O que você está buscando em sua vida?
O que você está buscando em sua vida? A imensa maioria de nós simplesmente vive. Temos uma rotina que, com o tempo, nos transforma em seres autômatos. Quase tudo o que faremos durante a semana, o mês, o ano, está determinado por essa rotina na qual, distraídos, nos colocamos. Por que tendemos a agir dessa forma? Nossa sociedade está organizada de modo a produzir conceitos e padrões, aparentemente, tão consistentes que, paulatinamente, vão retirando nossa “individualidade”, fazendo-nos acreditar que seus valores são melhores que os nossos. Fica quase natural nos permitirmos moldar-nos por ela. O que realmente importa é a felicidade. Podemos ser felizes de infinitas maneiras, – desde que respeitando os outros seres -, em qualquer fatia sociocultural a que pertençamos, com infinitos valores, com qualquer aparência. Por que precisamos corresponder ao que esperam de nós? Quem disse que gente magra é, necessariamente, mais bonita que gente gorda? Quem disse que gente bonita é mais feliz que gente feia? Quem definiu o que é bonito e o que é feio? Quem disse que gente rica é mais interessante que gente comum? Quem disse que uma determinada raça humana é melhor que outra? Qual crença é a melhor? Esses são exemplos das tolices que consomem quase que totalmente nosso tempo de vida aqui na Terra. Ficamos tão imersos nesses conceitos que nos esquecemos de quem somos. Em minha prática médica, que já completa 30 anos, estudei meus irmãos humanos enquanto os consultava. Aprendi muito com meus pacientes, inclusive a respeitar e a amar a diversidade. Sempre que tenho a oportunidade e a intimidade necessárias, lhes pergunto se sabem o que é a felicidade, ou se sabem o que querem para ser felizes. A maioria não sabe responder, muitos não têm uma resposta definitiva, e uma minoria, geralmente a mais idosa, busca uma vida simples, com mais afeto, uma companhia carinhosa com quem possa conversar, relação de amizade com parentes e pessoas próximas e, frequentemente, o amor de um animalzinho de estimação. Tenho acompanhado alguns pacientes terminais com câncer, pessoas desenganadas, que são os mais extraordinários. Perceberam a natureza efêmera e ilusória da vida e tudo o que desejam é se perdoar de erros cometidos por orgulho e ignorância que, agora, superaram ao perceber sua mortalidade. Desejam pedir perdão e, muitas vezes, agradecer ajudas e favores. Sentem muito amor por seus próximos e querem morrer com consciência leve. Esse deveria ser nosso entendimento da vida a todo momento, mas, infelizmente, estamos iludidos por todo esse cenário tolo que nos cerca, fazendo-nos, durante muito tempo, ignorar nossa mortalidade e o direito do próximo à mesma felicidade que perseguimos. Pensem nisto: ninguém viverá para sempre. Procurem o autoconhecimento, procurem adquirir respeito pelos outros seres com os quais compartilhamos o mundo, incluindo animais e plantas. Busquem sair dos “moldes”, a menos que seja seu real objetivo, e, com isso, viver suas vidas como realmente sentem e precisam. Amor, respeito e compaixão são sentimentos que nos trarão a verdadeira felicidade, assim como verdadeiros amigos. Nunca me esquecerei da linda atriz Sandra Bréa que, perto de morrer de AIDS, disse a um repórter: “Eu sou totalmente amor”.
O luto e suas implicações em nossas vidas
O luto e suas implicações em nossas vidas O luto, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, não acontece apenas quando perdemos pessoas importantes para nós. Uma definição mais adequada seria: o luto é a ruptura de um elo muito importante entre a pessoa e seu objeto, sendo que a palavra objeto, neste contexto, abrange tudo aquilo que para nós é muito importante, como: uma pessoa querida, nosso trabalho, nossa situação financeira, a saúde, o status, a beleza, a juventude, o poder, etc. Não é possível viver sem passar por esse processo emocional inúmeras vezes durante a vida. Quando construímos nosso mundo interior, enquanto formamos nossa realidade com todas as suas características e nuances extremamente pessoais, nos identificamos com uma série de objetos aos quais damos variados níveis de importância. Isso dá forma ao nosso ego, nos fazendo ser quem somos. Assim, durante a vida, vamos acrescentando e tirando coisas desse universo de prioridades que, com o tempo, vão assumindo “novas posições” e, conforme reorganizamos nossos valores, mudamos, também, nossa forma de pensar e de entender o mundo. Quando algo muito importante sai de nossa vida aparece uma lacuna emocional dentro de nós. Durante muito tempo esse algo, agora ausente, recebeu de nós atenção, mantendo nossa psique em equilíbrio. Sua ausência nos obriga a redirecionar nossas emoções a outro objeto, e isso nos é doloroso, pois precisamos nos adaptar à nova realidade na qual nos encontramos. Essa readaptação leva um tempo que depende de nossa capacidade de lidarmos com a perda. Varia de pessoa para pessoa. A isso chamamos luto. O luto é um processo muito doloroso, e durante sua fase mais intensa causa muito sofrimento e tristeza, mantendo a pessoa enlutada presa ao pensamento do objeto que agora não está mais em sua vida. Apesar disso, pelo fato de passarmos muitas vezes por esse processo, que pode variar de intensidade dependendo da importância do que se perdeu, é um estado natural do Ser Humano. Durante o luto acontece a elaboração da perda e a reestruturação da vida da pessoa. Freud dizia que por se tratar de um processo natural e necessário, exceto em casos extraordinários de sofrimento, não é adequado interferirmos nesse momento da pessoa. Espero que com esse texto possa ajudar pessoas que se encontram nesse momento, dando a elas o entendimento de que seu estado é natural, assim como àqueles que estão lidando com alguém em luto, pois poderão entender um pouco da natureza psicológica das perdas e da forma com que nos recuperamos.
Esteatose Hepática – Gordura no Fígado
A esteatose hepática Esteatose Hepática é o nome que se dá ao acúmulo de gordura no fígado. É uma condição muito comum. Normalmente até 10% do peso do fígado é gordura. Mais que isso já pode ser considerado esteatose. Para efeito de estudos, a esteatose hepática foi dividida em três graus: grau I, grau II e grau III. No grau I a concentração gordurosa é leve, no grau II é moderada e no grau III apresenta grande acúmulo de gordura no fígado. Mas a gravidade ocorre se essa gordura causar hepatite. Nesse caso, se não tratada corretamente, evoluirá para cirrose hepática. Antigamente se achava que apenas aqueles que consomem álcool eram sujeitos à esteatose hepática. Hoje sabemos muito mais. Obesidade, diabetes, dislipidemias (aumento de colesterol e triglicerídeos), certas medicações, gravidez, entre outras situações menos comuns, podem causar a esteatose. A menos que evolua para hepatite, não apresenta sintomas específicos, algumas vezes uma sensação de peso no abdômen. Na grande maioria dos casos o diagnóstico é incidental, através de exames de imagem, como o Ultrassom. Quando existe comprometimento inflamatório celular, podem aparecer algumas alterações nos exames de sangue. Há medicações que podem ajudar, mas o grande”remédio” é a prevenção. Deve-se diminuir doces e gorduras na dieta, tratar o colesterol, tratar o diabetes, praticar exercícios físicos, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, conversar com o médico sobre o uso crônico de certos medicamentos, entre outras medidas oportunamente indicadas.
Conjuntivite
Conjuntivite A conjuntivite é uma doença inflamatória dos olhos. Ocorre na conjuntiva – membrana transparente que recobre o globo ocular e a parte interna das pálpebras – e pode ser causada por: substâncias tóxicas, bactérias, alergias e vírus. Não tem grupos de prevalência, pode atingir tanto crianças quanto idosos, assim como pessoas do sexo masculino ou feminino. As conjuntivites por substâncias tóxicas ocorrem pelo contato dos olhos com tais substâncias. Podem ser acidentais, quando o agente tóxico espirra ou cai nos olhos ou por vapores que irritam a conjuntiva. Ocorrem em um ou nos dois olhos. Necessitam de tratamento médico. A conjuntivite bacteriana produz muita secreção amarelada, é bastante contagiosa. O contágio se dá pelo contato com essas secreções. Deve-se evitar compartilhar toalhas e roupas de cama com pessoas contaminadas. Ao tocar os olhos, deve-se lavar bem as mãos e evitar tocar outras pessoas. Para esse tipo de conjuntivite há tratamento, mas deve ser prescrito por médico oftalmologista. A Conjuntivite viral é muito contagiosa, ocorrendo mais frequentemente no verão. Deixa os olhos bastante vermelhos. Seu mecanismo de contaminação é semelhante ao da conjuntivite bacteriana, portanto, o modo de prevenção, também. A diferença entre elas é que na conjuntivite viral há pouca produção de muco e a secreção é esbranquiçada. Com tratamento sintomático e higiene adequados, orientados pelo médico oftalmologista, pode durar até 20 dias. Por ser de causa viral não tem tratamento específico. Tanto a conjuntivite viral quanto a bacteriana pode ocorrer em um ou ambos os olhos, mas não, necessariamente, ao mesmo tempo. A conjuntivite alérgica não é contagiosa. Acontece em ambos os olhos ao mesmo tempo. Pode ser causada por inúmeros agentes como: pólen, produtos de maquiagem, mofo, pelos de animais, certos alimentos, etc. Causa olhos vermelhos, coceira, ardência, coriza nasal e espirros. Quando se conhece a causa, preventivamente, pode-se evitar o agente desencadeante. Quando em crise, há tratamento, mas deve ser prescrito pelo médico oftalmologista.
Picada de Insetos
Picada de abelha, vespa e marimbondo As abelhas, marimbondos, vespas e mamangavas fazem parte da enorme ordem Hymenoptera. Segundo os entomologistas, existem mais de 10 mil espécies de abelhas e de 25 mil espécies de vespas. Mas não se assuste: a imensa maioria delas não é agressiva. Poucos desses insetos são, realmente, perigosos, como a abelha africana, que entende a presença de qualquer ser perto de suas colmeias como perigo e, por isso, atacam em grupo. Esses insetos não oferecem perigo quando próximos das pessoas; atacam se forem atacados primeiro ou se forem acidentalmente espremidos. Os machos não têm ferrão. As picadas são dadas por vespas e abelhas fêmeas. Quando esses insetos se sentem atacados, inserem seu ferrão na pele da vítima e inoculam o veneno. Há duas maneiras de isso acontecer. As abelhas comuns, ao picarem, deixam na vítima o seu ferrão e algumas vezes até parte de seu abdome, morrendo em seguida. Mas há, também, aquelas que não perdem o ferrão, podendo picar a mesma vítima mais de uma vez. É claro que haverá mais veneno naquelas que deixam o ferrão. Quando a picada é isolada, provoca dor forte, inchaço e vermelhidão na região acometida. Isso pode durar de horas até três dias. Em uns 10% das pessoas, o inchaço e a dor podem ser mais intensos – ainda não caracterizando alergia – e demorar até 10 dias para desaparecerem. Picadas isoladas quase nunca complicam. Se o número de picadas for maior, o veneno pode causar sintomas como: dores de cabeça, vômitos, diarreia, febre, fadiga e até confusão mental. Para oferecer risco à vida da vítima, há necessidade de centenas de picadas, situação em que o veneno atinge concentração mortal. O grande risco das picadas é a alergia. Acredita-se que cerca de 3% das pessoas sejam alérgicas ao veneno de abelhas ou vespas. Nesse caso podem, após serem picadas por um único inseto, apresentar um quadro anafilático, que se inicia rapidamente, minutos após o incidente. Os sintomas da anafilaxia são: coceira e queimação na pele, vermelhidão no rosto, inchaço nos olhos e nos lábios, vômito, queda abrupta da pressão arterial, falta progressiva de ar, confusão mental e perda da consciência. Esses casos caracterizam emergência médica. Se não tratados imediatamente, evoluem para óbito. Como proceder em casos de picadas? A primeira coisa é fugir, se no local tiver grande número de insetos. Quando em local seguro, se a picada foi por insetos que deixam o ferrão, devemos retirá-los com cuidado para não espremê-los. Em seguida lavar o local com água e sabão e colocar compressa fria ou gelo – isso diminui muito a dor. Este segundo ato vale, também, para os casos onde o inseto não deixou o ferrão.
O que é o apêndice ileocecal?
Apêndice Ileocecal – definição! Os Seres humanos e os macacos são os únicos animais a possuir o apêndice ileocecal como estrutura, aparentemente, atrofiada. O apêndice mede entre 5 e 10 cm e está localizado no ceco – início do intestino grosso – terminado num fundo cego. Não temos certeza de sua função, porém, como apresenta tecido linfoide, possivelmente, atua como defesa nas infecções locais, ou, na infância, produz glóbulos brancos, de modo semelhante ao timo, sendo que este último desaparece no adulto. Em 2009 saíram artigos de pesquisa científica relatando que o apêndice possui bactérias, para nós inofensivas, mas capazes de nos defender de outras bactérias patogênicas ou, talvez, de participar do processo digestivo. É considerado um remanescente de nossa evolução. Pode, também, ser chamado de apêndice vermiforme, apêndice vermicular ou apêndice cecal. Nos coalas, por exemplo, é desenvolvido e tem função digestiva, processa o eucalipto, retirando energia da celulose, sendo parte indispensável de seu trato digestivo. No homem, quando retirado, aparentemente, não faz falta. Por motivos não muito claros, o apêndice pode infeccionar, principalmente quando obstruído. Embora mais comum nas crianças, adolescentes e adultos jovens, pode ocorrer em qualquer idade. Essa infecção é conhecida como apendicite. A apendicite causa dores no lado direito superior do abdome – algumas vezes até câimbras -, febre, náuseas, vômitos. Pode prender o intestino ou causar diarreia. É um quadro médico de urgência e deve ser operado, com a retirada imediata do apêndice. Infecções não tratadas podem causar a ruptura do apêndice, causando infecção grave no abdome, podendo levar à morte.
A Impermanência
Impermanência! Essa ideia pode ser de grande importância para nos libertar de muito sofrimento pelo qual passaremos pela vida. A impermanência é a real natureza do Universo. Tudo o que podemos observar ou trazer à nossa consciência, inclusive pensamentos, é, numa visão última, impermanente. Todas as coisas têm começo, meio e fim, não importa se um simples pensamento, o Sol, uma galáxia ou o universo inteiro. Essa é a característica inerente a tudo o que existe. Qual a importância disso? Simples: a maioria de nós está distraída e se esquece disso. Esse esquecimento é a causa da maioria de nossos sofrimentos. Pelo fato de atribuirmos uma existência imutável às coisas de que gostamos, sempre, acabamos por nos frustrar quando constatamos a mudança. Vejamos alguns exemplos: Somos jovens, bonitos, saudáveis e com firmeza em tudo que fazemos. Temos uma visão perfeita, agilidade e, de repente, nos percebemos envelhecendo, perdendo a vitalidade e a beleza. Nada podemos fazer a respeito, então sofremos. Tudo muda; se trouxermos esse conhecimento para nossa vida prática, poderemos viver bem melhor, aproveitando cada oportunidade que a vida nos oferece, sem querermos nos apossar deles ou desejar que durem para sempre, pois nós também não duraremos. Também mudamos em nossos pensamentos. Se analisarmos quem somos agora em comparação ao que éramos anos atrás, certamente notaremos que muito de nós já mudou. Mudamos nossas prioridades e objetivos, mudamos até a forma de encarar a vida. Essa é a natureza das coisas, precisamos compreender isso e entender que temos apenas o momento presente, que em segundos se torna passado. Busque apreciar sua vida e degustá-la no agora; o que passou já não mais existe, e o futuro é incerto. Com essa atitude estaremos mais perto da felicidade e menos apegados às coisas que, certamente, mudarão. Molde seu momento presente no presente. O melhor que você fizer agora terá como efeito um melhor que pode surgir no “possível” depois – que quando chegar se tornará outro agora. Pense nisso, tudo se transforma. Inclusive você. Como acha que estará em apenas 50 anos?
A terceira idade e a alimentação
Com o passar dos anos muitas mudanças ocorrem em nosso corpo. Para aqueles que vivem muito, o envelhecimento é inevitável. Sofremos alterações metabólicas e hormonais que exigem mais atenção com a saúde. Vários fatores contribuem para deficiências alimentares no idoso: a mastigação fica comprometida conforme se perdem os dentes; há, também, uma diminuição no paladar e olfato. Isso pode diminuir o prazer de comer; muitos idosos fazem uso de medicações, o que torna o processo digestivo mais lento e, algumas vezes, ineficaz; há uma maior tendência à obstipação intestinal – intestino preso -; algumas pessoas têm maior dificuldade na deglutição – engolir os alimentos -; alguns idosos desenvolvem demência, que interfere com a alimentação. Tudo isso pode dar início a um processo de desnutrição no idoso, algumas vezes imperceptível em sua fase inicial, que com o tempo pode debilitar bastante sua saúde de maneira geral. Esse processo pode causar anemia, perda de massa muscular, fraqueza, suscetibilidade para infecções, acentuar o envelhecimento, causar diminuição nas atividades mentais e até provocar a morte. Uma observação mais atenta ao estado geral do idoso pode ser muito útil para o diagnóstico precoce da desnutrição, possibilitando sua correção imediata. Alguns conselhos úteis: Tome líquidos – água, sucos naturais e infusões – com regularidade, mesmo que não esteja com sede. Os líquidos são, também, muito importantes para o bom funcionamento intestinal; Tente comer pequenas quantidades de alimentos a cada três horas. Isso é especialmente recomendado àqueles que perderam o paladar ou o prazer em se alimentar; Evitar consumir bebidas alcoólicas; Esforce-se para uma mastigação mais eficiente. Se não for possível, tente alterar a consistência dos alimentos, tornando-os mais moles ou pastosos; Tente fazer suas refeições em local de seu agrado; Evite alimentos industrializados; Se tiver condições, faça caminhadas regulares. Atividade física faz milagres com a saúde; Um cardápio colorido pode ser bastante atrativo aos olhos, e rico em nutrientes. Devemos comer alimentos ricos em ferro, como feijão, rúcula, agrião e carne vermelha. Se quiser aumentar a eficácia na absorção do ferro, inclua acerola, cenoura, laranja, kiwi – são alimentos ricos em vitamina C – isso ajuda a prevenir anemia. Leite e derivados, como queijo, ajudam no fornecimento de cálcio. Suplementos vitamínicos podem ser muito úteis, quando prescritos pelo médico. A combinação arroz e feijão é excelente, principalmente quando acompanhada de alimentos proteicos como queijo, carne, ovos, entre outros. Frutas, verduras e legumes fornecem muitos nutrientes importantes, além de fornecerem as fibras, tão necessárias ao bom funcionamento intestinal. Atenção à alimentação. Qualquer dúvida, procurar um médico clínico e um nutricionista.
HIV – O que saber?
HIV é uma sigla em inglês para o vírus da imunodeficiência humana. Esse vírus é o causador da AIDS (também sigla em Inglês), que em Português chamamos SIDA – síndrome da imunodeficiência adquirida. Tem esse nome por agredir o sistema imunológico da pessoa infectada, diminuindo, paulatinamente, a defesa do organismo contra doenças. As células de defesa mais atingidas pelo vírus da SIDA são os Linfócitos T CD4. O vírus precisa utilizar uma célula para se reproduzir. O processo se inicia após sua entrada no linfócito onde, alterando o DNA celular, produz muitas cópias de si mesmo. Num certo momento rompem a célula e saem. Livres na circulação, logo encontram outros linfócitos e reiniciam o ciclo. Após o contágio, o sistema imunológico começa a ser atacado. É a primeira fase, à qual chamamos “fase da infecção aguda”. Essa é, também, a fase de incubação do HIV. Esse período varia de 3 a 6 semanas. O organismo demora entre 30 a 60 dias, após o contágio, para produzir anticorpos anti-HIV. Os sintomas dessa fase são muito parecidos com os de uma gripe comum, como febre, mal-estar, dores no corpo. Essa semelhança faz com que a maioria dos casos passem despercebidos. Na próxima fase se inicia uma grande interação entre nossas células de defesa e os vírus. Devido às constantes e rápidas mutações virais, nosso sistema imunológico não consegue desenvolver defesa adequada contra o agente agressor, que passa a viver em nosso organismo, de um modo relativamente equilibrado, se replicando, amadurecendo e morrendo. Nesse período, a agressão viral ainda não é forte o suficiente para propiciar o desenvolvimento de outras doenças, sendo, por isso, chamado de fase assintomática. A duração dessa fase pode variar de alguns meses a muitos anos, dependendo da resistência imunológica do indivíduo afetado. Conforme o tempo vai passando, nossas células de defesa começam a perder a eficiência e vão sendo, lentamente, destruídas. Com isso, infecções comuns começam a aparecer dando início à doença propriamente dita – SIDA. Os linfócitos T CD4 começam a diminuir e com isso surgem infecções que se aproveitam dessa falha de nossa defesa, as chamadas infecções oportunistas. Os sintomas mais comuns nessa fase são: febre frequente, sudorese noturna, diarreia e perda de peso. A contagem de linfócitos CD4, que em adultos saudáveis, existem entre 800 a 1.200 unidades por milímetro cúbico de sangue, podem cair abaixo de 200 unidades por milímetro cúbico de sangue no indivíduo doente, em estágios mais avançados. A maioria dos que chegam a essa fase, ou não procurou um tratamento médico, ou não o seguiu corretamente. Essas pessoas ficarão suscetíveis a infecções mais graves como: tuberculose, hepatites virais, pneumonia, toxoplasmose, infecções por fungos, como candidíase e, até, alguns tipos de câncer. O HIV, vírus da imunodeficiência humana, está presente: No sangue; No sêmen (esperma); Na secreção vaginal; No leite materno. Formas de transmissão do HIV: Sexo sem camisinha – seja ele vaginal, oral ou anal; Da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação; Uso da mesma seringa e/ou agulha contaminada por mais de uma pessoa; Transfusão de sangue contaminado; Instrumentos que furam ou cortam, como material cirúrgico, material de manicures, instrumental odontológico, entre outros, não esterilizados. Como evitar a doença? Usar camisinha em todas as relações sexuais; Não compartilhar seringa, agulha e outro objeto perfurante ou cortante com ninguém; Hoje já não temos mais grupo de risco, mas comportamento de risco, aquele que pode ocasionar a infecção pelo HIV. São considerados comportamentos de risco: Relação sexual (homo ou heterossexual) com pessoa infectada, sem o uso de preservativos; Uso conjunto de seringas e agulhas, para qualquer fim; Reutilização de objetos cortantes ou perfurantes contaminados com sangue, secreções ou fluidos de pessoa infectada com HIV. Se você estiver preocupado, ou tem alguma dúvida sobre o contágio, pode procurar os postos de saúde de seu município. Há o teste rápido, assim como profissionais altamente preparados para seu acolhimento e orientação, além de garantia de sigilo. O tratamento, no momento certo, pode garantir uma sobrevida por tempo indeterminado, sem complicações, em que o paciente leva uma vida completamente normal. São gratuitos, de última geração e muito eficientes. Proteja a si mesmo e aos outros, seja responsável. A saúde é nosso maior tesouro.
A arte na Grécia Antiga
A arte grega, eterna referência para o mundo, chegou à perfeição – ao que chamamos esplendor – em meados do século VIII antes de cristo O mundo ocidental deve grande parte de sua cultura artística aos gregos que, com seu teatro – dramaturgia e comédia –, e artes – música, escultura, cerâmica, pintura, arquitetura, poesia e oratória -, influenciaram e inspiraram artistas de todos os tempos. As fases que receberam maior influência foram o Renascimento e o Neoclassicismo. Muitos artistas ainda são conhecidos, pois ganharam a imortalidade pelo seu talento. Na arquitetura, destacamos, Ictínio e Calícrates, responsáveis por inúmeras construções, sendo o Partenon a mais famosa. A pintura grega se perpetuou principalmente através de vasos e murais. Na arte dos murais, muitos artistas se destacaram. Dos murais que ainda podemos ver nos dias de hoje, o que mais nos impressiona é o da tumba de Paestum, realizado na Itália por um artista desconhecido. Nessa arte destacamos: Apeles – considerado o maior dos pintores da Grécia antiga -, Polignoto, Mícon, Panaios, Agatarcos, Apolodoro, Zeuxis, Parrásios e Demétrios. Da escultura, cuja função principal era adornar e complementar as obras arquitetônicas, podemos dizer que o objetivo dos artistas era atingir a perfeição dos deuses. Nessa arte citamos Fídias, escultor da estátua da deusa Atena e dos relevos do Partenon, e Míron, escultor que ficou famoso pela criação da estátua do Discóbolo. Poderíamos, ainda, citar Praxiteles, entre muitos outros. O teatro, muito apreciado na Grécia, abordava temas de grande profundidade emocional, através de tragédias e comédias. As peças eram apresentadas em arenas com excelente acústica. Alguns escritores são conhecidos até os dias atuais, como: Ésquilo, considerado o “pai da tragédia”, autor de Prometeu acorrentado, Os persas e Os Sete contra Tebas; Sófocles, respeitado como o mais importante teatrólogo grego; escreveu Édipo rei, Electra e Antígona, entre outras; Eurípedes, autor de Medeia, As troianas e As bacantes; Aristófanes, satírico autor de: As nuvens, As rãs e As vespas. Na literatura, tivemos grandes escritores como Homero, que escreveu a Odisseia; Hesíodo, que escreveu Teogonia; entre outros. Busquem conhecer mais a respeito. Conhecerão mais sobre a beleza, riqueza e criatividade, atemporais, da natureza humana.