Eutanásia

Pode o homem, em situações especiais de sofrimento e dor, decidir se deve ou não continuar vivendo? Essa questão, extremamente polêmica, merece uma avaliação. O termo eutanásia tem sua origem etimológica no grego, eu + thanatos, literalmente traduzido como “boa morte” ou “morte indolor”. A eutanásia pode ser definida como a ação de trazer a um paciente terminal – sem condições de recuperação – ou portador de uma doença incurável que lhe cause constante sofrimento, uma morte rápida, tranquila e indolor. Essa prática pode ser dividida em duas modalidades de ação: eutanásia ativa e eutanásia passiva, sendo esta última também chamada de ortotanásia. Eutanásia ativa é aquela em que há participação de terceiro que, intencionalmente, por meios artificiais, tira a vida do paciente. Eutanásia passiva ou ortotanásia, é aquela em que não se realizam procedimentos de ressuscitação ou ações cujo único fim sejam prolongar a vida, como usar medicamentos ou máquinas de suporte vital que, momentaneamente, evitam a morte sem consistirem, propriamente, em tratamento ou meio para se reduzir o sofrimento do paciente. Muitos países têm leis sobre isso. No Brasil a eutanásia é considerada crime de homicídio. Por ser um grande tabu, algumas vezes chamada de suicídio assistido, não temos, em nosso pais, muita literatura com esse tema. Aqueles que defendem a “boa morte” – como é chamada a ortotanásia – não a consideram um ato suicida, pois defendem a morte com dignidade, isto é, acham que se deve permitir que doentes terminais, com doenças incuráveis e que desejem, conscientemente, terminar seu sofrimento, possam morrer dignamente, interrompendo o uso de medicações e evitando aparelhos que atuam como suporte de vida. Uma morte natural, como aquela de séculos atrás, quando ainda não existiam remédios e nem essa enorme parafernália tecnológica. O assunto é muito mais antigo do que se pensa. Está presente na história humana há milênios. A maioria dos debates sobre o assunto reúne membros de organizações religiosas, profissionais da saúde e aqueles que lutam pela sua legalização, defendendo o direito da escolha individual, independente de crença religiosa ou de conceitos morais, em que o doente possa, se desejar, evitar a dor desnecessária durante o curso letal de sua doença. Em alguns países como a Holanda e a Bélgica, a eutanásia é um direito legal para enfermos terminais ou portadores de doenças incuráveis, que são causas de sofrimento físico e emocional, tanto para o doente quanto para seus familiares. Outros países permitem a eutanásia se o paciente fizer um requerimento legal solicitando que não se façam manobras de ressuscitação no caso de morte. A eutanásia tem que ser um ato de vontade própria e individual do doente, expresso quando ainda em estado de plena consciência, deixando claro se deseja terminar seu sofrimento em vida ou continuar lutando. Pense a respeito. Se fosse você, numa situação de doença terminal com grande sofrimento, sem esperança de cura, que destino escolheria? E se fosse alguém a quem você ama muito, nessas condições terminais, implorando para que se coloque um fim ao seu sofrimento – O que você acharia certo?

A imprudência no trânsito

Há muitos anos, quando o carro foi inventado, somente pessoas ricas podiam comprar um. Houve um verdadeiro furor, pois além de facilitar a vida da pessoa, era causa de status social. Com o passar dos anos, os carros foram se tornando cada vez mais populares e mudaram a face do planeta. Milhões de quilômetros de estradas foram construídos no mundo, mudando sua paisagem. Hoje, praticamente, qualquer pessoa pode ter um carro. Há carros para todos os gostos e bolsos. Dirigir é um hobby ou necessidades para uns, e profissão para outros. Exige concentração, bons reflexos, habilidade, tranquilidade – não deve ser um ato que provoque tensão -, e conhecimento das regras de trânsito. O grande número de automóveis torna o respeito às regras de trânsito, vigentes no mundo, imprescindível à segurança das pessoas, não só para as de dentro dos carros, como também para as de fora deles – pedestres. Como dito acima, para que o motorista mantenha os atributos necessários à boa condução do veículo, precisa evitar medicações que diminuem os reflexos, como soníferos, calmantes, certas drogas psiquiátricas e alguns relaxantes musculares; precisa evitar consumir drogas, tanto lícitas, como álcool, quanto ilícitas, como a maconha, craque entre outras; precisa ter autocontrole, isto é, não perder a paciência com qualquer coisa, criando brigas e incidentes que poderiam ser facilmente evitados com um pouco de tolerância. Não se esqueça de que o motorista dirige por si mesmo e pelos outros. Isso quer dizer que a atenção pode ser muito útil quando, além de dirigir com responsabilidade, é, também, direcionada ao que os outros motoristas estão fazendo perto de nós. Pensem nisso, pois disso pode depender nossa vida e a vida de outras pessoas inocentes que, como nós, também desejam viver suas vidas com saúde e tranquilidade.

O amor e respeito aos animais

A grande maioria das pessoas ama animais de estimação, como cães, gatos, vacas, cavalos, aves, porquinhos, peixes, ratos, répteis, aracnídeos, anfíbios…. Tenho uma amiga que amava uma galinha. A galinha se chamava Maricota e era levada para todo lugar onde ia, até para o quarto de dormir. Os animais podem ser, realmente, muito encantadores e estimular o melhor que temos em nossos corações. A princípio – talvez mais de 40.000 anos atrás, -, após o homem passar de presa para predador, passou a domesticar animais, mais por sua força bruta, como fonte de alimentos e proteção do que por ligação emocional. Com o passar do tempo, o vínculo com essas criaturas foi-se tornando mais sutil. Passamos a entendê-los melhor, e a amá-los. Criamos até um Serviço de medicina para eles, a Veterinária. Os gatos, cachorros e aves vêm acompanhando o homem há milênios. Foram extremamente importantes para nossa subsistência e motivo de muitas alegrias. No Egito, os gatos, além de serem muito úteis como predadores de pragas, eram também venerados. Aí, também, as aves foram domesticadas, principalmente por sua beleza e canto. Hoje em dia temos um número cada vez maior de admiradores de animais de estimação, chamados Pet, responsáveis por uma enorme indústria de alimentos e artefatos específicos para nossos bichinhos. Há até boutiques para eles. Mas o mais importante disso tudo é a troca de amor entre nós e nossos animaizinhos queridos. A ligação pode ser profunda, a ponto de gerar uma sensação de utilidade para as pessoas, preencher vazios emocionais e até curar doenças. Há clínicas de idosos que utilizam animais para aliviar a solidão e alegrar seus clientes. Os animais de estimação podem melhorar o humor, prevenir doenças – até hipertensão arterial – e aumentar a expectativa de vida dos seus donos. Quem nunca ouviu falar de incríveis cães guias, atenciosos e dedicados aos seus donos cegos? Há um trabalho muito sério para a integração psicossocial de pessoas com deficiência ou necessidades especiais, feito com cavalos, chamado Equoterapia. Após considerar tudo isso, vemos que os animais devem ser respeitados e amados, pois lhes devemos muito mais do que a maioria das pessoas imaginam.

Ascaridíase

Também conhecida como lombriga, a ascaridíase é uma verminose causada por um parasita chamado Ascaris lumbricoides. É uma verminose intestinal humana extremamente comum no mundo todo. Sua contaminação ocorre com a ingestão de alimentos infectados com ovos do parasita, com mãos sujas de terra contaminada com ovos, assim como com água contaminada. Já que o único reservatório do parasita é o homem, as fezes humanas são as responsáveis pela contaminação. Quando os ovos encontram um meio favorável, podem se tornar aptos à contaminação por vários anos. A ascaridíase não costuma causar muitos sintomas, entretanto, devido ao ciclo de vida do parasita, pode causar dor de barriga, diarreia, náuseas, falta de apetite. Como passam, também, pelos pulmões, as larvas podem contaminar as vias respiratórias, fazendo o indivíduo apresentar tosse, catarro com sangue ou crise de asma. Se ocorrer um grande número desses vermes, pode haver quadro de obstrução intestinal – entope o intestino da pessoa infestada. Também há casos de larvas que entopem o canalzinho que leva o suco biliar ao intestino, chamado colédoco, causando icterícia – a pessoa fica amarela como um canarinho. Em seu ciclo, as larvas saem dos ovos no intestino delgado, penetram a mucosa e, através da circulação venosa, alcançam o fígado e os pulmões. Dos pulmões alcançam a árvore brônquica. As secreções respiratórias, contaminadas com larvas, sobem à boca durante episódios de tosse ou de pigarros, são deglutidas e atingem o intestino, onde crescem, chegando ao tamanho adulto. As fêmeas podem chegar a medir 40 centímetros, os machos são menores. O diagnóstico é feito, algumas vezes, pela observação direta dos vermes, que podem sair com a evacuação, ou por exame de fezes, onde se encontram os ovos do parasita. O tratamento é por remédios específicos, capazes de erradicar a larva do organismo humano, todos por via oral.

Como devemos proceder para sermos eloquentes e persuasivos?

Na Grécia antiga, saber se comunicar com clareza era algo extremamente incentivado e apreciado. Retórica é o nome dado à técnica/arte de falar bem; palavra derivada do grego “rhetorike”. O grande pensador grego Aristóteles chegou a escrever sobre isso. Muitas pessoas têm grande dificuldade para falar em público ou, até, para pessoas próximas. Isso se dá por uma série de causas. Timidez pode ser uma delas, mas não é, certamente, o motivo principal. Há outros bem mais importantes, que podem ser resolvidos pelo esforço e empenho pessoal. Um deles é a incompreensão ou pouco conhecimento da Língua; outro é a falta de treino em raciocínio lógico. Antigamente isso tudo era ensinado para o estudante numa tríade de Artes Liberais: A Retórica, A Lógica e A Gramática. Conforme se especializavam nesses assuntos, se tornavam mais eloquentes e mestres em Dialética – arte de debater assuntos e de persuadir. O conhecimento claro da Língua aumenta a capacidade mental do orador, pois lhe acresce recursos verbais, enriquecendo sua comunicação. Além do que já foi escrito acima, há a necessidade de que o orador tenha conhecimento e compreensão plenos do assunto a ser abordado. Acreditar na ideia que defende tornará o orador muito mais eficiente. Como curiosidade, vamos teorizar, levemente, o modo pelo qual podemos planejar um bom discurso. De um modo geral, a Retórica divide o discurso em cinco partes: • Invenção: o conjunto de todos os princípios a serem abordados, relacionados com o conteúdo; • Disposição: que deve corresponder à estrutura da forma do conteúdo; • Elocução: expressão do conteúdo de acordo com o estilo adequado ao tipo de assunto abordado; • Fixação: corresponde à memorização do assunto a ser abordado; • Ação: é a ação, propriamente dita, de falar, de proferir o discurso, expondo a ideia em questão. Aí estão algumas curiosidades sobre a arte e dedicação daqueles que gostam de uma perfeita comunicação.

A importância do sono

Dormir bem é indispensável para se manter a saúde física e mental estáveis. Nós, humanos, dormimos, aproximadamente, 1/3 de nossas vidas. Podemos dizer que um homem de 30 anos dormiu 10 anos! Por que precisamos dormir? Quando dormimos, relaxamos nosso corpo e cérebro, de um modo bem mais completo que no repouso. Não poderíamos conseguir esse relaxamento, sem dormir, mesmo que ficássemos sentado ou deitados, imóveis, por horas. Durante o sono há uma redução do metabolismo. Acalmamos e relaxamos o trabalho do nosso coração – diminuindo a frequência de suas contrações –, e assim, baixamos a pressão arterial. Dormindo, relaxamos profundamente nossos músculos, e descansamos. É, também, durante o sono que acontece um “reabastecimento” cerebral de neurotransmissores necessários para manter nossa capacidade de interagir, de concentração e de manter o humor. A necessidade de sono varia com a idade. Um bebê pode necessitar de até 20 horas de sono por dia. Para uma criança de 4 anos, umas 12 horas são o suficiente, uma criança de 10 anos precisa de cerca de 10 horas. Para o homem adulto, a média fica entre 7 e 9 horas de sono diárias, mas isso pode variar. O modo como nos sentimos ao nos levantar vai dizer se estamos dormindo o suficiente. Há distúrbios do sono onde a pessoa dorme demais ou não tem controle do sono, como a narcolepsia, que causa um sono “irresistível”, algumas vezes, até colocando a vida da pessoa em perigo. E distúrbios nos quais a pessoa tem dificuldade para dormir, como a insônia. Casos assim, certamente, necessitam de acompanhamento médico. Alguns conselhos para uma boa noite de sono: • Pratique exercícios, como caminhar e, se tiver disposição, exercícios mais intensos, compatíveis com seu estado de saúde; • Combata a obesidade e o sedentarismo; • Evite o consumo de bebidas estimulantes, como cafeína, entre outros, a partir do período da tarde; • Se é fumante, evite fumar à noite; • Evite bebidas alcoólicas, principalmente à noite, pois tiram o equilíbrio normal do cérebro; • Crie uma rotina de sono, com hora para deitar e para se levantar. Isso pode ajudar bastante.

A importância do uso do filtro solar

O verão está chegando, e isso aumenta a intensidade da luz do sol. Mesmo locais cobertos, quando abertos, com muitas janelas, ou artificialmente iluminados, não podem nos proteger da exposição aos raios ultravioleta. Os raios ultravioleta são originados no Sol, em lâmpadas de mercúrio e fluorescentes. São assim chamados por estarem num espectro radioativo acima da luz violeta, a última cor percebida pelo olho humano. Há vários tipos, mas os dois mais prejudiciais à pele humana, que conseguem chegar à superfície da terra, são o UV-A e o UV-B. Ambas as radiações são igualmente nocivas. A radiação ultravioleta A (UV-A) obrigou a indústria farmacêutica a dotar os filtros solares de PPD (Persistent Pigment Darkening); e a radiação ultravioleta B (UV-B), a obrigou a dotar os filtros solares de FPS (fator de proteção solar), que representa seu grau de proteção. A exposição constante a esses raios pode causar desde queimaduras até câncer de pele. Precisamos nos proteger. Roupas, como camisas de mangas compridas, calças e sapatos já são de grande valia, mas sobram, ainda, o pescoço, o colo, a face, as mãos e, para os calvos, o couro cabeludo. Um chapéu de aba pode ser muito útil, mas não pode ser usado o tempo todo. A tecnologia farmacêutica avançou tremendamente, inclusive no campo da indústria cosmética. A invenção do filtro solar acabou se tornando um meio de extrema importância para a preservação da saúde da pele. Como explicado acima, sofremos lesões tanto pelos UV-A quanto pelos UV-B, portanto o FPS – acima de 30 -, e o PPD, devem estar presentes no filtro solar a ser escolhido. Algumas coisas a saber sobre o filtro solar: • Retarda o envelhecimento; • Deve ser aplicado mesmo em dias sem sol ou em ambientes fechados; • Deve ser aplicado várias vezes ao dia; • A eficiência máxima do FPS é de 30; • Não são a prova d’água, e se diluem quando passados em pele molhada. Cuidem de sua pele!

Quando é a hora de reduzir o peso?

A obesidade pode ser definida como aumento da gordura corporal que se torna excessiva, causando sérios problemas à saúde. A pessoa obesa aumenta sua taxa de mortalidade devido a condições como: Hipertensão – O peso aumentado causa maior esforço cardíaco em todas as atividades do obeso, além de que o corpo obeso tem maior resistência vascular, isto é, dificulta o fluxo sanguíneo através dos vasos, causando aumento no trabalho do coração e, consequente, hipertensão arterial. Isso, inclusive, causa hipertrofia ventricular, que é o aumento do coração, considerado uma doença cardíaca. Apneia do sono, dificuldade em respirar quando dormindo. Diabetes do tipo 2, pela resistência que a gordura corporal causa ao trabalho da insulina. Quando ocorre a união da hipertensão com o diabetes há um aumento na possibilidade de infarto e de derrame. Os obesos podem, também, desenvolver depressão. As pessoas não gostam de ser obesas. Acabam por acentuar um estado desmotivador, de baixa autoestima. Quando é a hora de reduzir o peso? Certamente, quando passamos a apresentar alguns sintomas, como os citados acima, ou quando você está insatisfeito com sua aparência, mesmo quando não apresenta qualquer complicação decorrente do aumento de peso. Em qualquer dos casos, pode-se recorrer a um médico. Este fará uma avalição do seu estado de saúde e saberá o método mais adequado para o tratamento. O endocrinologista, utilizando instrumentos simples no consultório, poderá calcular sua massa corporal. Com essa informação, saberá se você está bem em relação à média para sua idade e compleição física. Não espere as coisas se agravarem, procure se cuidar o quanto antes. Nossa saúde não tem preço.

Astrobiologia

A astrobiologia, também conhecida como exobiologia, estuda a vida no universo, hipóteses para sua possibilidade, incluindo a vida na Terra cujo aparecimento ainda é assunto que intriga a ciência. A vida, como conhecemos, surgiu nas condições em que se apresenta nosso planeta. Estamos numa localização, em relação ao nosso Sol, que possibilita a água existir nos três estados, assim como temperatura amena, atmosfera relativamente densa, entre outros. Atividade vulcânica, marés e rotação estável – garantidas pelo equilíbrio proporcionado por nossa lua que, pela ação de sua força gravitacional, estabiliza a rotação da terra, mantém as marés não só dos oceanos, mas, também, do material que existe no interior da terra. Esse movimento causa atrito entre as partículas, gerando calor, o suficiente para manter o silicato derretido, originando o magma e o manto, de onde provem os vulcões -, além da concentração especifica de elementos químicos existentes em nosso planeta. Afinal, quem garante que temos, em nosso planeta, todos os elementos atômicos possíveis? Na determinação da vida em outras partes do universo, em planetas e orbes de condições diferentes das do nosso, precisamos de muita observação e, até, de criatividade. Afinal, nada impede a possibilidade de vida, baseada no silício ou em outro elemento abundante num outro planeta. Também, a vida pode depender de outra fonte de energia, que não a do sol. O estudo é, também, muito importante, na habilidade de determinar outros locais, fora da terra, passíveis de serem colonizados por nós. É um campo extremamente promissor. Vejamos agora alguns estudos que temos em andamento no momento: • Análise dos dados observados em Titã (lua de Saturno), pela sonda Cassini; • A pesquisa da formação dos chamados COHNs (elementos que sustentam a vida na terra – carbono, oxigênio, hidrogênio e nitrogênio), que podem ser os elementos mais comuns do universo e, dessa forma, teorizados, originar vida semelhante à nossa em outros locais do universo. • Identificação de biomoléculas no meio interestelar; • Etc. Há, ainda, muito o que aprender, mas não podemos negar o fascínio que esses questionamentos nos causam.

Alzheimer

Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca queda progressiva da cognição, reduz a capacidade de trabalho, afeta o convívio social e muda totalmente o comportamento do doente, assim como sua personalidade. Tem início insidioso, isto é, aparece lentamente, e o paciente começa a perder a memória para fatos recentes, embora tenha, ainda, a capacidade de se lembrar detalhadamente de fatos antigos. Com a evolução, a doença de Alzheimer progride para a perda da capacidade de aprender, retira a concentração, a orientação, a compreensão dos fatos cotidianos e causa, até, o esquecimento da linguagem. A pessoa acaba se tornando inválida e totalmente dependente, inclusive para coisas muito básicas, como se cuidar e se alimentar. A pessoa vai perdendo o discernimento e não consegue mais avaliar o resultado e os efeitos de seus atos. A causa da doença é desconhecida, há estudos que sugerem um componente genético. Na maioria dos casos se inicia nas pessoas depois dos 60 anos e sua proporção dobra a cada 5 anos. O quadro da doença evolui, em média, por um período de 5 a 10 anos. O diagnóstico é importante para diferenciar o Alzheimer de outras doenças, tratáveis, que podem dar sintomas parecidos. A família deve ficar atenta, pois no início o paciente tem vergonha e tenta esconder os sintomas. Quando a família começar a perceber as alterações, citadas acima, deve ficar alerta. Há medicamentos, como a rivastigmina, a galantamina e o donepezil, que auxiliam, mas não impedem a evolução da doença, que não tem cura. Os medicamentos para a demência têm alguma utilidade, apenas no início. Se o doente se tornar agressivo, deverá ser tratado de modo específico para a forma clínica que está manifestando. Não há prevenção. Acredita-se que uma vida saudável e manter a mente ativa pode retardar o aparecimento do problema. Em estágios mais avançados, a pessoa precisa de vigilância por 24 horas, pois pode se envolver em perigos ou sair e não mais saber voltar para casa. Aprendam isso e, se identificarem alguém nesse quadro, procurem auxilio médico.