Como devemos proceder para sermos eloquentes e persuasivos?

Na Grécia antiga, saber se comunicar com clareza era algo extremamente incentivado e apreciado. Retórica é o nome dado à técnica/arte de falar bem; palavra derivada do grego “rhetorike”.
O grande pensador grego Aristóteles chegou a escrever sobre isso.
Muitas pessoas têm grande dificuldade para falar em público ou, até, para pessoas próximas. Isso se dá por uma série de causas. Timidez pode ser uma delas, mas não é, certamente, o motivo principal. Há outros bem mais importantes, que podem ser resolvidos pelo esforço e empenho pessoal. Um deles é a incompreensão ou pouco conhecimento da Língua; outro é a falta de treino em raciocínio lógico. Antigamente isso tudo era ensinado para o estudante numa tríade de Artes Liberais: A Retórica, A Lógica e A Gramática. Conforme se especializavam nesses assuntos, se tornavam mais eloquentes e mestres em Dialética – arte de debater assuntos e de persuadir. O conhecimento claro da Língua aumenta a capacidade mental do orador, pois lhe acresce recursos verbais, enriquecendo sua comunicação.
Além do que já foi escrito acima, há a necessidade de que o orador tenha conhecimento e compreensão plenos do assunto a ser abordado. Acreditar na ideia que defende tornará o orador muito mais eficiente.
Como curiosidade, vamos teorizar, levemente, o modo pelo qual podemos planejar um bom discurso.
De um modo geral, a Retórica divide o discurso em cinco partes:
• Invenção: o conjunto de todos os princípios a serem abordados, relacionados com o conteúdo;
• Disposição: que deve corresponder à estrutura da forma do conteúdo;
• Elocução: expressão do conteúdo de acordo com o estilo adequado ao tipo de assunto abordado;
• Fixação: corresponde à memorização do assunto a ser abordado;
• Ação: é a ação, propriamente dita, de falar, de proferir o discurso, expondo a ideia em questão.

Aí estão algumas curiosidades sobre a arte e dedicação daqueles que gostam de uma perfeita comunicação.