Como se ocupar

Com a correria do dia a dia quase não paramos para perceber a nós mesmos.
Estamos tão acostumados ao “barulho” de nossos pensamentos incessantes e descontrolados que perdemos a conexão com nossa própria natureza interior. Quantas são as pessoas que param para prestar atenção a simples sinais que são frequentemente emitidos pelo corpo? Atos comuns como comer e beber água se tornar automáticos; a escolha do que comer e beber não tem critério baseado na saúde, mas na praticidade, rapidez e prazer ao paladar.
Cada vez mais aumenta o número de empresas de fastfood, assim como o número de pessoas agitadas, ansiosas e deprimidas. Precisamos prestar atenção aos sinais que nosso corpo e mente nos dão. Claro que é muito importante ganhar dinheiro, ter projeção social, ser “popular” etc., mas será que não estamos pagando um preço alto demais para obter essas coisas?
Parem um pouco, sintam a respiração, fiquem em silêncio, observem o fluxo de seus pensamentos, percebam como é ficar consigo mesmos. Comam quando sentir fome, bebam quando sentir sede. Procurem entender, através da análise do que vai em sua mente, o que te causa ansiedade, agitação, medo, e todo um emaranhado de emoções conflitivas oriundas dessa ansiedade que nos aflige frequentemente.
Estamos precisando de contato humano, fazer refeições adequadas junto com pessoas a quem consideramos, como amigos, cônjuges e familiares. Precisamos conversar sobre nossas vidas, contemplar e degustar o calor que recebemos das pessoas que nos amam e, juntos com elas desfrutar da refeição enquanto mastigamos calmamente nossos alimentos. Caminhar de mãos dadas, nos atentar a coisas simples, como lindos vasos de flores nas casas das ruas por onde passamos. Precisamos olhar nos olhos das pessoas, sorrir, sentir que em cada pessoa que encontramos há um Ser humano que, como nós, sente, aspira, ama, acerta, erra e se frustra.
Não ficaremos aqui para sempre. Daqui nada levaremos. Cada minuto passado é apenas uma lembrança, não pode mais voltar. Aproveitem bem cada oportunidade, vivam intensamente as alegrias que têm, não se apeguem a nada. Vivam todas as coisas, inclusive seu corpo, da mesma forma com que contemplamos uma linda flor, cuidamos dela, a admiramos e nos alegramos com sua beleza, mesmo sabendo que em breve irá murchar. Se não fizermos assim, seremos como crianças que brincam na areia da praia, fazem um castelo perto da água e nele criam um mundo imaginário. Ao subir da maré, as ondas destroem o castelo e as crianças choram. Os adultos que as observam riem delas, pois estiveram sempre conscientes de que as águas do mar, em algum momento, desmanchariam aquele castelo. A vida, com todas as suas atrações, não é mais do que esse castelo, o qual, em algum momento, sucumbirá às ondas do tempo.
Tentem se ocupar, sempre que possível, com coisas que os façam felizes e relaxados, em conversas amistosas com pessoas queridas, com a natureza, com uma culinária criativa e saudável e, é claro, bebam muita água. A paz interior é o maior tesouro que um homem pode conquistar!