Qual a importância da Lua para nossa Terra?

Qual a importância da Lua para nossa Terra? Eis aqui uma questão muito interessante.        Poucas pessoas se dão conta do quanto a Lua é importante para nós. Sabemos que sem a Lua, provavelmente, não haveria vida na terra.        A Lua, nosso satélite natural – satélite é o nome que se dá para corpos que orbitam planetas -, é, possivelmente, tão antiga como a Terra, cerca de 4,5 bilhões de anos.        Durante séculos o homem vem estudando a Lua e se questionando sobre como se formou e sobre como passou a orbitar a Terra. Há várias teorias que tentam explicar a questão. Vamos, rapidamente, conhecer as mais importantes: Teoria da captura:        Essa hipótese aventa a possibilidade de a Lua ter sido captada pela Terra, ao passar perto desta. A Lua seria um astro errante que, em algum momento, atraída pela força gravitacional de nosso planeta, passou a orbitá-lo. Teoria da fissão:        Segundo seus defensores, a Terra poderia ter tido uma velocidade de rotação (girar ao redor de seu próprio eixo) bem maior no início de sua formação e, com isso, lançado grande quantidade de fragmentos de si mesma ao espaço. Esses fragmentos, com o tempo, se aglutinaram e deram origem à Lua, que permaneceu orbitando a Terra, presa à sua gravidade. Teoria descartada, pela diferença da natureza que as rochas lunares têm das rochas do Pacífico. Coacreção:        Essa hipótese propõe que a Terra e a Lua tenham se formado ao mesmo tempo, supondo terem, ambas, se originado de uma mesma nuvem de poeira e material cósmico.  A ideia foi descartada, pois seria difícil não se terem fundido, em algum momento, pela ação das forças gravitacionais daquele sistema. Colisão:        Alguns cientistas aventaram a hipótese de a Terra ter tido, em algum momento, duas luas que acabaram colidindo e se fundindo. A ideia não atraiu muitos defensores e acabou sendo pouco valorizada. Teoria do grande impacto e teoria de impactos múltiplos de vários corpos:       São as teorias mais aceitas até agora.        Coloco as duas teorias juntas porque são parecidas. Na teoria do grande impacto, a Lua teria se formado pela colisão da Terra com um outro planeta menor, talvez do tamanho do planeta Marte, num ângulo que provocou a projeção de muito material ao seu redor. Com o tempo, esse material se fundiu originando a Lua. A Terra, também, teria se fundido com a parte restante desse planeta errante. Deram até um nome para esse hipotético planeta: Theia.        Na teoria dos impactos múltiplos, bastante semelhante à anterior, muitos corpos menores que o planeta Marte teriam se chocado com a Terra primitiva e, em cada episódio, projetado material da Terra para o espaço. Esse material, após aglutinação, teria originado a lua.        Após essa especulação sobre a formação de nosso lindo satélite, vamos ao tema principal: sua importância para nós.        Em primeiro lugar, a Lua, devido à sua força gravitacional, causa um efeito chamado “tidal force” – efeito da força de maré. Isso faz com que o material do interior da Terra se movimente ao acompanhar os movimentos da Lua. Esse movimento provoca atrito nesse material que se torna muito aquecido, derretendo o silicato e formando o manto e a magma, conhecida como o material expelido pelos vulcões, quando em erupção. Esse processo mantém o planeta vivo.        Essa força, também, estabiliza o movimento de rotação do planeta, evitando mudanças em seu eixo. Há uma pequena inclinação do eixo de rotação da Terra em relação ao seu plano de eclíptica (plano imaginário formado pelo círculo que a terra faz durante seu movimento orbital ao redor de nossa estrela) que, graças à interferência da Lua, não muda. Por esse motivo há, durante o ano, uma alternância entre os hemisférios terrestres que se voltam para o Sol. Essa característica é a responsável pelas quatro estações climáticas do ano, também, importantíssimas para a vida no planeta.  O mesmo acontece com as marés dos oceanos, que os cientistas afirmam terem sido cruciais ao surgimento da vida na terra.       Uma curiosidade: A lua tem sempre a mesma face voltada para a Terra.Por quê?  Acredita-se que a força gravitacional da Terra tenha freado muito a rotação da Lua, de modo que seu período de órbita ao redor da Terra passou a ter o mesmo tempo que sua rotação, ou seja, 27,322 dias terrestres. Por isso, ela nos apresenta sempre a mesma face enquanto dá uma volta ao nosso redor.        Ela é a maior Lua de nosso Sistema Solar, quando comparada ao tamanho do planeta ao redor do qual orbita.        Certamente, sem a Lua, as coisas seriam muito diferentes por aqui.

O nascimento da astronomia

É claro que observar o céu tem sido um hábito do homem desde que se deu conta de sua própria existência. Observar a natureza e seus mistérios tem levado o homem a buscar respostas para suas descobertas. Como surgiu a astronomia? A astronomia – ciência natural (voltada à natureza) que estuda os corpos celestes e os fenômenos que ocorrem fora da atmosfera de nosso planeta – teve início a partir do século VI A.C, quando os filósofos gregos passaram a estudar os fenômenos celestes, sem permitir que mitos e religião interferissem em suas descobertas e conceitos. É nessa época que a matemática e a geometria passam a ser usadas como instrumentos para descrever os fenômenos celestes. Pitágoras propôs a noção de que nosso planeta é uma esfera e não uma superfície plana, como se pensava em sua época. Ele acreditava que leis naturais estavam na essência dos movimentos harmoniosos que mantinham o equilíbrio da relação entre os astros. Um século depois, a escola pitagórica – escola do pensamento e da ciência, criada pelos filósofos gregos -, através da observação da sombra que a terra projeta na lua, durante os eclipses desta, incorporou as ideias de Pitágoras aos seus conceitos astronômicos. 300 anos antes de cristo foi fundada a escola de Alexandria, onde estudaram figuras proeminentes da inteligência humana. Entre muitos estudantes dessa escola se destacaram: Aristarco de Samos, astrônomo e matemático, primeiro cientista a propor que o Sol era o centro do Sistema Solar e que a Terra apresentava movimento de rotação. Deixou um livro: “Sobre os tamanhos e distancias entre o sol e a Lua”; Eratóstenes, primeiro estudioso a calcular com grande precisão o tamanho da Terra; Hiparco, o maior astrônomo da Grécia antiga e o inventor do astrolábio – instrumento para medir a altura dos astros pelo ângulo que os separa do horizonte. Hiparco calculou, com bastante precisão, o período de revolução e órbita da lua, e fez o primeiro catálogo estelar de que se tem notícia, classificando as estrelas em seis categorias, conforme seu brilho; Cláudio Ptolomeu foi quem fez a compilação dos dados mais importantes da astronomia grega. Após isso, os árabes, adquirindo todos os conhecimentos da astronomia grega, contribuíram imensamente para o desenvolvimento da astronomia. Houve uma fase de nossa História em que a astronomia ficou estagnada, quase involuiu, devido à terrível influência da Igreja, que condenava à fogueira aqueles que ousassem desafiar seus conceitos sobre o universo e sua criação. Felizmente esse poder foi derrubado e a ciência pôde reiniciar seu desenvolvimento com pensamento livre. Hoje em dia a astronomia se tornou uma ciência bastante complexa e, aliada à tecnologia, tem feito incríveis descobertas a respeito do Universo. Assista em nosso canal do Youtube, um vídeo sobre a Super Lua, muito interessante:  

Europa, a Lua de Galileu, que pode abrigar vida

Europa, a Lua de Galileu, que pode abrigar vida  Galileu Galilei, um padre italiano, apaixonado pela física e pelos planetas, aperfeiçoou o telescópio refrator em 1609 e, com isso, passou a observar o céu. Suas observações revelaram coisas muito interessantes, revolucionando a ciência da época. Descobriu as manchas solares, as irregularidades e montanhas da lua, as fases do planeta vênus, os famosíssimos anéis de saturno, as incontáveis estrelas de nossa galáxia, as 4 luas principais de Júpiter – foco deste texto -, entre muitas outras coisas. Suas descobertas acabaram induzindo o pensamento lógico em direção ao heliocentrismo – o Sol como centro do sistema solar, e não a terra, como se acreditava na época. Esse tema e suas repercussões, inclusive para Galileu, serão abordados em outro texto. Embora hoje conheçamos, pelo menos, 67 luas orbitando o planeta gigante, as primeiras luas de Júpiter a serem observadas foram as luas de Galileu ou luas galileanas, que são em número de quatro: Europa, Ganimedes , Io e Calisto. Elas são as maiores luas de Júpiter e geologicamente tão interessantes que motivam constantemente os astrônomos “planetólogos”. Nos últimos tempos, Europa, que tem o diâmetro um pouco menor que o de nossa lua, tem chamado muito a atenção dos cientistas. Em 1979, após chegarem a Júpiter, as duas sondas Voyager iniciaram pesquisas mais detalhadas da superfície de Europa. Em 1995 chegou a Júpiter, a Sonda Galileu, dando continuidade às observações que em 1998 levaram os cientistas a anunciar terem encontrado fortes evidências de que existe, em Europa, um oceano salgado sob o gelo da superfície. Resumindo:  esses estudos e observações revelaram um astro de superfície gelada, fato que o torna muito brilhante às observações, pela grande quantidade de luz que reflete. Essa superfície, uma “casca de gelo”, está, possivelmente, cobrindo um imenso oceano que ocupa toda a superfície do astro. Além de cobrir o oceano, essa capa de gelo acaba, também, sendo um escudo para todo tipo de agressão espacial. Se for assim, alguns cientistas acreditam ser possível a existência de vida nesse oceano, semelhante àquela que existe nas profundezas dos oceanos da Terra. Por suas características, Europa é considerada, junto com o planeta Marte e Titã – uma das luas de Saturno -, o ambiente extraterrestre com melhor condição para abrigar alguma forma de vida. Assim como os planetas interiores – Mercúrio, Vênus Terra e Marte – Europa é rochosa. Se você gosta desse assunto, pesquise sobre temas da astronomia. Você encontrará um arsenal fantástico e apaixonante de informações sobre a natureza do universo.

A morte do Sol

O Sol, nossa fonte de luz e energia, é o grande responsável por toda a vida na terra. O Sol é uma estrela, e, na verdade, uma estrela bastante comum. Pesquisas da astronomia – que é uma ciência – teorizam que o sol tenha aproximadamente 4,5 bilhões de anos e que continuará a existir, como é agora, por outros 4,5 bilhões. Numa analogia ao homem, sob o ponto de vista do tempo de sua existência, poder-se-ia dizer que representa um senhor de meia idade, de uns 50 anos, pois já viveu metade de sua vida. O Sol é o centro de nosso sistema solar. Ele dá sustentação às órbitas de todos os planetas e dos outros objetos que compõem essa estrutura astronômica. Sua massa é tão grande que representa mais de 99% de toda a massa do sistema. Sua energia vem de reações nucleares nas quais transforma o hidrogênio, elemento absolutamente predominante em sua composição, em hélio. Essa reação é exotérmica, isto é, produz calor, dando ao Sol sua cor e temperatura. Estrelas como o Sol permanecem por bilhões de anos produzindo sua energia dessa forma – dizemos que são estrelas na sequência principal. Por ser muito grande, o Sol é o centro do sistema solar, mas isso não é tudo, pelo menos para nós, aqui na Terra. Toda a vida no planeta tem nele sua origem. Será que ele pode morrer? Sim! Sabemos que as estrelas, assim como tudo o que existe no universo observável, têm começo, meio e fim. Claro que sua existência, quando comparada à vida do homem, parece infinita. Como disse acima, sua energia vem de sua imensa reserva de hidrogênio, mas essa reserva não é infinita. Os físicos calculam que em cerca de 4,5 bilhões de anos essa reserva estará se esgotando. Mas o pouco de hidrogênio, ainda remanescente, estará sendo fundido em uma “casca” externa ao núcleo. Nesse ponto, uma nova fase da vida do sol se iniciará. Provavelmente o princípio do fim. Nessa fase o Sol, que sairá da sequência principal, passará a transformar, em seu núcleo, o hélio em carbono. A estrela se expandirá rapidamente para uma “Gigante Vermelha”, que pode multiplicar seu diâmetro de dezenas a centenas de vezes. Há a possibilidade de sua superfície ultrapassar a circunferência da órbita de alguns planetas, engolindo-os. Até a Terra pode ser engolida. Na fase de gigante vermelha, estrelas como a nossa, normalmente, permanecem apenas por alguns milhões de anos. É um processo muito rápido se comparado aos bilhões de anos que a estrela já tem. Como nosso Sol não tem massa o suficiente para criar pressão e calor, em seu núcleo, capazes de fundir o carbono, quando terminam suas reservas de hélio e hidrogênio, acaba ejetando suas camadas externas originando o que chamamos de nebulosa planetária, dando um fim à fase de gigante vermelha. No centro dessa nebulosa permanece apenas o exaurido núcleo da estrela que se torna uma “Anã Branca”. Então, no final, nosso Sol será uma pequena estrela branca, a se esfriar por bilhões de anos e, finalmente, escurecer. Não se assustem, nosso Sol ainda vai viver bilhões de anos!