Picada de Insetos

Picada de abelha, vespa e marimbondo        As abelhas, marimbondos, vespas e mamangavas fazem parte da enorme ordem Hymenoptera. Segundo os entomologistas, existem mais de 10 mil espécies de abelhas e de 25 mil espécies de vespas. Mas não se assuste:  a imensa maioria delas não é agressiva. Poucos desses insetos são, realmente, perigosos, como a abelha africana, que entende a presença de qualquer ser perto de suas colmeias como perigo e, por isso, atacam em grupo. Esses insetos não oferecem perigo quando próximos das pessoas; atacam se forem atacados primeiro ou se forem acidentalmente espremidos. Os machos não têm ferrão. As picadas são dadas por vespas e abelhas fêmeas. Quando esses insetos se sentem atacados, inserem seu ferrão na pele da vítima e inoculam o veneno. Há duas maneiras de isso acontecer. As abelhas comuns, ao picarem, deixam na vítima o seu ferrão e algumas vezes até parte de seu abdome, morrendo em seguida. Mas há, também, aquelas que não perdem o ferrão, podendo picar a mesma vítima mais de uma vez. É claro que haverá mais veneno naquelas que deixam o ferrão.        Quando a picada é isolada, provoca dor forte, inchaço e vermelhidão na região acometida. Isso pode durar de horas até três dias. Em uns 10% das pessoas, o inchaço e a dor podem ser mais intensos – ainda não caracterizando alergia – e demorar até 10 dias para desaparecerem. Picadas isoladas quase nunca complicam. Se o número de picadas for maior, o veneno pode causar sintomas como: dores de cabeça, vômitos, diarreia, febre, fadiga e até confusão mental.        Para oferecer risco à vida da vítima, há necessidade de centenas de picadas, situação em que o veneno atinge concentração mortal.        O grande risco das picadas é a alergia. Acredita-se que cerca de 3% das pessoas sejam alérgicas ao veneno de abelhas ou vespas. Nesse caso podem, após serem picadas por um único inseto, apresentar um quadro anafilático, que se inicia rapidamente, minutos após o incidente. Os sintomas da anafilaxia são: coceira e queimação na pele, vermelhidão no rosto, inchaço nos olhos e nos lábios, vômito, queda abrupta da pressão arterial, falta progressiva de ar, confusão mental e perda da consciência. Esses casos caracterizam emergência médica. Se não tratados imediatamente, evoluem para óbito.        Como proceder em casos de picadas? A primeira coisa é fugir, se no local tiver grande número de insetos. Quando em local seguro, se a picada foi por insetos que deixam o ferrão, devemos retirá-los com cuidado para não espremê-los. Em seguida lavar o local com água e sabão e colocar compressa fria ou gelo – isso diminui muito a dor.  Este segundo ato vale, também, para os casos onde o inseto não deixou o ferrão.

A música e a saúde!

A música e a saúde!        A música, arte suprema segundo Schopenhauer, tem a capacidade de melhorar muito a qualidade de vida das pessoas e, até, dos animais. Há alguns anos, pesquisadores europeus perceberam que a música clássica melhorava a produção de leite e acalmava as vacas leiteiras durante a ordenha.              A música apresenta a capacidade de estimular o centro de prazer do cérebro, pois causa a liberação da dopamina.  Com isso melhora o humor, previne a depressão e, consequentemente, reforça a imunidade da pessoa.        Estudos mostram que a música também diminui a sensação de dor, ativa a memória, estimula o convívio social e a vontade de praticar exercícios físicos. O ritmo, associado ao prazer causado pela melodia, camufla a dor física e intensifica a satisfação nos exercícios realizados.        Estudar música, como tocar piano, também desenvolve a coordenação motora e a utilização dos dois lados do cérebro.        Pessoas que dedicam parte de seu tempo à música sentem-se menos entediadas e mais leves emocionalmente. Não é tolo o dito popular que diz: “quem canta seus males espanta”.        Muitos profissionais da saúde estão fazendo da música um instrumento terapêutico. Há trabalhos em pediatria, geriatria, psicoterapia, etc.        Ilustrando essas aplicações, citamos: a música pode ser usada como tratamento para a insônia; recém-nascidos que estão na UTI podem ter, aí, sua permanência diminuída quando submetidos à musicoterapia; entre muitas outras aplicações.       Muito importante: lembrar que apesar da música ser muito boa para a saúde, ouvi-la muito alto – em grande volume – pode prejudicar a audição.

Presbiacusia

Presbiacusia        A audição é um sentido fantástico, através do qual desenvolvemos nosso principal meio de comunicação: a linguagem sonora. Através da audição aprendemos a falar e a entender quando falam conosco.        O aparelho auditivo é um órgão bastante complexo, com várias estruturas, perfeitamente integradas, com a função de transmitir o som ouvido ao cérebro. Há, no interior do ouvido, células nervosas chamadas “células ciliadas”. Após a passagem do som pelas estruturas de condução sonoras do ouvido, as células ciliares o captam para transmití-lo, como sinais nervosos, ao cérebro. Com o passar dos anos, essas células podem se desgastar e, com isso, causar perda gradual da audição. A esse tipo de perda auditiva damos o nome de presbiacusia. Há diferentes graus de presbiacusia. Isso varia conforme a predisposição genética e pode, também, se intensificar nas pessoas que, durante a vida, ficaram expostas a ruídos intensos. Casos familiares são muito comuns.        A presbiacusia tem início lento. Há uma perda auditiva pequena e gradual que vai aumentando com o tempo. Inicia-se com a diminuição à sensibilidade aos sons agudos (fininhos) e com o tempo acaba descendo para frequências mais graves. Geralmente, é quando atinge a frequência sonora da fala que a pessoa percebe estar com perda auditiva, pois apresenta dificuldade para entendê-la. A maioria das pessoas afetadas apresenta idade superior aos 60 anos.        Não há muito o que fazer para prevenir o processo, pois tendo fundo genético, está fora do escopo atual da ação da medicina. Mas pode ser retardado se a pessoa evitar exposição a ruídos intensos. Se trabalha em local de ruído, deve utilizar corretamente os abafadores. Deve-se, também, evitar ouvir músicas em grande volume, shows, muita balada e bailes barulhentos, etc.        As pessoas acometidas sofrem, podendo apresentar: irritação, ansiedade, medo, déficit de atenção, alteração na coordenação motora, depressão, angústia e sensação de alienação, – já que têm dificuldades para entender o que se fala ao seu redor.        Pessoas com perda auditiva devem procurar o médico otorrinolaringologista, que saberá orientar o tratamento e, se necessário, indicar aparelho auditivo.         Para saber mais sobre os ouvidos, acesse: ➥ Zumbido nos Ouvidos  

Catarata

Catarata         Nossos olhos são instrumentos fabulosos criados pela natureza. São nossos órgãos do sentido sensíveis à luz. O processo da visão se dá pela união entre um instrumento físico e um instrumento neurológico. A catarata é o acometimento de um integrante do instrumento físico da visão. A luz, para sensibilizar a retina – membrana intraocular sensível à luz – precisa atravessar algumas estruturas que compõem nossos olhos. A primeira estrutura a ser atravessada é a córnea – membrana transparente, acima da pupila – depois atravessa o líquido que separa a córnea da pupila – humor aquoso -, depois a pupila, depois o cristalino – lente que dá o foco correto da luz projetada na retina – e, finalmente, o humor vítreo – uma espécie de gel transparente que preenche o olho -, para finalmente se projetar na retina. Na catarata ocorre a opacificação parcial ou total do cristalino. Proporcionalmente ao seu grau de opacidade – perda da transparência –, ocorrem os sintomas: diminuição da acuidade visual, aparecimento gradual da sensação de visão turva – nublada ou enevoada -, maior sensibilidade à luz, alteração da visão de cores, pois estas vão perdendo a intensidade conforme diminui a transparência do cristalino, e mudança frequente da refração – graus das lentes dos óculos. Pesquisas indicam que a catarata atinge mais de 45% das pessoas com mais de 65 anos. As causas mais comuns são: a idade, acima de 65 anos (mas pode começar mais cedo em algumas pessoas), congênita – doenças da mãe atingem o feto -, traumáticas – lesões e traumas no olho -, geralmente unilaterais, diabetes uso de certos medicamentos, principalmente corticoides. O tratamento é a cirurgia, na qual se retira o cristalino afetado e o substitui por um artificial, devolvendo a visão ao paciente. Procurem um oftalmologista. Este pode examinar seus olhos e diagnosticar, caso você tenha, uma catarata.   Para saber mais sobre os olhos (visão), acesse os links abaixo: ➥ Presbiopia ➥ Nictalopia

Vírus do papiloma humano – HPV

Vírus do papiloma humano – HPV        O HPV, abreviação para o Vírus do papiloma humano, se compõe de, pelo menos, 200 espécies conhecidas de vírus relacionados. O nome papiloma se dá porque alguns desses vírus causam verrugas – papilomas. Esses vírus vivem e crescem em um tipo específico de células presentes em nosso corpo: as células epiteliais escamosas. Essas células estão na pele e nas mucosas – superfícies úmidas – como a cabeça do pênis, vagina, colo do útero, ânus, vulva, boca, laringe, garganta etc.        A maioria dos vírus causa apenas verrugas comuns, pois afetam a pele. Mas uma parte desses vírus têm preferência por mucosas, causando vários transtornos à saúde dos infectados.        É considerada uma DST – doença sexualmente transmissível – quando afeta os órgãos genitais ou o ânus, e a principal causa de contaminação é o sexo desprotegido. Há, também, a possibilidade da transmissão da mãe para o filho, durante o parto, se a mãe apresenta infecção.        Após a infecção não há como exterminar o vírus, mas pode haver controle. Se não tratada pode ser a principal causa de câncer de colo do útero e de ânus.        Seus sintomas mais comuns são: verrugas isoladas ou agrupadas nos órgãos genitais. São dolorosas e podem ter mau cheiro. As lesões podem aparecer no pênis, no ânus, na vagina, na vulva (toda área genital feminina), algumas vezes na região púbica (local onde há os pelos, acima dos genitais), no colo do útero, na boca, na garganta, na laringe e até nas cordas vocais.        Após a infecção o vírus pode ficar latente – não se manifestar – por anos, ou causar lesões em alguns dias.        Exames periódicos com o ginecologista poderão diagnosticar precocemente lesões no colo do útero, evitando sua evolução para o câncer. Todas as pessoas, se apresentarem lesões suspeitas, deverão imediatamente procurar um médico.       Há vacinas, mas para pessoas que ainda não estão infectadas. Alguns médicos indicam a vacina para tentar melhorar a resistência das pessoas já infectadas, mas isso ainda é passível de discussão. As vacinas não são indicadas para gestantes. Aqueles que quiserem saber mais sobre a vacina poderão procurar os postos de saúde de seu município. Créditos imagem: http://www.engravidar.blog.br/

Zumbido nos Ouvidos

O zumbido nos ouvidos, também chamado de acúfeno, tinnitus e tinido é bastante frequente. Milhões de pessoas apresentam esse sintoma em nosso país. Depois de dores e tonturas, é o sintoma que mais incomoda a humanidade. Seu surgimento, na maioria das vezes, está associado à perda auditiva. O zumbido é uma sensação auditiva que ocorre sem estímulos externos, isto é, não é produzido por um ruído ou vibração oriundos do ambiente. Consiste de um som persistente, causado pelo envio de impulsos sonoros ao cérebro, gerados por uma anomalia do próprio aparelho auditivo. A persistência desse ruído afeta o sono, a capacidade de concentração e o humor da pessoa. É sentido muito mais intensamente quando a pessoa está em um lugar silencioso. Apesar da causa mais comum ser a perda auditiva, – que pode acontecer por exposição constante a ruído volumosos ou pelo envelhecimento que, frequentemente, cursa com diminuição da audição – há inúmeras outras causas para o problema: Exposição prolongada a ruídos muito volumosos – mais de 85 decibéis; Inflamações do aparelho auditivo; Diabetes descompensado; Algumas alergias; Alguns medicamentos; Problemas neurológicos, como hérnia de disco, em algum local da coluna cervical (pescoço); Doenças na gengiva, nos dentes e disfunção na articulação da mandíbula com a têmpora; Doenças dos músculos, assim como alterações circulatórias no pescoço e na cabeça; Doença de Ménière, na qual há vertigem; Bloqueio por cera; Doenças ou acometimentos dos ossículos do ouvido interno; Tumor do nervo acústico – neurinoma do acústico; Hipertensão arterial e arritmias do coração mal controladas; Bebidas alcoólicas e cigarro; Disfunção da glândula tireoide; Problemas psiquiátricos, como ansiedade e depressão; Outros; Felizmente há, para a maioria dos casos, uma melhora considerável com o tratamento adequado, que deverá ser ministrado por um médico. Atividade física pode ser muito útil para um enorme número de pessoas acometidas por esse problema. Caso tenha alguma dúvida, ou apresente esse sintoma, procure ajuda médica.

Será que nossos animais de estimação podem nos transmitir doenças?

Será que nossos animais de estimação podem nos transmitir doenças? É muito difícil achar quem não goste de animais de estimação! Bilhões de pessoas, no mundo todo, têm algum animalzinho de estimação, hoje, frequentemente, chamado pet. Por mais que sejamos cuidadosos, ainda assim, podemos nos contaminar por alguma doença de nossos pets. Para prevenir contaminações, o primeiro quesito é a higiene. Temos que zelar pela limpeza de nossos animas, assim como do local onde eles vivem, de seus alimentos e água. Alguns animais devem ser devidamente vacinados e fazer consultas periódicas com um médico veterinário. Essa atitude lhes garante a saúde.       Mesmo sem apresentar sinais, cães e gatos, principalmente os que passeiam fora do ambiente doméstico, podem apresentar parasitoses intestinais transmissíveis. A larva mígrans é um exemplo. Presente nas fezes de cães e gatos – é causadora de uma doença de pele muito comum, chamada, popularmente, de bicho geográfico.  Essas larvas vivem apenas algum tempo no homem, pois este não sendo seu hospedeiro habitual, não oferece as condições necessárias para que completem seu ciclo de vida. Mas não é só isso. Também pode haver contaminação por vários outros tipos de agentes infecciosos, como fungos – causadores de micoses. Temos muitos tipos de animais de estimação, dos mais comuns aos mais exóticos. A maioria pode apresentar doenças transmissíveis ao homem. Abaixo, cito algumas delas: Salmonelas – vários animais podem ser seu reservatório – no homem, infectam o trato intestinal; é uma doença grave e pode se espalhar para outros órgãos; Psitacose – causada por um agente chamado clamídia – seus principais reservatórios são os papagaios, cacatuas, periquitos e araras, mas pode estar presente em pombos e outras aves. Causa infecção respiratória, tanto nas vias aéreas superiores quanto nas inferiores e, nesta última, pode produzir infecções pulmonares graves, principalmente em idosos; Toxoplasmose – causada pelo toxoplasma gondi, presente nas fezes de gatos. O homem também pode ser seu hospedeiro. Essa infecção, na maioria das vezes, não evolui para quadro grave; entretanto, quando infecta mulheres grávidas, causa doenças fetais; em pessoas imuno deprimidas, causa graves infecções em diversos órgãos; Leptospirose – Causada por um agente comum na urina de ratos e outros animais silvestres. Não é incomum a contaminação de cães, gatos e outros animais domésticos que, mesmo vacinados, podem se tornar hospedeiros e eliminar o agente através da urina. No homem pode produzir infecção grave, com acometimento de vários órgãos, causando icterícia – a pessoa fica amarela como um canarinho -; insuficiência renal – o rim para de funcionar -, entre outros agravos importantes; A raiva – causada por um vírus, é transmitida ao homem por animais infectados, principalmente cão e gato não vacinados. Trata-se de infecção grave do sistema nervoso que pode ser fatal; Pulgas, ácaros e sarna; A rara “Doença da arranhadura do gato”; Muitas outras; Este texto não tem a intenção de alarmar ou assustar as pessoas. Tem o objetivo, apenas, de informá-las sobre essas possibilidades, quando convivendo com animais. Muita atenção à higiene e ao bem-estar dos bichinhos!

Presbiopia

O que é Presbiopia?        Presbiopia é o nome que se dá à dificuldade que adquirimos, com a idade, para enxergar de perto. Também chamamos de “vista cansada”. Infelizmente, a maioria de nós, se viver bastante, passará por isso. Quais são os sintomas? Passamos, progressivamente, a ter dificuldade para focar objetos que estão perto de nós. Quando tentamos ler, vamos afastando, cada vez mais, as letras de perto de nossos olhos. Normalmente o processo se inicia a partir dos 40 anos de idade, podendo variar um pouquinho, mas sabemos que jovens diabéticos tendem a apresentar o problema precocemente. Dentro de nossos olhos há uma pequena lente – o cristalino – flexível, capaz de se acomodar, ficando, quando necessário, fininha ou mais grossa. Esse processo acontece pelos movimentos de pequenos músculos, dentro de nossos olhos, que têm a função de adaptar a visão para perto ou longe, conforme muda o formato do cristalino. Esses músculos, chamados de musculatura ciliar, funcionam de modo autônomo, ou seja, não estão sob nosso controle. Com o passar dos anos, nosso cristalino vai se tornando mais rígido e, com isso, menos acomodável. Também a musculatura ciliar perde um pouco de sua força. Com o esforço constante que a musculatura ciliar tem para tentar acertar o foco da imagem, sem sucesso devido à “dureza” do cristalino e menor potência de ação, algumas pessoas se sentem cansadas ou têm dores de cabeça. Não há remédios para isso. Um médico americano, Dr. William Horatio Bates, no século XIX, formulou alguns exercícios visuais, ainda de eficácia discutível, para postergar esse problema e fortalecer a musculatura ciliar. Não há mal nenhum em tentar. Se der certo, pode retardar a necessidade do uso de óculos de grau. No momento, o tratamento está no uso de óculos. O exame oftalmológico determinará o tipo de lente e graus necessários para a correção, individual, do problema. Lembrar que os óculos de um não servem para o outro.

Você sabe o que é hanseníase?

O que é Hanseníase?        A hanseníase, também chamada lepra, é velha conhecida da humanidade, citada, inclusive, na Bíblia. Lázaro foi infectado – motivo pelo qual algumas pessoas ainda chamam esses doentes de lazarentos.        Por muitos séculos foi uma doença altamente estigmatizante, isto é, condenava seu portador a viver separado da sociedade. O Império Romano, por exemplo, tinha locais específicos para eles, fora do povoado, forçando-os a viver com grande carência de recursos, numa vida indigna. Se saíssem desses locais e fossem reconhecidos, sofriam, com frequência, agressões e eram apedrejados. Isso acontecia pela ignorância do que era e de como se dava a transmissão da doença que, por seu aspecto e evolução, horrorizava as pessoas.  No Brasil, até há bem pouco tempo, tínhamos leprosários, comunidades de onde seus “moradores” não podiam sair. Passavam toda a vida nesses locais. Há, no Youtube, muitos relatos de pessoas que viveram ali.        Hoje a hanseníase está deixando de ser um “monstro”, pois há cura para a doença, de modo que as pessoas contaminadas, em tratamento, ou já tratadas, podem viver normalmente na sociedade.        Cerca de 90% das pessoas são imunes à infecção, apresentam resistência a ela.        A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium Leprae. Agride, principalmente, a pele e os nervos. Sua transmissão se dá pela via respiratória, gotículas de saliva, de pessoas contaminadas sem tratamento. A transmissão por ferimentos é muito rara.        Após o contágio, a pessoa pode passar mais de três anos sem manifestar a doença – período de incubação. Ao fim desse período, apresenta-se a forma inicial da doença, chamada indeterminada. Nessa forma, a pele apresenta manchas claras, secas, com queda de pêlos e diminuição da sensibilidade, somente na lesão. Ainda não atingiu um tronco nervoso.        Em uns dois anos, a forma indeterminada poderá evoluir para um dos três tipos possíveis: Tuberculoide – Nessa forma as lesões ficam bem delimitadas com bordas finas e parte central mais clara, são mais secas e têm queda de pêlos. Podem apresentar diminuição da sensibilidade. Em média se apresentam em até 5 lesões e já podem ter envolvido até dois troncos nervosos. Nessa fase, ausência ou diminuição da sensibilidade pode acontecer, inclusive, em pele sem lesão, se essa área for inervada por um tronco nervoso acometido; Dimorfa – com características da forma descrita acima e da descrita abaixo, é uma mistura de ambas. As lesões apresentam halo central claro e bordas mais grossas, chamadas de lesões foveolares. Apresenta mais de 5 lesões, em geral contáveis; Wirchowiana – Apresenta várias lesões em “placas”, manchas, pequenos caroços ou inchaços. Têm baixa sensibilidade em mais regiões do corpo. Nesse tipo há envolvimento de vários troncos nervosos;        Quando nos referimos à sensibilidade, estamos falando da capacidade de sentir algo tocando a região afetada e, também, da capacidade de sentir e distinguir a temperatura de um objeto, se quente ou frio.        Os frequentes ferimentos apresentados por alguns doentes ocorrem devido à diminuição da sensibilidade ou até à anestesia de certas áreas do corpo. Isso faz com que a pessoa se machuque, sem perceber, pois não sente quando se fere.        Aqueles que tiverem interesse em aprender mais sobre a hanseníase, podem encontrar, na internet, muitas imagens das formas descritas acima, assim como a história da doença durante a evolução humana.        Não se esqueçam: a hanseníase tem cura. Se tiver dúvidas sobre alguma alteração de sensibilidade ou lesão de pele, procure um médico.          Para saber mais ainda sobre a Hanseníase, assista um vídeo específico do assunto no nosso canal do youtube. Clique aqui e veja.

O olfato humano

O olfato humano. O olfato é um de nossos sentidos básicos. A maioria de nós não está consciente do quanto ele é importante. O olfato nos influencia naquilo que escolhemos para comer, nos perfumes e cosméticos que usamos e até na escolha da pessoa com quem queremos namorar. O principal órgão que compõe o sistema olfativo é o nariz. Na parte superior da cavidade nasal estão as células olfatórias – também chamadas de mucosa amarela – que têm a capacidade de captar moléculas aromáticas que estão suspensas no ar inspirado. O olfato funciona da seguinte maneira: ao inspirarmos, através do nariz, partículas aromáticas que, no ar, estão suspensas, alcançam a mucosa amarela e esta, utilizando seus cílios olfativos, se sensibiliza, transmitindo impulsos nervosos ao cérebro que os reconhece como sensação olfativa. As células olfatórias – mucosa amarela – apresentam-se da seguinte forma: Mucosa – alinhada no epitélio da cavidade nasal, capaz de capturar as partículas aromáticas a serem expostas aos cílios olfativos; Neurônios receptores olfativos – células sensíveis ao cheiro, recebem estímulos dos cílios olfativos e os transmitem ao cérebro; Cílios olfativos – estão nos terminais dos neurônios, captam as partículas aromáticas do ar. Há de 8 a 20 deles em cada neurônio olfativo. Os animais, incluindo o homem, têm o olfato diferente uns dos outros. Alguns muito sensíveis e outros nem tanto, como é o nosso caso. Há estudos indicando que cada animal tem uma quantidade de genes receptores olfativos (OR) que determinam o quanto eles podem cheirar. Um trabalho de Yoshihito Niimura, pesquisador do Departamento de Química Biológica Aplicada da Universidade de Tóquio, estudou o número de OR nos animais e, junto com sua equipe, apresentou a seguinte estatística: Homem – tem 396 OR; Elefante – tem 1948 OR; Rato – tem 1207 OR; Vaca – tem 1186 OR; Camundongo – tem 1130; Cachorro – tem 811. Dessa exposição, vemos o quanto nosso olfato é fraco se comparado ao de alguns animais. Algumas curiosidades: O olfato tem capacidade adaptativa, isto é, quando exposto a um odor que, no início, lhe causa uma sensação olfativa intensa, após um certo tempo se torna imperceptível. Só conseguimos identificar um odor de cada vez, apesar de que alguns odores são a combinação de vários. Quando estamos num local com vários odores diferente, os identificamos em ordem decrescente – um de cada vez e do mais intenso ao mais fraco – mas se tiverem intensidade igual, temos uma alternância na percepção de cada um. O olfato está intimamente ligado ao paladar. Sem o olfato, alguns sabores não são percebidos em sua totalidade – quando comemos, as moléculas aromáticas liberadas pelos alimentos sensibilizam o olfato. Desse modo há uma interação entre sabor e aroma. Isso torna o alimento mais aprazível além de estimular a salivação. Há estudos que mostram a diminuição de certos prazeres, inclusive o sexual, quando a pessoa, por algum motivo, perde o olfato.