Câncer de mama masculino

Câncer é o nome que se dá para uma desordem celular que pode acontecer, praticamente, em qualquer parte do corpo. As células cancerígenas se comportam como se não fizessem parte do corpo do doente. É chamado maligno pelo fato de poder invadir tecidos vizinhos ou se disseminar para outras partes do corpo (metástases), espalhando a doença. Não se sabe ao certo o porquê, mas é evidente que o câncer tem uma base genética, pode acontecer por constantes estímulos não saudáveis (como o fumo) e, também, estar intimamente ligado ao estado emocional da pessoa. Muitas pessoas não sabem que o câncer de mama, tão comum entre as mulheres, pode também acometer os homens. O câncer de mama acontece nas células do tecido mamário e, embora bem menor que o da mulher, o homem também tem esse tecido. Entretanto, a incidência do câncer de mama em homens é bem menor que nas mulheres. Um autoexame, no qual o homem durante o banho palpa seus mamilos e axilas, pode mostrar eventuais sinais de que algo deve ser investigado. Os sinais que podem fazer o homem desconfiar de câncer de mama são: É importante ressaltar que alguns desses sinais não significam, necessariamente, câncer. Muito homens possuem glândula mamária pequena, uni ou bilateral, perceptíveis ao exame físico. Há, também, medicações que podem causar irritação e edema (inchaço) no tecido mamário masculino. De qualquer forma, em caso de dúvidas, o homem deve procurar, imediatamente, um médico para diagnóstico. Após exame clínico, caso haja suspeita, o médico poderá pedir mamografia, ultrassom e biópsia. Esses exames são os mais comuns para o diagnóstico de certeza. O tratamento será determinado pelo estágio de desenvolvimento do tumor no momento de seu diagnóstico. Tratamentos feitos no início têm uma boa chance de cura. Por isso é necessário procurar o médico imediatamente após a suspeita. Foto: http://oncomastologia.com.br
O Universo

O Universo é tudo que existe. Se compõe do espaço, do tempo e da matéria. Defini-lo é muito difícil, pois o conceito que temos dele se embasa, apenas, naquilo que a ciência compreende até agora. Considerando-se os limites desse conhecimento, entendemos que a ciência tem, ainda, muito a aprender. Há explicações religiosas e cientificas para a origem do Universo, entretanto, o presente texto, se deterá à visão científica. Há séculos o homem vem tentando entender o Universo. Muitas teorias e ideias apareceram na tentativa de explicar seu surgimento. O nome da ciência que estuda o Universo, no âmbito de seu surgimento, estrutura, composição e evolução é cosmologia. Após a invenção dos instrumentos ópticos – como o telescópio – com os quais o homem se aproximou visualmente dos corpos celestes, muitas observações, até então imperceptíveis aos sentidos humanos, foram feitas e comprovadas a partir de cálculos matemáticos. Tudo no universo está em movimento, não há nada estático. Mas o movimento das estrelas e galáxias, em relação a nós, parece não ocorrer devido à enorme distância que separa essas estruturas da Terra. A olho nu, pequenas mudanças só poderiam ser observadas em séculos. Com a utilização de instrumentos de observação espacial, pode-se perceber que as galáxias e estrelas estão se afastando de um centro imaginário. Essa observação fez surgir a teoria de que num passado, muito longínquo, todo o universo esteve num mesmo ponto e, após algum fenômeno extraordinário, explodiu dando origem ao universo que hoje observamos e tentamos conhecer. Essa teoria da grande explosão recebeu o nome de Big Bang, termos oriundos da língua inglesa. Estudos recentes, baseados em cálculos da física, apontaram para a existência de uma massa invisível permeando o espaço – à qual chamaram “matéria escura” -, interferindo no movimento de expansão do universo. Como tudo é, ainda, muito teórico, os cosmologistas aventam três possibilidades para a evolução do universo, a partir das quais este poderia ser “aberto”, “plano” ou “fechado”. O universo aberto se expandiria para sempre, até desaparecer no infinito. O universo plano se expandiria até um determinado ponto e, a partir daí, pararia de se movimentar se tornando estático, árido e sem energia. O universo fechado se expandiria até um determinado ponto e, após a parada desse movimento de expansão, passaria a se contrair, culminando num ponto igual àquele que deu origem ao seu surgimento, podendo, talvez, criar um ciclo infindável de eternos Big Bangs. Embora não tenhamos certeza de nada, é maravilhoso pensar a respeito, pois isso nos torna conscientes da magia de existir como parte dessa estrutura tão linda e fantástica, à qual chamamos “Universo”.
Varizes dos membros inferiores

As varizes dos membros inferiores são distúrbios da circulação sanguínea desses membros. Essa circulação se dá por duas vias ou sistemas: o sistema venoso superficial – veias safena interna e safena externa -; e sistema venoso profundo. As varizes são acometimentos do sistema venoso superficial, mas podem, indiretamente, prejudicar a circulação como um todo, já que estão interligadas e trabalham em conjunto. A circulação normal das pernas têm, para ocorrerem de modo conveniente, que vencer a força da gravidade. Por esse motivo a natureza dotou as veias dos membros inferiores com válvulas. Essas válvulas servem para evitar o refluxo do sangue conforme este corre nos vasos retornando ao coração. Elas se fecham em intervalos mais ou menos sincronizados com a frequência cardíaca. Nos casos de varizes, essas válvulas são ineficientes e vão piorando com o tempo, causando edema – inchaços- e alterações nos vasos dos membros inferiores, originando as varizes. As varizes são relatadas desde a antiguidade e, ainda, continuam sendo um problema de saúde na atualidade. As varizes podem ser: Quando não tratadas, as varizes dos membros inferiores podem evoluir, piorando cada vez mais a circulação e causando complicações. As complicações mais comuns são: Os sintomas mais comuns são: queixas estéticas – a aparência das pernas incomoda muito a pessoa -, dor, cansaço e peso nas pernas, cãimbras, inchaços, dor pélvica crônica (entre as mulheres), etc. Muitas pessoas, principalmente a mulheres, apresentam vasos muito finos, existentes na superfície da pele, aos quais chamamos Telangiectasias. Essas telangiectasias são, geralmente, causadas por uma veia doente, de maior calibre, na região. Há tratamento para esses vasos que, na maioria das vezes, causam apenas queixas estéticas. Para melhorar os sintomas e evolução das varizes dos membros inferiores e até prevenir o aparecimento delas, as pessoas devem caminhar. Na caminhada há uma grande diminuição da pressão venosa, fenômeno que melhora significativamente os sintomas e inchaços. Ao contrário do que as pessoas pensam, as varizes não são empecilhos para a caminhada. É claro que casos mais graves devem, durante a caminhada, usar meias elásticas. Ficar de pé, parado, por muito tempo, como ocorre em algumas profissões, pode antecipar ou agravar o aparecimento das varizes É muito importante uma consulta médica e acompanhamento dessas varizes para prevenir complicações. O médico determinará o tratamento mais adequado, que poderá ser com medicamentos ou cirúrgico. Foto: https://saude.umcomo.com.br
Pneumonia no idoso

A pneumonia é uma infecção dos pulmões. Os agentes causadores podem ser: vírus, bactérias e fungos. Embora acometa pessoas de qualquer idade, costuma ser mais grave no idoso. Entre os idosos, a pneumonia é a quarta causa de internação hospitalar e tem grande incidência de complicações. Muitas mortes por pneumonia acontecem anualmente no mundo, sendo os idosos os mais vulneráveis. Geralmente, a partir dos 65 anos de idade as pessoas se tornam mais vulneráveis à pneumonia, por que? Porque muitas vezes apresentam doenças metabólicas associadas, como: diabetes, asma brônquica, doenças cardíacas, pressão alta, diminuição da imunidade, desnutrição, desidratação, etc. Também há maior possibilidade de aspiração de alimentos, líquidos e secreção, pelo fato de os idosos engasgarem mais. O uso de soníferos – remédios para dormir – pode aumentar a possibilidade de aspiração. O sedentarismo, a depressão e a vida solitária causam, frequentemente, a diminuição da imunidade nos idosos. O diagnóstico é mais difícil nas pneumonias dos idosos porque os sintomas não são claros como acontece com os dos jovens. Nos idosos o processo infeccioso pode ser lento, pode cursar com fraqueza, febre baixa – ou até sem febre -, falta de apetite, cansaço e total falta de interesse pelas coisas. Há casos que cursam com confusão mental. Pela maior gravidade dessas infecções e pela falta de clareza dos sintomas nos idosos, o diagnóstico deve ser sempre suspeitado, pois o início rápido do tratamento pode fazer a diferença entre a vida e a morte. Para tentar prevenir a pneumonia nos idosos podemos nos utilizar da vacina conta gripe – a gripe pode complicar com pneumonia -, da vacina contra o pneumococo – agente mais comum na causa dessas infecções – e de cuidados como: boa higienização da boca, observar a posição em que o idoso está deitado (melhor com a cabeça mais elevada), boa alimentação e hidratação, tratamento adequado das doenças de base que essas pessoas podem apresentar, sempre que possível estimular a movimentação desses idosos e, quando necessário, providenciar fisioterapias. Fiquem atentos, o diagnóstico rápido pode salvar uma vida.
Será que é possível diminuir nossas frustrações e o sofrimento por nossas perdas?

Quando paramos para observar a vida, se estivermos atentos, percebemos coisas além da superfície. Há muito mais a ser considerado no que determina nossa satisfação e felicidade. A maioria de nós raramente percebe a responsabilidade que tem em relação à própria vida. Precisamos entender que somos os responsáveis por nossas escolhas, ninguém mais. Somos nós que decidimos os caminhos que trilharemos e, com essa decisão, o tipo de experiência que viveremos. Entretanto, a sabedoria necessária para a escolha mais adequada depende de certas considerações e reflexões. A primeira reflexão é o reconhecimento da impermanência das coisas. Tudo muda o tempo todo, e essa mudança não está sob nosso controle. Por exemplo, não podemos permanecer jovens a vida toda. Se não morrermos agora, haveremos de envelhecer. Nada nem ninguém está sob nosso controle, o que significa que nossas prioridades e interesses estão sempre mudando. Somente essa reflexão já seria o suficiente para reduzir, em muito, nosso sofrimento e frustração diante da vida. Temos uma inadequada tendência a nos apegarmos às coisas, pessoas e emoções, como se fossem eternas. Se reconhecermos a transitoriedade de tudo, poderemos viver intensamente nossas alegrias, quando surgirem, sem a infeliz ideia de querer perpetuá-las. Nem mesmo as pessoas de quem gostamos poderão estar eternamente conosco. Tudo o que se encontra está destinado à separação. Das coisas que causam essa separação, a morte é a mais definitiva e dolorida. Precisamos reconhecer que o passado não mais importa e que o futuro será determinado pelo agora! O reconhecimento consistente da impermanência levará, certamente, à atitude de desapego. Precisamos aprender a largar. Caso contrário, além de já não mais estarmos felizes, fechamos as portas para novas experiências e possibilidades. Não seremos felizes se condicionarmos nossa felicidade a algum fator externo ou a outra pessoa. Nada pode nos possuir, assim como não podemos possuir nada. Nem a melhor das relações humanas estará livre da separação. Se a união resulta em felicidade mútua, que seja vivida enquanto durar, mas devemos estar conscientes de que, a qualquer momento, pode acorrer uma separação, seja voluntária ou causada pela morte de uma das partes. Essa é uma verdade incontestável e inexorável. Então, para diminuir nossas frustrações e o sofrimento por nossas perdas, precisamos adotar uma postura mais livre diante da vida, mais desapegada. Somente a consciência de que estamos aqui, transitoriamente, poderá diminuir o peso da angústia de estarmos à mercê de um universo dinâmico e sempre em mutação onde, a cada segundo, coisa surgem e coisas desaparecem. Reflitam sobre isso; pode ser de grande valia numa hora de dificuldade, ansiedade, angústia e medo.
Diarreia

O que é diarreia? Diarreia é o nome que se dá a uma doença intestinal que se caracteriza por vários episódios de fezes líquidas para os quais o doente não tem controle. As diarreias podem ser agudas ou crônicas. A única diferença entre elas é o tempo em que os sintomas acontecem. Diarreias agudas duram poucos dias e diarreias crônicas, geralmente, duram mais de três semanas, podendo facilmente ultrapassar esse tempo. Há muitas causas para as diarreias. As mais comuns, quase sempre associadas à diarreia aguda, são: vírus, bactérias, alguns parasitas e eventuais intoxicações. A diarréia crônica pode ter causas mais complicadas e mais difíceis de se diagnosticar, como: as mesmas causas da diarreia aguda – quando a pessoa apresenta doenças que comprometem o sistema imunológico: HIV, leucemias, câncer, uso de certas medicações -, uso crônico de alguns medicamentos, Doença Celíaca (intolerância ao glúten), intolerância à lactose (substância presente no leite), Doença de Crohn, Síndrome do intestino irritável, Retocolite ulcerativa, outras colites e, até, câncer do aparelho intestinal. Há, também, a possibilidade de diarreia causada por stress, uso excessivo de álcool, fumo e café. Os sintomas podem variar dependendo do agente causador. Há episódios de diarréia liquida em diferentes frequências; pode haver febre, dor abdominal, náusea e vômito. Algumas vezes pode se observar sangue nas fezes. Em crianças e idosos a diarreia pede maior atenção, pois pode causar desidratação e outras complicações. Felizmente a grande maioria dos casos se resolve rapidamente, mas se os sintomas forem muito intensos ou de maior duração, é necessário consultar um médico. Não raro, a diarreia pode estar anunciando alguma doença que precisa de rápido tratamento. Alguns cuidados podem diminuir os casos de diarreia na comunidade, como: higiene das mãos quando for ao banheiro e sempre que for se alimentar ou preparar alimentos, tentar orientar as crianças a não colocar objetos na boca, evitar comer vegetais e verduras cruas fora de casa – e quando em casa lavar bem esses alimentos -, usar apenas água filtrada, cozer bem os alimentos, observar as condições de saneamento básico quando viajar para outras cidades e países, etc. Imagem: http://saudedica.com
Morte Cerebral

O que é morte cerebral? É a incapacidade do cérebro de executar funções vitais, sem as quais a vida não pode ser mantida. Um exemplo é a respiração. Na morte cerebral a pessoa não consegue mais respirar por conta própria e, para que o corpo se mantenha vivo, há necessidade de aparelhos que façam esse trabalho. O diagnóstico de morte cerebral é feito quando o paciente tem ausência total de reflexos e só pode se manter vivo através de aparelhos médicos. O teste dos reflexos deve ser feito por dois médicos – separadamente -, em dias diferentes, através de uma série de manobras capazes de evidenciar a falta desses reflexos que sempre estariam presentes num cérebro funcional. Além disso, são obrigatórios exames complementares. A temperatura do corpo, assim como a pressão arterial, devem estar estáveis, pois não variam em indivíduos com morte cerebral. Tudo isso evita erro diagnóstico. Considerando-se que ninguém pode morrer duas vezes, o diagnóstico de morte cerebral tem o mesmo valor que o diagnóstico de morte cardíaca, pois ambos são definitivos. A medula espinhal é a última estrutura neurológica a perder sua atividade. Por isso, indivíduos com morte cerebral confirmada podem apresentar movimentos musculares involuntários, como reflexos da medula espinhal. Chamamos esses movimentos de “lazaroides”. Na Revolução Francesa, ocasião em que muitas pessoas foram decapitadas, se observou, com frequência, corpos sem cabeça ainda se movimentando. Embora com morte cerebral, o corpo pode permanecer vivo por muito tempo, enquanto ligado a aparelhos. Geralmente a família decide esse tempo. Para pessoas que optaram por doação de órgãos, essa é a fase adequada, pois muitos órgãos permanecem viáveis. Já houve muita discussão a respeito do momento para se desligar os aparelhos que mantém a vida, inclusive um consenso para afastar a hipótese de eutanásia. O desligamento dos aparelhos, nesses casos, não é considerado eutanásia porque o paciente não tem qualquer chance de sobreviver. A morte cerebral pode ter várias causas. As principais são: traumas cranianos, parada cardiorrespiratória e derrames – causam a anoxia cerebral, isto é, falta de oxigênio para o cérebro -, tumores cerebrais, intoxicações, overdoses por drogas, hipoglicemia grave – baixa importante do açúcar no sangue -, entre outras. É uma situação muito triste para a família, pois seu ente querido está morto, mas seu corpo ainda apresenta a vida vegetativa mantida pelos aparelhos. Imagem retirada de http://tuasaude.com
A natureza humana

Quem é o homem? Essa pergunta dá margem a muita reflexão! Sem dúvida, necessitamos elucidar a natureza do homem antes de tentar responde-la. Platão falou muito da natureza humana, fazendo uma separação entre o corpo e a mente – ou alma – que, embora unidos, não se misturam. Aquilo que pensarmos ser a natureza do homem definirá o sentido, o propósito e a “consequência” de sua existência. Observando o comportamento do homem, podemos percebê-lo como: Animal, espiritual, social, individual, político, econômico, intelectual, sexual, etc. Disso depreendemos que o homem pode ser entendido como espécie, ou seja, como Ser coletivo e, após esse entendimento, estudado como indivíduo, com sua própria história e particularidades que o tornam único. O atributo que torna o homem diferente de todas as outras formas de vida com as quais compartilha este planeta é a consciência. Temos consciência de nossa existência e de nossa mortalidade. A consciência, embora individual, é absolutamente dependente da coletividade em sua estrutura funcional que, para interagir, encontrou meios muito eficientes de comunicação, sendo o principal a criação da linguagem. A linguagem torna a experiência individual passível de ser compartilhada, acrescentando mais e mais conhecimento aos indivíduos que a entendem. Isso originou a estrutura social que define o papel do homem na coletividade, determinando o comportamento que é e que não é aceitável. A partir daí entra o indivíduo que, embora social, tem sua própria maneira de entender o mundo e, muitas vezes, pensa e deseja viver uma vida bem diferente daquela “socialmente” aceita. Dentro de cada um de nós há uma divergência entre o que somos e o que precisamos ser para vivermos em sociedade. Essa divergência tem intensidade diferente para cada indivíduo. Para o biólogo Lorenz, o homem tem em si uma agressão inata contra sua própria espécie, pois carrega, assim como os outros animais, um impulso fisiológico desse comportamento. Embora consciente e social, tem um corpo animal ainda muito próximo dos primórdios de sua origem, muito vulnerável aos instintos sexual e de sobrevivência, arraigados em sua constituição. É possível que a percepção da divergência entre indivíduo e sociedade tenha levado Freud a estabelecer a ideia de que o bem-estar depende de uma relação harmoniosa entre o processo mental individual e realidade social em que se vive. Seu trabalho e intenção era harmonizar o indivíduo e o mundo utilizando técnicas que deram origem à psicanálise. Há muito para ser dito, mas o que escrevemos aqui basta, por enquanto, para provocar um impulso de reflexão e curiosidade sobre essa espécie tão incrível à qual pertencemos – a espécie Humana.
Influências da Lua

Há milênios o homem vem observando a Lua e tentando entender o mecanismo de suas fases. A Lua tem mais de um quarto do tamanho da Terra e cerca de um sexto de sua gravidade, portanto é bastante significativa como eterna companheira de nosso planeta. Junto com isso, o homem acabou observando a influência da Lua na natureza e em si próprio. Sabemos que a Lua apresenta quatro fases: nova, crescente, cheia e minguante. O que dizem os estudiosos a respeito de sua influência em nossas vidas? É perfeitamente perceptível, por todos nós, o efeito que o sol tem na natureza, principalmente quando observamos as mudanças climáticas e de luminosidade durante as quatro estações do ano. O ciclo todo dura um ano. O ciclo lunar dura pouco mais que 28 dias; é muito rápido quando comparado ao ciclo solar. Mas por que não poderia, também, respeitando as proporções, influenciar a natureza? Nesse caso a Lua influenciaria a natureza, num ciclo completo, em 28 dias, ao passo que o ciclo total do Sol acontece em 365 dias. Há vários efeitos físicos perceptíveis e estudados. Efeitos na intensidade das marés, sua influência no parto dos humanos e animais, sua influência na agricultura, na pesca, etc. Isso tudo já poderia, empiricamente, atestar a realidade dessa influência. Quando o homem tinha menos recurso tecnológico, precisava garantir a eficiência de sua agricultura, isso o levava a utilizar certos conhecimentos adquiridos em tempos muito distantes que, ainda, podem ser observados quando aplicados corretamente. Hoje temos muitas pessoas que praticam o “jardinar pela Lua”. Isso é muito antigo. Se embasa nos efeitos das fases da Lua sobre o fluxo de umidade do solo e das plantas. Pesquisadores afirmam que a Lua realmente tem influência na fertilidade, nutrição, nas emoções humanas, no crescimento do cabelo, sobre as massas sociais e coletividades, em interesse por negócios e finanças, no aumento e diminuição do volume corpóreo, na afinidade e desejos sexuais, na saúde e no sono. Observe por você mesmo e tente ter sua própria opinião. Vale a pena estudar a Lua, mesmo que por curiosidade.
Como gerar gratidão e manter uma mente serena?

Neste turbilhão social em que nossas vidas se encontram, ficamos imersos em nosso mundo, alienados do universo dos outros e vivendo um paradigma pessoal, muitas vezes inflexível, cheio de conceitos, conveniências e egoísmo. Há uma tendência mundial de nos sentirmos num campo de batalha, onde sobrevive o mais forte. Raramente paramos para observar alguém e tentar entender seu modo de lidar com a vida. Estamos perdendo nossa humanidade. Entre tantos fatores, a tecnologia contribui bastante para essa interação superficial, mediada por uma existência “virtual” e fria. Precisamos urgentemente mudar esse curso. Nada há de mais importante que o Ser humano. Todos buscamos sobreviver, ter conforto e felicidade. O problema é que como diminui, a cada dia, nossa interação mais pessoal, passamos frequentemente por cima dos interesses dos outros e, muitas vezes, sem nos darmos conta disso. Quando nos relacionamos, esperamos encontrar pessoas perfeitas, que preencham “pré-requisitos” fundamentais para o relacionamento, como se fôssemos mais importantes que a outra pessoa e esta tivesse a obrigação de nos servir. Essa é uma atitude que acontece em muitas situações da vida cotidiana. Isso pode, facilmente, ser constatado numa fila de banco, num estacionamento, no trânsito, em repartições públicas, etc., onde muitas pessoas tentam burlar as regras e passar na frente dos outros. Quando não conseguem, ficam visivelmente irritadas e com raiva. Achamos que nosso tempo é mais importante e, por isso, deve prevalecer sobre os demais. Já vi, muitas vezes, pessoas humildes esperando para falar com o gerente de seu banco que foram imediatamente preteridas com a chegada de um cliente mais “influente”. Tantas pequenas coisas vão se juntando que acabam minando a compaixão, a cordialidade, o respeito, o amor e vontade das pessoas em compartilhar e de tornar a vida social mais aconchegante. O efeito geral disso é a produção de uma pessoa automática, fria, desconfiada e impessoal. De modo geral nossas frustrações se refletem em nossa vida familiar. Tornamo-nos mais agressivos e imediatistas. Embora, num convívio de anos, tenhamos vivido momentos de grande alegria, ternura, amor, dedicação, amizade e compreensão, nos iramos quando algo ruim acontece, quando ouvimos algo de que não gostamos, quando nos sentimos contrariados ou, ainda, diante de uma “imperfeição” daqueles com quem convivemos. A partir daí, tendemos a nos lembrar apenas das coisas ruins, esquecendo tudo de bom que já aconteceu. Por quê? Provavelmente porque a coisa ruim deixa uma lesão inacabada, como uma ferida, que tem que se curar e, após fechada, pode deixar cicatriz. As coisas boas são armazenadas de modo mais sutil, ficam na memória, mas não são fonte frequente de estímulo, precisando, por isso, de maior concentração para serem lembradas. Há, também, o agravante do egoísmo. Somos importantes demais para sermos afrontados, quem são essas pessoas para irem contra nossos interesses? A falta de humildade e de identificação com o próximo são fatores muito fortes nesse mecanismo. Agora entramos no âmago da questão. Precisamos mudar nossos paradigmas e voltar a enxergar as pessoas como iguais. Quando isso é alcançado, desenvolvemos características nobres em nosso espírito. Nos tornamos compassivos e passamos a ver a dor dos outros como possível de ser nossa também. Quando vemos um idoso com dificuldade para andar na calçada, podemos nos reconhecer nele, nada há de inferior nessa pessoa, tudo é uma questão de tempo. Se vivermos bastante, chegaremos a esse estado. Também podemos adoecer, perder as pessoas de quem gostamos, perder status, perder a beleza, a juventude, nossos parceiros, etc. Não somos melhores que ninguém. A única vantagem que podemos ter é o reconhecimento dessa igualdade, nos tornando mais resignados diante da natureza inexorável da vida, que não tem preferidos. Com isso poderemos amar mais as pessoas e aproveitar cada momento bom, sem apego, reconhecendo que as coisas mudam. Se pensarmos assim, não teremos indiferença para com a dor das pessoas que cruzam nossas vidas. Sentiremos menos raiva e ganharemos uma consciência mais serena, dormindo em paz, num sono que não carrega o peso da revolta e do ódio, que minam nossa paz e saúde. Também, pelo reconhecimento de igualdade para com todas as pessoas, desenvolveremos a gratidão pelas coisas boas que delas recebemos. Mesmo para a coisa mais simples, pois exigiu um tempo da pessoa que nos ajudou. O tempo é nosso bem mais precioso. Quando o doamos ou o recebemos, estamos trocando o maior tesouro que temos. Nada melhor do que a gratidão para recompensar isso. Reflitam sobre esse tema. Tragam paz para suas vidas. Tentem adquirir o hábito de olhar as pessoas e, também, os animais, como seres dignos de seu respeito e atenção.