A importância da Autenticidade
Todos temos uma concepção única e pessoal da vida. Não há, no mundo todo, duas pessoas que pensem da mesma maneira. Cada um de nós tem seu universo secreto e, dentro de seus parâmetros, uma forma de se adequar à existência. É muito inteligente observar as pessoas, admirar alguns de seus feitos e aprender com a experiência delas, mas tentar imitá-las não parece ser efetivo quando o objetivo é encontrar realizações e sabedoria. Como disse, certa vez, Arthur Schopenhauer: ”Nunca tomar ninguém como modelo”. Segundo o filósofo, “para as nossas ações e omissões, não é preciso tomar ninguém como modelo, visto que as situações, as circunstâncias e as relações nunca são as mesmas, e porque a diversidade dos caracteres também confere um colorido diverso a cada ação”. Quando duas pessoas fazem a mesma coisa, não é a mesma coisa. Diante de situações que nos surgem, exigindo uma ação ou omissão, devemos observar o “todo” de modo maduro e com seriedade e, segundo nosso caráter, agir sem parcimônia como entendemos correto. Agindo assim, estamos sendo originais, e há uma consonância entre nossos atos e o que realmente somos. É a autencidade que nos confere consistência e confiança. Busquemos ser quem somos, sempre honestos e respeitando o espaço dos outros. Assim nunca perderemos tempo elaborando uma ideia ou postura compatível com o papel que representamos, correndo o risco de, numa distração, que eventualmente acontecerá, nossa máscara cair.
Como se ocupar
Com a correria do dia a dia quase não paramos para perceber a nós mesmos. Estamos tão acostumados ao “barulho” de nossos pensamentos incessantes e descontrolados que perdemos a conexão com nossa própria natureza interior. Quantas são as pessoas que param para prestar atenção a simples sinais que são frequentemente emitidos pelo corpo? Atos comuns como comer e beber água se tornar automáticos; a escolha do que comer e beber não tem critério baseado na saúde, mas na praticidade, rapidez e prazer ao paladar. Cada vez mais aumenta o número de empresas de fastfood, assim como o número de pessoas agitadas, ansiosas e deprimidas. Precisamos prestar atenção aos sinais que nosso corpo e mente nos dão. Claro que é muito importante ganhar dinheiro, ter projeção social, ser “popular” etc., mas será que não estamos pagando um preço alto demais para obter essas coisas? Parem um pouco, sintam a respiração, fiquem em silêncio, observem o fluxo de seus pensamentos, percebam como é ficar consigo mesmos. Comam quando sentir fome, bebam quando sentir sede. Procurem entender, através da análise do que vai em sua mente, o que te causa ansiedade, agitação, medo, e todo um emaranhado de emoções conflitivas oriundas dessa ansiedade que nos aflige frequentemente. Estamos precisando de contato humano, fazer refeições adequadas junto com pessoas a quem consideramos, como amigos, cônjuges e familiares. Precisamos conversar sobre nossas vidas, contemplar e degustar o calor que recebemos das pessoas que nos amam e, juntos com elas desfrutar da refeição enquanto mastigamos calmamente nossos alimentos. Caminhar de mãos dadas, nos atentar a coisas simples, como lindos vasos de flores nas casas das ruas por onde passamos. Precisamos olhar nos olhos das pessoas, sorrir, sentir que em cada pessoa que encontramos há um Ser humano que, como nós, sente, aspira, ama, acerta, erra e se frustra. Não ficaremos aqui para sempre. Daqui nada levaremos. Cada minuto passado é apenas uma lembrança, não pode mais voltar. Aproveitem bem cada oportunidade, vivam intensamente as alegrias que têm, não se apeguem a nada. Vivam todas as coisas, inclusive seu corpo, da mesma forma com que contemplamos uma linda flor, cuidamos dela, a admiramos e nos alegramos com sua beleza, mesmo sabendo que em breve irá murchar. Se não fizermos assim, seremos como crianças que brincam na areia da praia, fazem um castelo perto da água e nele criam um mundo imaginário. Ao subir da maré, as ondas destroem o castelo e as crianças choram. Os adultos que as observam riem delas, pois estiveram sempre conscientes de que as águas do mar, em algum momento, desmanchariam aquele castelo. A vida, com todas as suas atrações, não é mais do que esse castelo, o qual, em algum momento, sucumbirá às ondas do tempo. Tentem se ocupar, sempre que possível, com coisas que os façam felizes e relaxados, em conversas amistosas com pessoas queridas, com a natureza, com uma culinária criativa e saudável e, é claro, bebam muita água. A paz interior é o maior tesouro que um homem pode conquistar!
Você dorme bem?
Você dorme bem? O que é dormir bem? Todos precisamos de um tempo adequado de sono, ininterrupto e relaxante. O número de horas varia de pessoa para pessoa, mas está entre 6 e 8 horas de sono por noite. Disso depende nossa saúde, humor e produtividade durante o dia. Se conseguirmos isso, então estamos dormindo bem. Há muitas situações que interferem com o sono normal, causando sofrimento aos insones durante a noite e o dia. Das situações, a mais comum é a ansiedade pelo excesso de preocupações com as coisas do dia a dia. Mas há, também, a obesidade, a dificuldade para a respiração nasal (nariz entupido ou parcialmente entupido), relaxamento anormal do palato mole (parte de trás do céu da boca), que fica mole e atrapalha a respiração quando a pessoa dorme, resfriados, infecções respiratórias, bronquites, dores, etc. O ronco, muito comum no distúrbio do sono, pode se agravar numa forma mais crítica, a apneia do sono. Nesse caso, a pessoas fica pequenos períodos de tempo sem respirar e, em casos mais críticos, tem que acordar muitas vezes para respirar. Se você se encontra numa dessas situações, vale a pena começar a melhorar isso. Pode iniciar perdendo peso, fazendo atividades físicas e meditação para relaxar e diminuir a ansiedade. Em casos mais difíceis, decorrentes de problemas mais específicos, haverá a necessidade da ajuda de um médico. Isso é muito sério. Respeite sua saúde e a de quem dorme perto de você. Cuide-se. Dica de Leitura: Como gerar gratidão e manter uma mente serena?
Emagrecer com Saúde
Poucos de nós têm o metabolismo estável e a tendência a manter o peso constante. Conforme vamos amadurecendo, temos a propensão natural de ganhar mais peso e de adquirir uma forma mais arredondada. O maior problema está no fato de que ganhar peso favorece o aparecimento de distúrbios metabólicos, como: aumento do colesterol e triglicérides, aumento da concentração do ácido úrico no sangue e até diabetes. Mas o que mais nos incomoda é a perda da boa forma. Raramente nos preocupamos com doenças. Estamos sempre atentos às mudanças estéticas. De repente decidimos fazer uma dieta, um regime alimentar; e é aí que moram os problemas. As pessoas raramente consultam um médico quando decidem iniciar uma dieta e, agindo assim, não fazem alguns exames necessários para afastar certos distúrbios metabólicos que podem causar aumento de peso. Além disso, dificilmente procuram a orientação de um nutricionista. Devemos tomar muito cuidado com dietas que aparecem do nada e se tornam a “febre” do momento. Também não se devem tomar remédios para emagrecimento sem o conhecimento de um médico. Muitas pessoas perderam a vida e a saúde com esse tipo de conduta. Se decidirmos emagrecer, devemos primeiramente procurar um médico. Se não tivermos nenhum problema de saúde, então procuramos um nutricionista e, se possível, orientação de um treinador físico habilitado. A atividade física é de importância capital para o sucesso da perda de peso com saúde. Amemos nossos corpos sem nunca ignorar os cuidados necessários para mantê-los saudáveis.
Higiene Bucal
A boca e a cavidade oral são a porta de entrada para todo nossa nutrição, pois é através dela que os alimentos e líquidos entram em nosso organismo. Compõem se pelos lábios, dentes, mucosa interna (pele que reveste a cavidade interna da boca), língua, palato (céu da boca) e orofaringe (a parte de trás). Sendo o caminho para a alimentação, expõem-se o tempo todo a micro-organismos, além de acumular resíduos alimentares. Essa característica da boca favorece a reprodução de bactérias e outros organismos em suas estruturas, podendo causar mau cheiro, ulcerações na cavidade oral e deterioração dos dentes. Considerando o exposto acima, torna-se visível a importância da higiene bucal, como pré-requisito indispensável para a manutenção da saúde. Há, é claro, outros benefícios conseguidos com a higiene bucal. Uma boca com aspecto saudável e limpo nos torna mais atraentes. O mesmo podemos dizer do bom hálito. Afinal, também usamos a boca para demonstrar carinho, amor e desejo, através do beijo. Deem mais atenção à saúde oral. Adquiram o hábito de escovar os dentes e a língua, pelo menos, duas vezes ao dia. Usem fios ou fitas dentais para retirar fibras e restos alimentares que, eventualmente, ficam entre os dentes após a alimentação. Procurem um médico ou um dentista caso apresentem dor, sangramento, ferimentos, ulcerações ou mudanças na cor da mucosa oral, assim como nos lábios. Procurem, também, periodicamente, um dentista para avaliação do estado de seus dentes. Lembrem-se: não há real felicidade sem saúde. Saúde não tem preço.
Envelhecimento saudável
Até o início dos anos 90, acreditava-se que a velhice era implacável e tinha um curso pessoal baseado na herança genética, seguida do resultado de hábitos praticados pela pessoa durante a vida, não se podendo interferir, de modo efetivo, em sua evolução. No início dos anos 90, um grupo de médicos americanos criou a “Academia médica americana do antienvelhecimento” (Academy of Anti-Aging Medicine) que, revolucionando a visão médica daquela época, mostrou que era, sim, possível interferir no curso do envelhecimento, não o impedindo, mas preservando a saúde a qualidade de vida das pessoas mais idosas e daquelas em processo de envelhecimento, inclusive prolongando suas vidas. Em um artigo recente do Dr. Paulo Camiz, médico Geriatra da USP, são estabelecidos cinco pilares para o antienvelhecimento: – Dieta saudável – Atividade física regular – Inserção social – Saúde emocional – Controle de doenças A dieta saudável é aquela adequada ao metabolismo e à intensidade dos hábitos físicos individuais de cada pessoa. Combatendo a obesidade e promovendo uma diminuição dos chamados radicais livres, é possível diminuir inflamações e oxidações no organismo. Atividade regular se refere a exercícios físicos praticados, considerando-se a capacidade de cada um, promovendo melhora muscular e maior flexibilidade, além de fortalecer o sistema cardiorrespiratório das pessoas. Inserção social envolve um trabalho de especialistas e da família, promovendo uma interação constante entre as pessoas mais idosas e o meio em que vivem – familiar e social – além de estimular a participação dessas pessoas em projetos de artes, inclusive faculdades da terceira idade, mantendo-as ativas e úteis. A saúde emocional acaba sendo uma consequência das ações anteriores, pois com esses cuidados a pessoa se sente querida e, participando da dinâmica familiar, feliz e motivada. No controle de doenças entram os médicos, tratando as complicações comuns da idade, como dores, reumatismos, pressão alta, diabetes, obesidade, perda auditiva, catarata, etc. Portanto, encare o tempo com coragem. Já temos meios de diminuir drasticamente as dificuldades da idade. Se queremos viver bastante, não poderemos evitar o envelhecimento, mas poderemos aproveitar as coisas boas que existem em cada fase da vida.
O que todos queremos?
Alguém já parou para se perguntar o que iguala tudo aquilo o que vive e é senciente – tem a capacidade de sofrer e sentir prazer ou felicidade – nesse mundo? Poucas pessoas pensam nisso, pois todos estamos muito distraídos com nossas próprias vidas, não temos tempo para esse tipo de reflexão! Há quatro coisas muito marcantes que se encontram presentes em todo ser senciente:nascimento, desejo de ser feliz, envelhecimento e morte. Dessas, o desejo é a mola que nos impulsiona a viver. Não apenas nós, mas também os animais buscam o conforto e a saciedade. Dessa percepção, podemos inferir que a busca pela felicidade é o fator comportamental mais importante e comum entre os seres! A questão é: em nosso caso, o que nos fará felizes? Talvez essa seja a pergunta mais difícil que temos para nós mesmos. Raramente alguém tem uma resposta definitiva. A procura para essa resposta deveria começar pelo autoconhecimento. O que é a base para a felicidade, com todas as suas nuances de subjetividade e abstração? Com certeza é o corpo físico. Afinal é através dele que nos relacionamos com o mundo. Então, a saúde física é o primeiro degrau para a felicidade. Não é muito difícil entender isso, mas a maioria das pessoas só percebe o valor de sua saúde quando esta apresenta problemas. Refletindo sobre isso, seria melhor passarmos a dar mais atenção à saúde, ficando atentos aos inúmeros sinais de desequilíbrio que nossos corpos estão constantemente nos dando, embora quase sempre negligenciados. Precisamos estar conscientes de sinais físicos, como: noites ruins de sono, desânimo, dependência crescente de substâncias viciantes, ganho de peso, dores diversas, preguiça, indigestão, problemas intestinais, falta de ar, fadiga aos pequenos esforços, inchaços, tosse crônica, etc. Vamos nos avaliar e ver se temos a base para todos os prazeres, uma base que seja capaz de nos permitir aproveitá-los em sua plenitude e nos garantir bem-estar e relaxamento. Pensem nisso!
Impermanência
Andando na rua, observei uma criança brincando aos pés de seus pais. Ela fazia um cavalinho de brinquedo saltar, relinchar e correr com uma alegria imensa. Isso me trouxe à memória minhas brincadeiras de infância. Fez me lembrar que costumava fingir ser um poderoso feiticeiro, acho que influenciado pelos seriados “A feiticeira” e “Jeannie é um gênio”. Nesses momentos eu vivia a fantasia que criava de modo real. Fazia coisas levitar, aparecer e sumir, criava castelos, naves espaciais, reinos intergalácticos etc. Comecei a crescer, e imperceptivelmente fui trocando essas fantasias por sonhos que estavam relacionados aos valores familiares e da sociedade na qual fui criado. Tive a sorte de ler alguns livros de magia e esoterismo que me fizeram pensar: nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos. Não é difícil perceber isso em nossas vidas. Será que o mesmo ocorre a todos os objetos da consciência? Me perguntava isso com certa frequência. Certa vez, na escola, fui introduzido à astronomia por uma professora de geografia. Embora a abordagem tenha sido superficial, me despertou o interesse em conhecer o Universo do qual faço parte. Passei a estudar com muita determinação e disciplina a formação do sistema Solar. Que fascinante é o surgimento de uma estrela! Com esse conhecimento, percebi que mesmo esses corpos imensos e incrivelmente longevos não podem fugir ao ciclo da existência. Tudo, literalmente tudo, passa pelo mesmo ciclo – nascer, crescer, envelhecer e morrer. O mesmo ocorre com os dias! Pela manhã surge o sol; tem a temperatura morna e seus raios iluminam o mundo de forma suave. Em seguida o sol chega a pino, enche a terra com luz intensa e o máximo de seu calor. Conforme a tarde vai chegando, sua luz diminui e seu calor arrefece. No início da noite, o sol desparece e lentamente surge a escuridão, contudo, não sentimos medo. Não sentimos medo porque sabemos que em algumas horas o Sol renascerá. Não temos medo porque conhecemos o ciclo de nascimento, crescimento, envelhecimento e morte do dia; sabemos que haverá um outro dia. Parece me que o Universo não se cansa de nos alertar para a realidade das coisas! Dentro desse ciclo ocorre a rara vida humana que, apesar de efêmera, nos parece extremamente consistente e real. Para alguns, essa efêmera existência, parece insuportável. Qual seria o real motivo da existência? Por que existimos? Por que sofremos? Nossa! Olha aí as eternas questões da humanidade. São questões antigas, acompanham o pensamento humano, mas podem fazer muita diferença na vida daqueles que buscam respondê-las. Toda a vida está embasada na lei do mais forte onde, sempre, alguém explora outro alguém mais vulnerável . Parece injusto mas é assim. Há um relato na vida de Buda, sobre sua infância, que ilustra essa questão de modo muito bonito. Certa vez, quando ainda menino, Sidharta, o Buda, estava sentado sob uma árvore observando lavradores que aravam a terra utilizando a força animal. Observou que quando o arado revolvia a terra, expunha vermes e minhocas que eram imediatamente arrebatados por pássaros que ficavam à espreita. Observou, também, o sofrimento e cansaço dos bois que puxavam o arado. Passou por um período de contemplação e reflexão e percebeu que a cadeia que sustenta a vida é permeada de sofrimento. Pensou na vida humana e chegou à mesma conclusão. Então se perguntou: o que fazer para não sofrer? Questões assim são o âmago da verdadeira busca espiritual. Com certeza, esse é o meio pelo qual começamos a desmontar a ilusão sob a qual a maioria de nós passa toda a vida sem perceber. Não creio que haja um motivo para existir. Acho que a vida é um eterno fluir que tem como fruto a felicidade. Mas para saber o caminho que nos leva a essa felicidade, temos que existir incontáveis vezes num processo de descobertas constantes. A maior lei do Universo é sua natureza impermanente. Tudo muda o tempo todo e é exatamente essa mudança que causa o maior sofrimento da humanidade que, por natureza, tende a considerar eterno tudo aquilo de que gosta ou tem apego. Não sabemos lidar com mudanças. Ilusoriamente nos acomodamos às nossas vidas, iludidos de que nada mudará, até que as coisas mudem; aí nos desesperamos. O Universo, em seus mais ínfimos detalhes, só pode ser percebido através de sua dualidade – bom/ruim, claro/escuro, bonito/feio, quente/frio… Como gostaria de me estabilizar diante das mudanças. Acredito que o único modo para conseguir isso é me manter consciente da impermanência com que a realidade se manifesta. Se pensarmos de modo técnico, podemos dizer que só existe um eterno agora! O passado é apenas uma lembrança e o futuro uma possibilidade, mas o agora é tudo o que temos tido desde nosso primeiro alento. Quando olhamos a realidade por esse ângulo, percebemos a mágica incrível que é existir. Aparecemos e desaparecemos do instante em que existimos e, entre este surgir e extinguir, pessoas, coisas e animais aparecem e desaparecem de nossa realidade consciente. O que persiste é o efeito que deixam, indelevelmente, em cada um de nós. Impossível chegar a outra conclusão que não a de que a felicidade é o único motivo de existir. Não como objetivo, mas como sua natureza. Por algum motivo, em algum momento, perdemos essa percepção, deixamos de perceber que existir já é, por si mesmo, felicidade. A felicidade é inerente ao processo consciente puro- a consciência não apegada ou não identificada com qualquer objeto de sua percepção- da mesma forma que a luz é inerente ao calor do sol. Quando olhamos por esse ângulo, retornamos àquela criança que deixamos no passado de nossa infância. Aquela que tinha alegria e podia viver a realidade de sua imaginação que, com certeza, nunca foi menos real do que essa realidade que acreditamos existir agora. O que é real? Filosoficamente só pode ser real aquilo que permanece. Só pode ser real aquilo que não sofre ação do tempo. Só pode ser real aquilo que nunca começou e que nunca terá fim. Só pode ser real aquilo que
O corpo ideal!
Será que realmente existe algo como corpo ideal? Aparentemente as pessoas têm, cada vez mais, dedicado parte de seu tempo modelando o corpo em academias e clínicas de estética. Algumas pessoas recorrem a métodos agressivos e chegam a colocar a saúde e até a vida em risco. Infelizmente coisas assim ocorrem porque há uma grande confusão de valores na sociedade atual. A verdadeira definição de corpo ideal está muito longe do que é entendido pela maioria das pessoas. O objetivo de todos, certamente, é ser feliz, mas há uma urgência na necessidade de se mudar o foco dessa busca. Devemos focar não só a bela aparência – lembrar que a beleza física se deteriora com o tempo -, que também é uma questão de gosto, mas a saúde como um todo. Pessoas de menor estatura e de compleição física grande não poderão ser esguias e magricelas. Pessoas longilíneas, magras, não poderão ter enormes bíceps, nádegas e coxas. Há uma enorme variedade de formas em nossa espécie, e há gosto para todas elas. Devemos nos livrar da ideia padrão que os meios de comunicação e marketing vêm colocando na cabeça das pessoas, sugerindo que somente um determinado tipo faz sucesso. Isso é apenas comércio, e vem causando um considerável mal às pessoas que buscam diligentemente se enquadrar nesse padrão. O tipo ideal é aquele que, respeitando sua natureza, se mantém saudável, ágil, consciente de suas habilidades, integrado à natureza e àqueles a quem ama e com quem se identifica. A felicidade não está numa receita que se inicia com uma aparência perfeita! Encontra-se dentro de cada um de modo peculiar e pessoal, não pode ser padronizada; é temperada pelo amor, curiosidade, acertos, conquistas, erros, derrotas, ganhos, perdas, alegrias e tristezas que cada um de nós, inevitavelmente, experimentamos durante a vida. Não há vida perfeita, mas pode haver uma vida grandiosa, quando nos aceitamos e utilizamos nossa individualidade exclusiva para sermos quem somos, tecendo, durante nossa existência, uma teia de sabedoria e história, interligadas por alegrias e tristezas, que dará um colorido único a cada um de nós. Precisamos aprender a amar a nós mesmos, para sermos capazes de estender esse amor aos outros como uma fonte que não seca. Pense nisso. Você já tem tudo para iniciar sua busca por você mesmo. É só começar.
Estruturação da Mente do Homem
Retomando o homem desde seu nascimento, podemos perceber que à medida em que seu corpo se desenvolve, proporcionalmente, se desenvolve sua sensibilidade aos fenômenos de seu meio que são percebidos. Os olhos se abrem, passam a perceber a luz. Quase sempre a primeira imagem marcante que temos é a do rosto de nossa mãe; nossos ouvidos passam a perceber os sons e com isso, também, a voz de nossa mãe. Aos poucos começa a relação desse bebê com o mundo. De início, aparentemente, o bebê sente-se parte da mãe e, com o passar do tempo, começa a se diferenciar. É interessante observar que toda vez que chora, o bebê atrai atenção para si, então, cada vez que deseja a presença da mãe, ele chora, pois em seu primeiro entender, essa é a forma de conseguir o que quer. No início, o bebê nada sabe do mundo e, aos poucos, praticamente tudo lhe é ensinado. Com o desenvolver da percepção, começa a se desenvolver, também, a habilidade mental. Quando começa a processar quantidades maiores dessas informações sensoriais, começa a criar os rudimentos da realidade que passará a ser o seu universo interno. Quando observamos crianças brincando, percebemos que há algo em sua estrutura emocional muito difícil de ser explicado, que torna único cada um de nós, isso se evidencia quando vemos a reação diferente de cada uma delas a um mesmo estímulo. Situações como essa indicam que a realidade tem muito da forma como é sentida. Parece, então, que a realidade é diferente para cada um de nós.