O olfato humano
O olfato humano. O olfato é um de nossos sentidos básicos. A maioria de nós não está consciente do quanto ele é importante. O olfato nos influencia naquilo que escolhemos para comer, nos perfumes e cosméticos que usamos e até na escolha da pessoa com quem queremos namorar. O principal órgão que compõe o sistema olfativo é o nariz. Na parte superior da cavidade nasal estão as células olfatórias – também chamadas de mucosa amarela – que têm a capacidade de captar moléculas aromáticas que estão suspensas no ar inspirado. O olfato funciona da seguinte maneira: ao inspirarmos, através do nariz, partículas aromáticas que, no ar, estão suspensas, alcançam a mucosa amarela e esta, utilizando seus cílios olfativos, se sensibiliza, transmitindo impulsos nervosos ao cérebro que os reconhece como sensação olfativa. As células olfatórias – mucosa amarela – apresentam-se da seguinte forma: Mucosa – alinhada no epitélio da cavidade nasal, capaz de capturar as partículas aromáticas a serem expostas aos cílios olfativos; Neurônios receptores olfativos – células sensíveis ao cheiro, recebem estímulos dos cílios olfativos e os transmitem ao cérebro; Cílios olfativos – estão nos terminais dos neurônios, captam as partículas aromáticas do ar. Há de 8 a 20 deles em cada neurônio olfativo. Os animais, incluindo o homem, têm o olfato diferente uns dos outros. Alguns muito sensíveis e outros nem tanto, como é o nosso caso. Há estudos indicando que cada animal tem uma quantidade de genes receptores olfativos (OR) que determinam o quanto eles podem cheirar. Um trabalho de Yoshihito Niimura, pesquisador do Departamento de Química Biológica Aplicada da Universidade de Tóquio, estudou o número de OR nos animais e, junto com sua equipe, apresentou a seguinte estatística: Homem – tem 396 OR; Elefante – tem 1948 OR; Rato – tem 1207 OR; Vaca – tem 1186 OR; Camundongo – tem 1130; Cachorro – tem 811. Dessa exposição, vemos o quanto nosso olfato é fraco se comparado ao de alguns animais. Algumas curiosidades: O olfato tem capacidade adaptativa, isto é, quando exposto a um odor que, no início, lhe causa uma sensação olfativa intensa, após um certo tempo se torna imperceptível. Só conseguimos identificar um odor de cada vez, apesar de que alguns odores são a combinação de vários. Quando estamos num local com vários odores diferente, os identificamos em ordem decrescente – um de cada vez e do mais intenso ao mais fraco – mas se tiverem intensidade igual, temos uma alternância na percepção de cada um. O olfato está intimamente ligado ao paladar. Sem o olfato, alguns sabores não são percebidos em sua totalidade – quando comemos, as moléculas aromáticas liberadas pelos alimentos sensibilizam o olfato. Desse modo há uma interação entre sabor e aroma. Isso torna o alimento mais aprazível além de estimular a salivação. Há estudos que mostram a diminuição de certos prazeres, inclusive o sexual, quando a pessoa, por algum motivo, perde o olfato.