Nanotecnologia é a teoria de que se pode criar micro-robôs, do tamanho de células, programados para destruir cânceres, bactérias e anomalias teciduais no corpo humano, quando colocados em seu interior através da circulação sanguínea. O domínio da genética poderá possibilitar a correção de erros no genoma, assim como melhorar a resistência e eficiência celular, dando às células condições de sobreviver por mais tempo ou, até, indefinidamente. Para ilustrar essa colocação podemos citar experiências recentes com uma enzima chamada telomerase que poderia aumentar o número de vezes que as células de nosso corpo podem se dividir no processo natural de sua reciclagem. Durante a vida as células de nosso corpo vão perdendo sua vitalidade e função, sendo repostas conforme vão morrendo. Infelizmente esse processo tem um limite, pois com o tempo as novas células, que são cópias das anteriores, vão perdendo a vitalidade, causando o envelhecimento. Para entender melhor, podemos fazer uma comparação interessante: imagine que você faça um lindo desenho. Um amigo gosta e faz uma xerox. Um amigo de seu amigo vê a xerox, também gosta do desenho e fax uma xerox da xerox para ele e, assim, isso vai se repetindo. Imagine como será a definição da centésima xerox. Assim ocorre com as células. Suas cópias vão esvanecendo, se tornando cada vez mais frágeis e ineficientes. A maioria de nossas células são substituídas várias vezes durante a vida. Estudos mostraram que a telomerase tem a capacidade de devolver grande parte da vitalidade celular, estimulando as células a fazer reproduções muito fieis de si mesmas, além de aumentar o número de vezes que isso pode acontecer. Se uma técnica adequada de controle dessa enzima for dominada, será possível aumentar consideravelmente nosso tempo de vida, talvez em alguns séculos. Tudo isso está, ainda, no campo de especulação e pesquisa. Mas o homem é perseverante e inteligente, e em algum momento poderá ter sucesso. Pense em como seria viver uns 250 anos. Seria suportável? Se sim, o que poderia nos manter interessados pela vida durante tanto tempo? Assim como depois de um dia, nosso corpo precisa dormir, será que num ciclo maior, nossa mente também não precisa descansar após uns 90 anos de atividade? Esses mistérios são desafiadores e polêmicos, mas não deixam de nos intrigar em algum momento de nossas vidas.
Caspa – Dermatite Seborreica
Caspa – dermatite seborreica. A caspa, cujo nome técnico é dermatite seborreica, é uma doença da pele. É, também, chamada de seborreia. Quando a dermatite seborreica acomete o couro cabeludo, recebe o nome de caspa. Mas a dermatite seborreica pode, também, acometer outras partes do corpo, em locais onde exista abundância de glândulas sebáceas, como: entre as sobrancelhas, atrás das orelhas, na asa do nariz, na barba, nos cílios, etc. Hoje vamos falar da dermatite seborreica do couro cabeludo – Caspa. Os pesquisadores ainda não conseguiram estabelecer uma causa definitiva para esse problema, pois podemos encontrar um número variável de fatores possíveis de desencadear a doença. No Brasil é possível que a metade da população tenha, durante o ano, pelo menos um episódio de caspa que, na maioria das vezes, ocorre no inverno. Acomete ambos os sexos, sendo mais comum a partir da adolescência. Nos casos mais leves a descamação é mais seca, menos abundante e discreta. Nos casos mais intensos a descamação passa a ser oleosa e mais profunda, caracterizando, de modo consistente, a dermatite seborreica do couro cabeludo. Essa descamação pode aparecer durante a escovação dos cabelos e, quando mais abundantes, livres entre os fios e passiveis de cair nos ombros da pessoa. Nos casos moderados e intensos há prurido (coceira) e hiperemia (vermelhidão) na área acometida. Casos crônicos não tratados podem levar à calvice, inclusive em mulheres. A caspa não é contagiosa. As causas mais comuns relacionadas à caspa são: Alimentação inadequada, com carência de proteínas ou consumo exagerado de gorduras e açúcares; Alteração funcional das glândulas, por fatores hormonais ou por fatores externos, como banhos muito quentes; Manter constantemente o couro cabeludo úmido, isso é comum em pessoas que usam chapéu, boné, boina, lenço de cabeça, dread, apliques capilares, etc.; Alterações emocionais como ansiedade, depressão, stress, tristeza podem estar intimamente relacionados a muitos casos de caspa; Causas genéticas em que há excesso de oleosidade na pele; Fungos e bactérias; Tratamentos de cabelo como, tingimento, alisamento, e outros, com produtos químicos; Má higiene dos cabelos; Prevenção – Evitar lavar os cabelos com água quente; Usar shampoo adequado ao seu tipo de cabelo; Evitar que o condicionador atinja as raízes dos cabelos; Evitar o uso de qualquer adereço ou vestimenta que abafe os cabelos, como bonés, chapéus, gorros, etc.; Evitar produtos químicos, especialmente se você tiver alergia; Lavar frequentemente os cabelos; Tomar bastante água, e equilibrar seus alimentos, evitando excesso de açúcares e gorduras. Nos casos mais difíceis há necessidade da orientação de um médico dermatologista. Obs.: Cuidado com o uso indiscriminado de shampoos anticaspa; alguns podem causar ressecamento no couro cabeludo, estimulando, como defesa, o aumento da oleosidade e, com isso, agravando o problema da caspa.
Pensamento – Poema – Dr. Noé de Toledo
Pensamento Poema de Noé de Toledo Existo pensando porque tudo é pensamento O pensamento consiste de alegria e sofrimento Quem poderia pensar, que sem pensar nada haveria? Pois é só de pensamentos que a realidade se cria! Pensando neste pensar criando este existir Então o pensar é o surgir, o mudar o resistir! Pensando no pensamento de tornar tudo real Penso que pra nenhum Ser a verdade é igual Feliz, mas confuso, me mantenho pensando! Penso parado, deitado ou andando De súbito um novo pensamento ocorreu Do que é o universo que penso ser meu? Parar de pensar agora é meu grande intento Não consigo parar, penso a todo momento! Penso no espaço e no firmamento Acho que todo o universo é só pensamento. Se é só pensamento e cada um tem o seu Tudo que é palpável e que se percebeu Em um pensamento foi interpretado Portanto o universo é fragmentado! Juntando o pensar de cada criatura Como um pensamento que a tudo sutura Gerou de repente pensamento incomum Se pensarmos juntos tornamo-nos um!
Cárie Dentária
Cárie dentária A cárie é uma doença extremamente comum. Ocorre em cerca de 90% da população. Sua causa, na maioria dos casos, é múltipla, pois se dá pela combinação de dois fatores: bactéria + restos de comida. Todos temos bactérias na boca. Essas bactérias ficam em alguns dentes, formando aquilo a que chamamos placa bacteriana, em uma espécie de película pegajosa que fica, principalmente, na base de dentes com má higienização. Quando nos alimentamos ou bebemos, o carboidrato dos alimentos estimula essas bactérias a produzirem substâncias ácidas que, por sua ação erosiva, destroem o esmalte dos dentes, tornando-os vulneráveis à contaminação e, com isso, ao aparecimento das cáries. Quando a pessoa se alimenta, não escova os dentes e vai dormir, cria o ambiente perfeito para a proliferação bacteriana e o consequente desenvolvimento das cáries. As cáries podem, algumas vezes, ser causa de complicações graves ao seu portador, estendendo a infecção para outras estruturas da boca, como gengivas, mucosas, alvéolos dentários e aos ossos que dão sustentação aos dentes. Nem toda cárie causa dor, mas quando atinge a parte inervada dos dentes, pode doer muito. Também pode ser a causa de inflamação, sensibilidade aumentada à temperatura dos alimentos, mau hálito e perda de dentes. Pode atingir qualquer pessoa, de qualquer idade, mas em crianças com dentes ainda em formação, são mais comuns, pois os dentes em erupção ainda não apresentam uma camada de esmalte tão forte, sendo facilmente erodidos pelas bactérias causadoras da cárie. Prevenção: higiene bucal frequente – através de escovação adequada e uso de pasta dental -, principalmente à noite, uso de fio dental, limpeza da língua (há escovas adequadas para isso), bochechos periódicos com flúor (nesse caso sob orientação de um dentista), e, é claro, visitas periódicas ao dentista. Muitas cáries iniciais podem estar numa área não visível e serem assintomáticas, difíceis de serem descobertas sem a inspeção de um profissional. Também é aconselhável uma dieta com menos doces e bebidas açucaradas, principalmente nos intervalos entre as refeições.
Roséola
O susto dos pais com suas crianças, quando estas apresentam o exantema súbito – ou roséola – se preferir. Esse texto tem a intenção de dar alguns esclarecimentos sobre uma infecção muito comum em crianças, principalmente entre as de 6 meses a 2 anos – mas pode acontecer até os 4 anos – que, pelo modo abrupto e agudo como acontece, causa grande preocupação aos pais. A doença pode afetar qualquer criança, independente do estado nutricional ou de saúde em que se encontre. Estamos falando do exantema súbito ou roséola. Esse nome é dado pelo fato de que, em seu curso, a doença vai apresentar o aparecimento de pequenas manchas vermelhas na pele, às quais chamamos de exantema ou roséola. A roséola é uma doença infecciosa viral. Na grande maioria dos casos benigna, ou seja, evolui bem e não deixa sequelas na criança. É causada, na maioria das vezes, por um vírus do herpes humano, o tipo 6 ou, algumas vezes, o tipo 7. Há, também, outros vírus que podem causar a roséola, embora numa frequência bem menor. São eles: o enterovirus, os coxsackie vírus A e B, adenovírus e parainfluenza tipo 1. Sua transmissão é, ainda, objeto de estudo, pois não conhecemos completamente todos os seus mecanismos. Mas sabemos que pode ocorrer por gotículas de saliva, secreção nasal e outros fluidos, quando se entra em contato com pessoa infectada. Em escolinhas infantis é bastante comum. Imaginem quantos brinquedos são mordidos, lambidos e até mastigados pelas crianças que permanecem nesses locais! Há, também, a possibilidade de a transmissão ocorrer a partir de uma pessoa adulta que não apresenta sintomas e nem sabe que está infectada. Após a criança ter se infectado, os sintomas terão início entre 5 e 15 dias. São sintomas súbitos, com quadros contínuos de febre entre 38,5 a 42,2 graus Célsius. Esse período febril pode durar de três a cinco dias. Isso é assustador para os pais pois, além da febre e da irritação causada por esta, na maioria dos casos não há outros sinais. Se aparecerem costumam ser: nariz escorrendo, tosse, diarréia bem fraquinha, falta de apetite e de vontade de brincar. A febre desaparece tão subitamente quanto começou. Normalmente, as manchinhas vermelhas aparecem após a diminuição da febre ou quando esta vai embora e podem durar horas ou dias. As manchinhas não costumam coçar e ocorrem principalmente no tronco; depois podem, mas não necessariamente, se espalhar para pescoço, rosto, pernas, mãos e pés. Esses casos devem ser avaliados pelo médico pediatra. O tratamento mais comum será sintomático e deverá prevenir a desidratação. Complicações são raras. As mais comuns são convulsões febris. Meningites e encefalites já foram relatadas, mas são muito incomuns. Geralmente pessoas a partir dos 4 anos já são completamente imunes à roséola, quer tenham ou não tido a doença. Adultos só a contrairão se forem imunodeprimidos e, mesmo assim, não desenvolverão o quadro característico das crianças.
Eloquência – Noé de Toledo (Poesia)
Eloqüência Poesia de Noé de Toledo Quanta coisa tenho a dizer! Mas o que deveria ser dito? Nos olhos só expresso o sofrer Do mundo escuro que habito Escuro, porque eu nada sei Do que consiste esta vida Distante de tudo que amei Acuado com a alma ferida Só posso andar paciente Esperando achar a verdade Revelada de modo eloqüênte Que me alce da mortalidade Mortalidade da aparência Que mudando a todo momento Retira de nós a eloqüência Turvando-nos o pensamento Quero a imortalidade do vazio Quero aquela da escuridão Aquela onde nada eu espio Onde tudo é só vastidão Assim, sem vibrar ou sentir Com total consciência do nada A verdade poderia surgir Eloqüente, embora calada Revelando, talvez, que o amor Possa ser a verdade final Pois seu brilho até mesmo na dor Resplandece com luz imortal
Rotavírus – diarréia viral
Rotavírus – diarréia viral O Rotavírus, muito conhecido por nós, é um vírus da família Reoviridae. São classificados, sorologicamente, em grupos, subgrupos e sorotipos. Conhecemos sete grupos, chamados: A, B, C, D, E, F e G. Desses, os grupos A, B e C são os que causam a doença ao homem. O mais infectante, responsável por mais de 90℅ dos casos no homem, é o grupo A. O grupo A é, também, predominante na natureza e pode infectar outros mamíferos e muitas aves. Os Rotavírus são causadores do que chamamos enteroviroses – infecções virais do trato digestivo -, que vão de quadros assintomáticos a fatais. Podem infectar qualquer pessoa, de qualquer idade. Mas crianças entre 3 e 35 meses de idade e idosos são mais vulneráveis à forma sintomática, assim como às complicações. O reservatório do vírus costuma ser o trato gastrointestinal, inclusive nos animais infectados. Embora incomum, pode haver a transmissão do animal para o homem. Na maioria dos casos somos os responsáveis pelo ciclo todo. Nos indivíduos infectados há um grande número de vírus nas fezes, responsáveis por sua disseminação. Então, por ser uma doença de transmissão fecal-oral, pode ocorrer no consumo de água contaminada, alimentos, contato pessoal ou através de objetos contaminados. É possível, também, ocorrer a transmissão por gotículas de secreção – quando tossimos, espirramos ou falamos – oriundas do trato respiratório. Acredita-se que até os 5 anos de idade todas as crianças já terão tido, pelo menos, um episódio de infecção pelo Rotavírus e que uma em cada 300 crianças morrerá de complicações. Após a contaminação, os sintomas têm início entre 1 a 4 dias. A partir do segundo dia, a pessoa já começa a eliminar o vírus pelas fezes e continua eliminando-os até 10 dias após o fim dos sintomas. A infecção pode ser: subclínica – não apresenta sintomas -; leve – diarréia aguda aquosa, náuseas, dor no corpo, febre baixa, eventualmente apresenta corisa e tosse, durando entre 5 a 7 dias -; moderada – igual ao quadro anterior, mas com febre alta e maior intensidade da diarréia e vômito, durando mais de 7 dias -; e grave – pode levar à morte. Com sintomas muito acentuados, grande desidratação e prostração. Como temos mais de uma espécie viral, podemos nos infectar mais de uma vez. Não há tratamento específico, apenas sintomático, devendo a pessoa infectada manter a hidratação adequada. Em casos de muito vômito e diarréia, a hidratação deverá ser feita em hospital, por via endovenosa. A prevenção pode ser feita de seguinte maneira: Vacina, usualmente a monovalente (adotada pelo ministério da saúde), dividida em duas doses – a primeira dose para crianças de 2 meses até 3 meses e 15 dias e a segunda dose para crianças de 4 meses até 7 meses e 29 dias. Há, também a vacina pentavalente – encontrada apenas na rede privada de saúde, deve ser aplicada em três doses – a primeira para crianças de 2 meses, a segunda dose para crianças de 4 meses e a terceira dose para crianças de 6 meses, sempre respeitando o intervalo mínimo de 2 meses entre cada dose. Ter saneamento básico; Lavar as mãos com frequência, especialmente quando evacuar ou cuidar das fezes das crianças, quando usar banheiros públicos, quando for se alimentar e quando for preparar alimentos; Manter higiene dos utensílios domésticos; Utilizar apenas água potável; Evitar trânsito de insetos e de animais de estimação pela cozinha. Muito importante: procurar imediatamente um médico caso suspeite estar infectado.
Qual a importância da Lua para nossa Terra?
Qual a importância da Lua para nossa Terra? Eis aqui uma questão muito interessante. Poucas pessoas se dão conta do quanto a Lua é importante para nós. Sabemos que sem a Lua, provavelmente, não haveria vida na terra. A Lua, nosso satélite natural – satélite é o nome que se dá para corpos que orbitam planetas -, é, possivelmente, tão antiga como a Terra, cerca de 4,5 bilhões de anos. Durante séculos o homem vem estudando a Lua e se questionando sobre como se formou e sobre como passou a orbitar a Terra. Há várias teorias que tentam explicar a questão. Vamos, rapidamente, conhecer as mais importantes: Teoria da captura: Essa hipótese aventa a possibilidade de a Lua ter sido captada pela Terra, ao passar perto desta. A Lua seria um astro errante que, em algum momento, atraída pela força gravitacional de nosso planeta, passou a orbitá-lo. Teoria da fissão: Segundo seus defensores, a Terra poderia ter tido uma velocidade de rotação (girar ao redor de seu próprio eixo) bem maior no início de sua formação e, com isso, lançado grande quantidade de fragmentos de si mesma ao espaço. Esses fragmentos, com o tempo, se aglutinaram e deram origem à Lua, que permaneceu orbitando a Terra, presa à sua gravidade. Teoria descartada, pela diferença da natureza que as rochas lunares têm das rochas do Pacífico. Coacreção: Essa hipótese propõe que a Terra e a Lua tenham se formado ao mesmo tempo, supondo terem, ambas, se originado de uma mesma nuvem de poeira e material cósmico. A ideia foi descartada, pois seria difícil não se terem fundido, em algum momento, pela ação das forças gravitacionais daquele sistema. Colisão: Alguns cientistas aventaram a hipótese de a Terra ter tido, em algum momento, duas luas que acabaram colidindo e se fundindo. A ideia não atraiu muitos defensores e acabou sendo pouco valorizada. Teoria do grande impacto e teoria de impactos múltiplos de vários corpos: São as teorias mais aceitas até agora. Coloco as duas teorias juntas porque são parecidas. Na teoria do grande impacto, a Lua teria se formado pela colisão da Terra com um outro planeta menor, talvez do tamanho do planeta Marte, num ângulo que provocou a projeção de muito material ao seu redor. Com o tempo, esse material se fundiu originando a Lua. A Terra, também, teria se fundido com a parte restante desse planeta errante. Deram até um nome para esse hipotético planeta: Theia. Na teoria dos impactos múltiplos, bastante semelhante à anterior, muitos corpos menores que o planeta Marte teriam se chocado com a Terra primitiva e, em cada episódio, projetado material da Terra para o espaço. Esse material, após aglutinação, teria originado a lua. Após essa especulação sobre a formação de nosso lindo satélite, vamos ao tema principal: sua importância para nós. Em primeiro lugar, a Lua, devido à sua força gravitacional, causa um efeito chamado “tidal force” – efeito da força de maré. Isso faz com que o material do interior da Terra se movimente ao acompanhar os movimentos da Lua. Esse movimento provoca atrito nesse material que se torna muito aquecido, derretendo o silicato e formando o manto e a magma, conhecida como o material expelido pelos vulcões, quando em erupção. Esse processo mantém o planeta vivo. Essa força, também, estabiliza o movimento de rotação do planeta, evitando mudanças em seu eixo. Há uma pequena inclinação do eixo de rotação da Terra em relação ao seu plano de eclíptica (plano imaginário formado pelo círculo que a terra faz durante seu movimento orbital ao redor de nossa estrela) que, graças à interferência da Lua, não muda. Por esse motivo há, durante o ano, uma alternância entre os hemisférios terrestres que se voltam para o Sol. Essa característica é a responsável pelas quatro estações climáticas do ano, também, importantíssimas para a vida no planeta. O mesmo acontece com as marés dos oceanos, que os cientistas afirmam terem sido cruciais ao surgimento da vida na terra. Uma curiosidade: A lua tem sempre a mesma face voltada para a Terra.Por quê? Acredita-se que a força gravitacional da Terra tenha freado muito a rotação da Lua, de modo que seu período de órbita ao redor da Terra passou a ter o mesmo tempo que sua rotação, ou seja, 27,322 dias terrestres. Por isso, ela nos apresenta sempre a mesma face enquanto dá uma volta ao nosso redor. Ela é a maior Lua de nosso Sistema Solar, quando comparada ao tamanho do planeta ao redor do qual orbita. Certamente, sem a Lua, as coisas seriam muito diferentes por aqui.