HIV – O que saber?

HIV é uma sigla em inglês para o vírus da imunodeficiência humana. Esse vírus é o causador da AIDS (também sigla em Inglês), que em Português chamamos SIDA – síndrome da imunodeficiência adquirida. Tem esse nome por agredir o sistema imunológico da pessoa infectada, diminuindo, paulatinamente, a defesa do organismo contra doenças.

As células de defesa mais atingidas pelo vírus da SIDA são os Linfócitos T CD4. O vírus precisa utilizar uma célula para se reproduzir. O processo se inicia após sua entrada no linfócito onde, alterando o DNA celular, produz muitas cópias de si mesmo. Num certo momento rompem a célula e saem. Livres na circulação, logo encontram outros linfócitos e reiniciam o ciclo.

 Após o contágio, o sistema imunológico começa a ser atacado. É a primeira fase, à qual chamamos “fase da infecção aguda”. Essa é, também, a fase de incubação do HIV. Esse período varia de 3 a 6 semanas. O organismo demora entre 30 a 60 dias, após o contágio, para produzir anticorpos anti-HIV. Os sintomas dessa fase são muito parecidos com os de uma gripe comum, como febre, mal-estar, dores no corpo. Essa semelhança faz com que a maioria dos casos passem despercebidos. Na próxima fase se inicia uma grande interação entre nossas células de defesa e os vírus. Devido às constantes e rápidas mutações virais, nosso sistema imunológico não consegue desenvolver defesa adequada contra o agente agressor, que passa a viver em nosso organismo, de um modo relativamente equilibrado, se replicando, amadurecendo e morrendo. Nesse período, a agressão viral ainda não é forte o suficiente para propiciar o desenvolvimento de outras doenças, sendo, por isso, chamado de fase assintomática. A duração dessa fase pode variar de alguns meses a muitos anos, dependendo da resistência imunológica do indivíduo afetado.

Conforme o tempo vai passando, nossas células de defesa começam a perder a eficiência e vão sendo, lentamente, destruídas. Com isso, infecções comuns começam a aparecer dando início à doença propriamente dita – SIDA. Os linfócitos T CD4 começam a diminuir e com isso surgem infecções que se aproveitam dessa falha de nossa defesa, as chamadas infecções oportunistas. Os sintomas mais comuns nessa fase são: febre frequente, sudorese noturna, diarreia e perda de peso. A contagem de linfócitos CD4, que em adultos saudáveis, existem entre 800 a 1.200 unidades por milímetro cúbico de sangue, podem cair abaixo de 200 unidades por milímetro cúbico de sangue no indivíduo doente, em estágios mais avançados. A maioria dos que chegam a essa fase, ou não procurou um tratamento médico, ou não o seguiu corretamente. Essas pessoas ficarão suscetíveis a infecções mais graves como: tuberculose, hepatites virais, pneumonia, toxoplasmose, infecções por fungos, como candidíase e, até, alguns tipos de câncer.

O HIV, vírus da imunodeficiência humana, está presente:

  • No sangue;
  • No sêmen (esperma);
  • Na secreção vaginal;
  • No leite materno.

Formas de transmissão do HIV:

  • Sexo sem camisinha – seja ele vaginal, oral ou anal;
  • Da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação;
  • Uso da mesma seringa e/ou agulha contaminada por mais de uma pessoa;
  • Transfusão de sangue contaminado;
  • Instrumentos que furam ou cortam, como material cirúrgico, material de manicures, instrumental odontológico, entre outros, não esterilizados.

Como evitar a doença?

  • Usar camisinha em todas as relações sexuais;
  • Não compartilhar seringa, agulha e outro objeto perfurante ou cortante com ninguém;

Hoje já não temos mais grupo de risco, mas comportamento de risco, aquele que pode ocasionar a infecção pelo HIV.

 São considerados comportamentos de risco:

  • Relação sexual (homo ou heterossexual) com pessoa infectada, sem o uso de preservativos;
  • Uso conjunto de seringas e agulhas, para qualquer fim;
  • Reutilização de objetos cortantes ou perfurantes contaminados com sangue, secreções ou fluidos de pessoa infectada com HIV.

 Se você estiver preocupado, ou tem alguma dúvida sobre o contágio, pode procurar os postos de saúde de seu município. Há o teste rápido, assim como profissionais altamente preparados para seu acolhimento e orientação, além de garantia de sigilo.

 O tratamento, no momento certo, pode garantir uma sobrevida por tempo indeterminado, sem complicações, em que o paciente leva uma vida completamente normal. São gratuitos, de última geração e muito eficientes.

Proteja a si mesmo e aos outros, seja responsável. A saúde é nosso maior tesouro.