O que é o apêndice ileocecal?

Apêndice Ileocecal – definição! Os Seres humanos e os macacos são os únicos animais a possuir o apêndice ileocecal como estrutura, aparentemente, atrofiada. O apêndice mede entre 5 e 10 cm e está localizado no ceco – início do intestino grosso – terminado num fundo cego. Não temos certeza de sua função, porém, como apresenta tecido linfoide, possivelmente, atua como defesa nas infecções locais, ou, na infância, produz glóbulos brancos, de modo semelhante ao timo, sendo que este último desaparece no adulto. Em 2009 saíram artigos de pesquisa científica relatando que o apêndice possui bactérias, para nós inofensivas, mas capazes de nos defender de outras bactérias patogênicas ou, talvez, de participar do processo digestivo. É considerado um remanescente de nossa evolução. Pode, também, ser chamado de apêndice vermiforme, apêndice vermicular ou apêndice cecal. Nos coalas, por exemplo, é desenvolvido e tem função digestiva, processa o eucalipto, retirando energia da celulose, sendo parte indispensável de seu trato digestivo. No homem, quando retirado, aparentemente, não faz falta. Por motivos não muito claros, o apêndice pode infeccionar, principalmente quando obstruído. Embora mais comum nas crianças, adolescentes e adultos jovens, pode ocorrer em qualquer idade. Essa infecção é conhecida como apendicite. A apendicite causa dores no lado direito superior do abdome – algumas vezes até câimbras -, febre, náuseas, vômitos. Pode prender o intestino ou causar diarreia. É um quadro médico de urgência e deve ser operado, com a retirada imediata do apêndice. Infecções não tratadas podem causar a ruptura do apêndice, causando infecção grave no abdome, podendo levar à morte.

A Impermanência

Impermanência! Essa ideia pode ser de grande importância para nos libertar de muito sofrimento pelo qual passaremos pela vida. A impermanência é a real natureza do Universo. Tudo o que podemos observar ou trazer à nossa consciência, inclusive pensamentos, é, numa visão última, impermanente. Todas as coisas têm começo, meio e fim, não importa se um simples pensamento, o Sol, uma galáxia ou o universo inteiro. Essa é a característica inerente a tudo o que existe. Qual a importância disso? Simples: a maioria de nós está distraída e se esquece disso. Esse esquecimento é a causa da maioria de nossos sofrimentos. Pelo fato de atribuirmos uma existência imutável às coisas de que gostamos, sempre, acabamos por nos frustrar quando constatamos a mudança. Vejamos alguns exemplos: Somos jovens, bonitos, saudáveis e com firmeza em tudo que fazemos. Temos uma visão perfeita, agilidade e, de repente, nos percebemos envelhecendo, perdendo a vitalidade e a beleza. Nada podemos fazer a respeito, então sofremos. Tudo muda; se trouxermos esse conhecimento para nossa vida prática, poderemos viver bem melhor, aproveitando cada oportunidade que a vida nos oferece, sem querermos nos apossar deles ou desejar que durem para sempre, pois nós também não duraremos. Também mudamos em nossos pensamentos. Se analisarmos quem somos agora em comparação ao que éramos anos atrás, certamente notaremos que muito de nós já mudou. Mudamos nossas prioridades e objetivos, mudamos até a forma de encarar a vida. Essa é a natureza das coisas, precisamos compreender isso e entender que temos apenas o momento presente, que em segundos se torna passado. Busque apreciar sua vida e degustá-la no agora; o que passou já não mais existe, e o futuro é incerto. Com essa atitude estaremos mais perto da felicidade e menos apegados às coisas que, certamente, mudarão. Molde seu momento presente no presente. O melhor que você fizer agora terá como efeito um melhor que pode surgir no “possível” depois – que quando chegar se tornará outro agora. Pense nisso, tudo se transforma. Inclusive você. Como acha que estará em apenas 50 anos?

Tanatofobia – O que é?

Tanatofobia, o que é? É o nome que se dá ao medo da morte. Tanato – ou Tanatos – (morte), na mitologia grega, era o Deus que personificava a morte. Em Roma, era chamado Orcus. Segundo a mitologia, tinha um coração de ferro e os órgãos internos de bronze, era filho de Nix (a noite), e Érebo (a noite eterna do Hades). Tinha um irmão gémeo, Hipnos (o deus do sono). Aparecia como uma nuvem prateada ou um homem de olhos e cabelos prateados e habitava o reino dos mortos. Fobia é o nome que se dá a um pensamento extremo, na maioria das vezes irracional. Quando a fobia é muito intensa, pode causar episódios frequentes de sofrimento e angústia, algumas vezes, vários durante o dia, atrapalhado a vida do indivíduo. A pessoa com fobia pode ter medo de sair de casa e de se relacionar socialmente. A fobia pode causar súbitos ataques de pânico, fonte de sofrimento extremo para suas vítimas. O filósofo Jacques Choron descreveu três tipos de “medo da morte”: Medo do que sucede à morte (originada nas religiões – castigos, sentimento de culpa, solidão extrema, inferno, etc.); Medo do ato de morrer (sofrimento, fraqueza, dependência de terceiros – falta de controle sobre suas necessidades básicas -, vulnerabilidade, exposição, etc.); Medo do “deixar de ser ou existir” (É muito duro; caracteriza um conflito entre o “atual existir” e o “nada” após a morte, o não ser); Embora o medo seja necessário para a sobrevivência, em excesso pode se tornar uma doença. Mahatma Gandhi disse: “Quem venceu o medo da morte venceu todos os outros medos”. Osho disse: “O medo da morte, é o resultado de uma vida não-vivida”. Einstein disse: “O medo da morte é o mais injustificado de todos os medos, pois não há qualquer risco de acidente para quem está morto”. Embora Bertrand Russell tenha dito: “O medo da morte só se justifica na juventude”, muitos idosos vivem obcecados com medo de morrer. Por que tememos a morte? O medo da morte pode ter sua origem em eventos externos, traumas do passado, ou supervalorização de conceitos extremos sobre a morte. Embora aprendamos, na infância, sobre a inevitabilidade e imprevisibilidade da morte, algumas vezes esse aprendizado pode agravar as emoções do tanofóbico. Nas crises a pessoa tem atitudes irracionais, podendo ser um perigo para si mesma e/ou para os outros. O melhor meio de diagnóstico é quando a própria pessoa se considera tenofóbico. Deve-se, sempre, procurar apoio psicológico e médico. Há medicações para casos mais intensos, que podem melhorar a ansiedade e a angústia. Isso tudo vale para outras fobias. Pense nisso e, se necessário, procure ajuda.    

A terceira idade e a alimentação

Com o passar dos anos muitas mudanças ocorrem em nosso corpo. Para aqueles que vivem muito, o envelhecimento é inevitável. Sofremos alterações metabólicas e hormonais que exigem mais atenção com a saúde. Vários fatores contribuem para deficiências alimentares no idoso: a mastigação fica comprometida conforme se perdem os dentes; há, também, uma diminuição no paladar e olfato. Isso pode diminuir o prazer de comer; muitos idosos fazem uso de medicações, o que torna o processo digestivo mais lento e, algumas vezes, ineficaz; há uma maior tendência à obstipação intestinal – intestino preso -; algumas pessoas têm maior dificuldade na deglutição – engolir os alimentos -; alguns idosos desenvolvem demência, que interfere com a alimentação. Tudo isso pode dar início a um processo de desnutrição no idoso, algumas vezes imperceptível em sua fase inicial, que com o tempo pode debilitar bastante sua saúde de maneira geral. Esse processo pode causar anemia, perda de massa muscular, fraqueza, suscetibilidade para infecções, acentuar o envelhecimento, causar diminuição nas atividades mentais e até provocar a morte. Uma observação mais atenta ao estado geral do idoso pode ser muito útil para o diagnóstico precoce da desnutrição, possibilitando sua correção imediata. Alguns conselhos úteis: Tome líquidos – água, sucos naturais e infusões – com regularidade, mesmo que não esteja com sede. Os líquidos são, também, muito importantes para o bom funcionamento intestinal; Tente comer pequenas quantidades de alimentos a cada três horas. Isso é especialmente recomendado àqueles que perderam o paladar ou o prazer em se alimentar; Evitar consumir bebidas alcoólicas; Esforce-se para uma mastigação mais eficiente. Se não for possível, tente alterar a consistência dos alimentos, tornando-os mais moles ou pastosos; Tente fazer suas refeições em local de seu agrado; Evite alimentos industrializados; Se tiver condições, faça caminhadas regulares. Atividade física faz milagres com a saúde; Um cardápio colorido pode ser bastante atrativo aos olhos, e rico em nutrientes. Devemos comer alimentos ricos em ferro, como feijão, rúcula, agrião e carne vermelha. Se quiser aumentar a eficácia na absorção do ferro, inclua acerola, cenoura, laranja, kiwi – são alimentos ricos em vitamina C – isso ajuda a prevenir anemia. Leite e derivados, como queijo, ajudam no fornecimento de cálcio. Suplementos vitamínicos podem ser muito úteis, quando prescritos pelo médico. A combinação arroz e feijão é excelente, principalmente quando acompanhada de alimentos proteicos como queijo, carne, ovos, entre outros. Frutas, verduras e legumes fornecem muitos nutrientes importantes, além de fornecerem as fibras, tão necessárias ao bom funcionamento intestinal. Atenção à alimentação. Qualquer dúvida, procurar um médico clínico e um nutricionista.

HIV – O que saber?

HIV é uma sigla em inglês para o vírus da imunodeficiência humana. Esse vírus é o causador da AIDS (também sigla em Inglês), que em Português chamamos SIDA – síndrome da imunodeficiência adquirida. Tem esse nome por agredir o sistema imunológico da pessoa infectada, diminuindo, paulatinamente, a defesa do organismo contra doenças. As células de defesa mais atingidas pelo vírus da SIDA são os Linfócitos T CD4. O vírus precisa utilizar uma célula para se reproduzir. O processo se inicia após sua entrada no linfócito onde, alterando o DNA celular, produz muitas cópias de si mesmo. Num certo momento rompem a célula e saem. Livres na circulação, logo encontram outros linfócitos e reiniciam o ciclo.  Após o contágio, o sistema imunológico começa a ser atacado. É a primeira fase, à qual chamamos “fase da infecção aguda”. Essa é, também, a fase de incubação do HIV. Esse período varia de 3 a 6 semanas. O organismo demora entre 30 a 60 dias, após o contágio, para produzir anticorpos anti-HIV. Os sintomas dessa fase são muito parecidos com os de uma gripe comum, como febre, mal-estar, dores no corpo. Essa semelhança faz com que a maioria dos casos passem despercebidos. Na próxima fase se inicia uma grande interação entre nossas células de defesa e os vírus. Devido às constantes e rápidas mutações virais, nosso sistema imunológico não consegue desenvolver defesa adequada contra o agente agressor, que passa a viver em nosso organismo, de um modo relativamente equilibrado, se replicando, amadurecendo e morrendo. Nesse período, a agressão viral ainda não é forte o suficiente para propiciar o desenvolvimento de outras doenças, sendo, por isso, chamado de fase assintomática. A duração dessa fase pode variar de alguns meses a muitos anos, dependendo da resistência imunológica do indivíduo afetado. Conforme o tempo vai passando, nossas células de defesa começam a perder a eficiência e vão sendo, lentamente, destruídas. Com isso, infecções comuns começam a aparecer dando início à doença propriamente dita – SIDA. Os linfócitos T CD4 começam a diminuir e com isso surgem infecções que se aproveitam dessa falha de nossa defesa, as chamadas infecções oportunistas. Os sintomas mais comuns nessa fase são: febre frequente, sudorese noturna, diarreia e perda de peso. A contagem de linfócitos CD4, que em adultos saudáveis, existem entre 800 a 1.200 unidades por milímetro cúbico de sangue, podem cair abaixo de 200 unidades por milímetro cúbico de sangue no indivíduo doente, em estágios mais avançados. A maioria dos que chegam a essa fase, ou não procurou um tratamento médico, ou não o seguiu corretamente. Essas pessoas ficarão suscetíveis a infecções mais graves como: tuberculose, hepatites virais, pneumonia, toxoplasmose, infecções por fungos, como candidíase e, até, alguns tipos de câncer. O HIV, vírus da imunodeficiência humana, está presente: No sangue; No sêmen (esperma); Na secreção vaginal; No leite materno. Formas de transmissão do HIV: Sexo sem camisinha – seja ele vaginal, oral ou anal; Da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação; Uso da mesma seringa e/ou agulha contaminada por mais de uma pessoa; Transfusão de sangue contaminado; Instrumentos que furam ou cortam, como material cirúrgico, material de manicures, instrumental odontológico, entre outros, não esterilizados. Como evitar a doença? Usar camisinha em todas as relações sexuais; Não compartilhar seringa, agulha e outro objeto perfurante ou cortante com ninguém; Hoje já não temos mais grupo de risco, mas comportamento de risco, aquele que pode ocasionar a infecção pelo HIV.  São considerados comportamentos de risco: Relação sexual (homo ou heterossexual) com pessoa infectada, sem o uso de preservativos; Uso conjunto de seringas e agulhas, para qualquer fim; Reutilização de objetos cortantes ou perfurantes contaminados com sangue, secreções ou fluidos de pessoa infectada com HIV.  Se você estiver preocupado, ou tem alguma dúvida sobre o contágio, pode procurar os postos de saúde de seu município. Há o teste rápido, assim como profissionais altamente preparados para seu acolhimento e orientação, além de garantia de sigilo.  O tratamento, no momento certo, pode garantir uma sobrevida por tempo indeterminado, sem complicações, em que o paciente leva uma vida completamente normal. São gratuitos, de última geração e muito eficientes. Proteja a si mesmo e aos outros, seja responsável. A saúde é nosso maior tesouro.

A arte na Grécia Antiga

  A arte grega, eterna referência para o mundo, chegou à perfeição – ao que chamamos esplendor –  em meados do século VIII antes de cristo O mundo ocidental deve grande parte de sua cultura artística aos gregos que, com seu teatro – dramaturgia e comédia –, e artes – música, escultura, cerâmica, pintura, arquitetura, poesia e oratória -, influenciaram e inspiraram artistas de todos os tempos. As fases que receberam maior influência foram o Renascimento e o Neoclassicismo. Muitos artistas ainda são conhecidos, pois ganharam a imortalidade pelo seu talento. Na arquitetura, destacamos, Ictínio e Calícrates, responsáveis por inúmeras construções, sendo o Partenon a mais famosa. A pintura grega se perpetuou principalmente através de vasos e murais. Na arte dos murais, muitos artistas se destacaram. Dos murais que ainda podemos ver nos dias de hoje, o que mais nos impressiona é o da tumba de Paestum, realizado na Itália por um artista desconhecido. Nessa arte destacamos: Apeles – considerado o maior dos pintores da Grécia antiga -, Polignoto, Mícon, Panaios, Agatarcos, Apolodoro, Zeuxis, Parrásios e Demétrios. Da escultura, cuja função principal era adornar e complementar as obras arquitetônicas, podemos dizer que o objetivo dos artistas era atingir a perfeição dos deuses. Nessa arte citamos Fídias, escultor da estátua da deusa Atena e dos relevos do Partenon, e Míron, escultor que ficou famoso pela criação da estátua do Discóbolo. Poderíamos, ainda, citar Praxiteles, entre muitos outros.   O teatro, muito apreciado na Grécia, abordava temas de grande profundidade emocional, através de tragédias e comédias. As peças eram apresentadas em arenas com excelente acústica. Alguns escritores são conhecidos até os dias atuais, como: Ésquilo, considerado o “pai da tragédia”, autor de Prometeu acorrentado, Os persas e Os Sete contra Tebas; Sófocles, respeitado como o mais importante teatrólogo grego; escreveu Édipo rei, Electra e Antígona, entre outras; Eurípedes, autor de Medeia, As troianas e As bacantes; Aristófanes, satírico autor de: As nuvens, As rãs e As vespas.   Na literatura, tivemos grandes escritores como Homero, que escreveu a Odisseia; Hesíodo, que escreveu Teogonia; entre outros.   Busquem conhecer mais a respeito. Conhecerão mais sobre a beleza, riqueza e criatividade, atemporais, da natureza humana.

Eutanásia

Pode o homem, em situações especiais de sofrimento e dor, decidir se deve ou não continuar vivendo? Essa questão, extremamente polêmica, merece uma avaliação. O termo eutanásia tem sua origem etimológica no grego, eu + thanatos, literalmente traduzido como “boa morte” ou “morte indolor”. A eutanásia pode ser definida como a ação de trazer a um paciente terminal – sem condições de recuperação – ou portador de uma doença incurável que lhe cause constante sofrimento, uma morte rápida, tranquila e indolor. Essa prática pode ser dividida em duas modalidades de ação: eutanásia ativa e eutanásia passiva, sendo esta última também chamada de ortotanásia. Eutanásia ativa é aquela em que há participação de terceiro que, intencionalmente, por meios artificiais, tira a vida do paciente. Eutanásia passiva ou ortotanásia, é aquela em que não se realizam procedimentos de ressuscitação ou ações cujo único fim sejam prolongar a vida, como usar medicamentos ou máquinas de suporte vital que, momentaneamente, evitam a morte sem consistirem, propriamente, em tratamento ou meio para se reduzir o sofrimento do paciente. Muitos países têm leis sobre isso. No Brasil a eutanásia é considerada crime de homicídio. Por ser um grande tabu, algumas vezes chamada de suicídio assistido, não temos, em nosso pais, muita literatura com esse tema. Aqueles que defendem a “boa morte” – como é chamada a ortotanásia – não a consideram um ato suicida, pois defendem a morte com dignidade, isto é, acham que se deve permitir que doentes terminais, com doenças incuráveis e que desejem, conscientemente, terminar seu sofrimento, possam morrer dignamente, interrompendo o uso de medicações e evitando aparelhos que atuam como suporte de vida. Uma morte natural, como aquela de séculos atrás, quando ainda não existiam remédios e nem essa enorme parafernália tecnológica. O assunto é muito mais antigo do que se pensa. Está presente na história humana há milênios. A maioria dos debates sobre o assunto reúne membros de organizações religiosas, profissionais da saúde e aqueles que lutam pela sua legalização, defendendo o direito da escolha individual, independente de crença religiosa ou de conceitos morais, em que o doente possa, se desejar, evitar a dor desnecessária durante o curso letal de sua doença. Em alguns países como a Holanda e a Bélgica, a eutanásia é um direito legal para enfermos terminais ou portadores de doenças incuráveis, que são causas de sofrimento físico e emocional, tanto para o doente quanto para seus familiares. Outros países permitem a eutanásia se o paciente fizer um requerimento legal solicitando que não se façam manobras de ressuscitação no caso de morte. A eutanásia tem que ser um ato de vontade própria e individual do doente, expresso quando ainda em estado de plena consciência, deixando claro se deseja terminar seu sofrimento em vida ou continuar lutando. Pense a respeito. Se fosse você, numa situação de doença terminal com grande sofrimento, sem esperança de cura, que destino escolheria? E se fosse alguém a quem você ama muito, nessas condições terminais, implorando para que se coloque um fim ao seu sofrimento – O que você acharia certo?

A imprudência no trânsito

Há muitos anos, quando o carro foi inventado, somente pessoas ricas podiam comprar um. Houve um verdadeiro furor, pois além de facilitar a vida da pessoa, era causa de status social. Com o passar dos anos, os carros foram se tornando cada vez mais populares e mudaram a face do planeta. Milhões de quilômetros de estradas foram construídos no mundo, mudando sua paisagem. Hoje, praticamente, qualquer pessoa pode ter um carro. Há carros para todos os gostos e bolsos. Dirigir é um hobby ou necessidades para uns, e profissão para outros. Exige concentração, bons reflexos, habilidade, tranquilidade – não deve ser um ato que provoque tensão -, e conhecimento das regras de trânsito. O grande número de automóveis torna o respeito às regras de trânsito, vigentes no mundo, imprescindível à segurança das pessoas, não só para as de dentro dos carros, como também para as de fora deles – pedestres. Como dito acima, para que o motorista mantenha os atributos necessários à boa condução do veículo, precisa evitar medicações que diminuem os reflexos, como soníferos, calmantes, certas drogas psiquiátricas e alguns relaxantes musculares; precisa evitar consumir drogas, tanto lícitas, como álcool, quanto ilícitas, como a maconha, craque entre outras; precisa ter autocontrole, isto é, não perder a paciência com qualquer coisa, criando brigas e incidentes que poderiam ser facilmente evitados com um pouco de tolerância. Não se esqueça de que o motorista dirige por si mesmo e pelos outros. Isso quer dizer que a atenção pode ser muito útil quando, além de dirigir com responsabilidade, é, também, direcionada ao que os outros motoristas estão fazendo perto de nós. Pensem nisso, pois disso pode depender nossa vida e a vida de outras pessoas inocentes que, como nós, também desejam viver suas vidas com saúde e tranquilidade.

O amor e respeito aos animais

A grande maioria das pessoas ama animais de estimação, como cães, gatos, vacas, cavalos, aves, porquinhos, peixes, ratos, répteis, aracnídeos, anfíbios…. Tenho uma amiga que amava uma galinha. A galinha se chamava Maricota e era levada para todo lugar onde ia, até para o quarto de dormir. Os animais podem ser, realmente, muito encantadores e estimular o melhor que temos em nossos corações. A princípio – talvez mais de 40.000 anos atrás, -, após o homem passar de presa para predador, passou a domesticar animais, mais por sua força bruta, como fonte de alimentos e proteção do que por ligação emocional. Com o passar do tempo, o vínculo com essas criaturas foi-se tornando mais sutil. Passamos a entendê-los melhor, e a amá-los. Criamos até um Serviço de medicina para eles, a Veterinária. Os gatos, cachorros e aves vêm acompanhando o homem há milênios. Foram extremamente importantes para nossa subsistência e motivo de muitas alegrias. No Egito, os gatos, além de serem muito úteis como predadores de pragas, eram também venerados. Aí, também, as aves foram domesticadas, principalmente por sua beleza e canto. Hoje em dia temos um número cada vez maior de admiradores de animais de estimação, chamados Pet, responsáveis por uma enorme indústria de alimentos e artefatos específicos para nossos bichinhos. Há até boutiques para eles. Mas o mais importante disso tudo é a troca de amor entre nós e nossos animaizinhos queridos. A ligação pode ser profunda, a ponto de gerar uma sensação de utilidade para as pessoas, preencher vazios emocionais e até curar doenças. Há clínicas de idosos que utilizam animais para aliviar a solidão e alegrar seus clientes. Os animais de estimação podem melhorar o humor, prevenir doenças – até hipertensão arterial – e aumentar a expectativa de vida dos seus donos. Quem nunca ouviu falar de incríveis cães guias, atenciosos e dedicados aos seus donos cegos? Há um trabalho muito sério para a integração psicossocial de pessoas com deficiência ou necessidades especiais, feito com cavalos, chamado Equoterapia. Após considerar tudo isso, vemos que os animais devem ser respeitados e amados, pois lhes devemos muito mais do que a maioria das pessoas imaginam.

Ascaridíase

Também conhecida como lombriga, a ascaridíase é uma verminose causada por um parasita chamado Ascaris lumbricoides. É uma verminose intestinal humana extremamente comum no mundo todo. Sua contaminação ocorre com a ingestão de alimentos infectados com ovos do parasita, com mãos sujas de terra contaminada com ovos, assim como com água contaminada. Já que o único reservatório do parasita é o homem, as fezes humanas são as responsáveis pela contaminação. Quando os ovos encontram um meio favorável, podem se tornar aptos à contaminação por vários anos. A ascaridíase não costuma causar muitos sintomas, entretanto, devido ao ciclo de vida do parasita, pode causar dor de barriga, diarreia, náuseas, falta de apetite. Como passam, também, pelos pulmões, as larvas podem contaminar as vias respiratórias, fazendo o indivíduo apresentar tosse, catarro com sangue ou crise de asma. Se ocorrer um grande número desses vermes, pode haver quadro de obstrução intestinal – entope o intestino da pessoa infestada. Também há casos de larvas que entopem o canalzinho que leva o suco biliar ao intestino, chamado colédoco, causando icterícia – a pessoa fica amarela como um canarinho. Em seu ciclo, as larvas saem dos ovos no intestino delgado, penetram a mucosa e, através da circulação venosa, alcançam o fígado e os pulmões. Dos pulmões alcançam a árvore brônquica. As secreções respiratórias, contaminadas com larvas, sobem à boca durante episódios de tosse ou de pigarros, são deglutidas e atingem o intestino, onde crescem, chegando ao tamanho adulto. As fêmeas podem chegar a medir 40 centímetros, os machos são menores. O diagnóstico é feito, algumas vezes, pela observação direta dos vermes, que podem sair com a evacuação, ou por exame de fezes, onde se encontram os ovos do parasita. O tratamento é por remédios específicos, capazes de erradicar a larva do organismo humano, todos por via oral.