Nós somos o que pensamos

Nós somos o que pensamos

       Essa é uma afirmação extremamente verdadeira. Há um significado profundo nessas palavras, que pode, se compreendido, nos libertar da prisão que nos impomos.

       O que pensamos de nós mesmos é exatamente o que nos torna quem somos. Nossas crenças, opiniões, critérios morais, padrões, delimitam o campo do universo no qual existimos. Também determinam a extensão de nosso poder. A isso chamamos paradigma.

       Vamos ver como isso funciona: imagine que você se inscreveu para ser representante de vendas de um produto de estética e é selecionado para uma entrevista. Quando chega ao local marcado, encontra muitos outros candidatos. Pessoas bem vestidas, falantes, que o impressionam bastante. Então você se vê inferior, perde a coragem e desiste. Atitudes assim delimitam quase tudo na vida, desde a possibilidade de estudar algo “difícil”, até conquistas amorosas. Isso é a ação do “paradigma” que você tem como seu modelo universal. Quem garante que você não é a pessoa certa para o que pretende? Por que você acredita que seu entrevistador não gostará de você? Simples! Porque está limitado às possibilidades estabelecidas por você mesmo.

       Ninguém é melhor que ninguém. Todos somos iguais e podemos, se nos empenharmos, conseguir tudo o que queremos. Essa é uma informação muito importante, pois também estabelece a igualdade de direitos e a igualdade humana que, se reconhecida, nos torna pessoas melhores e mais compassivas, já que nos vemos iguais aos outros e nos identificamos com suas alegrias e tristezas.

       É libertador quando percebemos que, apesar de efêmera, a vida nos permite grandes emoções!

       Procure pensar o melhor de si mesmo e dos outros. Tente cuidar de sua vida, buscando realizações e alegrias, sem incomodar o próximo. Use suas palavras para semear alegria, concórdia e esperança. Entenda que todos querem ser felizes e que erramos com frequência porque ignoramos o modo certo de agir. A maioria de nós não é má, mas causa o mal por ganância ou medo.

       Tente ver a vida como um laboratório de aprendizagem, onde todos estão iludidos com sonhos inconsistentes, que se tornam sem sentido quando nos defrontamos com a doença ou com a morte.

       Acerte seu pensamento, quebrando paradigmas que o tornam inferior. Entenda que você pode tudo, inclusive amar e ser amado por seu próximo. Busque melhorar sua cultura, seus talentos, suas palavras. Assim poderá aproveitar com mais intensidade essa vida curta que temos.

Como disse Sêneca: “Importa mais o que você pensa sobre si mesmo do que o que os outros pensam de você”.

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